<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071</id><updated>2012-03-02T02:30:45.366+01:00</updated><category term='estupendo de ouro estupendo'/><category term='antiquity'/><category term='Age of Steam'/><category term='twilight struggle'/><category term='Essen'/><category term='spiel des jahres'/><category term='leo colovini'/><category term='prémios'/><category term='crónica'/><category term='Andreas Seyfarth'/><category term='Mykerinos'/><category term='Treefrog'/><category term='Corné Von Moorsel'/><category term='Vital'/><category term='2007'/><category term='Antoine Bauza'/><category term='crítica'/><category term='Powerboats'/><category term='Struggle of Empires'/><category term='Vinicola'/><category term='jogos da década'/><category term='Wings of War; Critica'/><category term='melhor de 2007'/><category term='carolus magnus'/><category term='mac gerdts'/><category term='notícias'/><category term='splotter'/><category term='session report'/><category term='promessas'/><category term='Puerto Rico'/><category term='review'/><category term='Martin Wallace'/><category term='harry wu'/><category term='Imperial'/><category term='Tom Lehmann'/><title type='text'>Jogos de Tabuleiro</title><subtitle type='html'>"Não gosto de jogos de tabuleiro. Tenho de estar concentrado, tenho de contar dinheiro, tenho de esperar a minha vez jogar e estou sempre a ser julgado pelas acções que faço. É como se fosse um emprego." Ray Romano</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>159</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-1927963205065803826</id><published>2010-06-07T15:19:00.004+02:00</published><updated>2010-06-07T16:37:28.858+02:00</updated><title type='text'>Thunderstone: Revisão da matéria dada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Gabriel fez agora 15 meses. Apesar de ainda não ser auto-suficiente já demonstra, contudo, algum juízo e, portanto, já me sinto mais à vontade para retomar a minha vida de jogador. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um ano e picos depois, voltei assim às noites de jogatina na casa do Zorg. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito coisa mudou em doze meses. A primeira e talvez a que mais se saúda, é que finalmente começou a ser distribuído álcool pelos jogadores sem ser preciso pedir por favor. O líquido vem agora em garrafinhas da Sagres porque a marca é patrocinadora do Benfica e há que ter isso em conta na hora de gastar dinheiro em cerveja. Zorg esteve bem!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra boa novidade, são os momentos de aquecimento que agora são gastos a jogar PES, mas na versão PS3 onde os gráficos são mais espectaculares e a imagem vislumbra-se em HD. Zorg investiu condignamente!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paralelamente os elementos do sexo feminino começam a sentar-se também à mesa o que dá aos eventos um ar mais familiar e colorido. Zorg procedeu bem ao convidá-las.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, olhando para a estante do Zorg percebe-se que os jogos comprados desceram bastante em numero pelo que as compras são feitas após alguma ponderação e não à balda como eram feitas até agora. Instituiu-se a saudável regra que só se joga um jogo novo quando o anterior for testado algumas vezes. Zorg usou o bom senso!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este pequeno e pertinente conjunto de normas são conhecidas pelo PEC do Zorg e a ver pelas reacções positivas, toda a gente ficou a ganhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro título a rolar na mesa foi Thunderstone da editora AEG mais conhecida pelos electrodomésticos que fabrica mas que agora, em época de crise, decidiu alargar a sua área de negócio para os jogos de tabuleiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/TAzwTLWPDjI/AAAAAAAAAoI/vSE1xgzpcK4/s1600/thunderstone_dungeon.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" qu="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/TAzwTLWPDjI/AAAAAAAAAoI/vSE1xgzpcK4/s320/thunderstone_dungeon.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Thunderstone vai beber a sua inspiração a Dominion, um jogo muito acarinhado pelos jogadores, o qual, diga-se, eu não morro de amores, mas que se tornou num título importante não só porque é uma maquina de fazer dinheiro mas, principalmente, porque revolucionou muita coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Thunderstone são 75342 cartas metidas numa caixa. Cada carta tem a sua habilidade impressa e a partir daqui joga-se ao sabor dos textos. Até aqui nada de novo, já estamos fartos de ver este filme.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na sua vez de jogar os jogadores colocam 6 cartas na mesa e têm duas opções; ou compram mais cartinhas ou andam à batatada com monstros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se comprarem mais cartas, juntam o que compraram ao seu querido deck. Como parece lógico, dum modo geral, as cartas que o jogador comprar servem para fortalecerem as mãos futuras. Deste modo as novas aquisições são juntas às cartas que já se possuem. Nada melhor que um exemplo: Imagine que tenho um deck de 8 cartas. Ora, para jogar, o que faço é baralhar as 8 cartas e das 8 coloco, à sorte na mesa, 6, guardando deste modo as outras 2. As seis cartas que coloco em cima da mesa fazem a minha mão e é com elas que tenho de jogar. Se decidir comprar mais cartas, somo o valor monetário delas (cada carta tem várias funções, sendo uma delas dinheiro) e com o valor obtido vou ao mercado. Cada carta custa dinheiro e as mais poderosas são mais caras que as mais fraquitas. Uma vez comprada a carta retiram-se as 6 cartas da mesa mais a comprada (7) e baralham-se convenientemente com um bonito sorriso nos lábios. Na minha próxima jogada, mando para cima da mesa seis novas cartas. Duas delas serão as que restaram da jogada anterior e as outras 4 virão do conjunto constituído pelas 6 cartas que coloquei na mesa na jogada anterior mais a carta que comprei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/TAzwIFYA8pI/AAAAAAAAAoA/z3aBUOQ353I/s1600/Thunderstone-Amazon-Archer.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" qu="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/TAzwIFYA8pI/AAAAAAAAAoA/z3aBUOQ353I/s320/Thunderstone-Amazon-Archer.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é assim que se joga. Há cartas para todos os gostos. Umas são heróis, outras são alimento, outras são monstros, outras armas, outras magias e mais o que quer que apareça. Todas são importantes e cabe ao jogador descobrir quantas cartas de cada tipo deverá ter no seu deck para o rentabilizar da melhor maneira. O que é engraçado é que o jogador tem também de se desembaraçar das cartas menos valiosas que compra numa fase inicial. É muito importante não desequilibrar o deck porque quanto mais cartas boas tiver mais mortífero se torna. Se o jogador tiver muitas cartas iniciais, de menor valor, e não se desembaraçar delas, o seu deck fica desequilibrado e acaba por não conseguir fazer nada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O objectivo é somar pontos e os pontos ganham-se a combater monstros. Os monstros nem sempre são fáceis de eliminar e muitas vezes o preço é pagar é alto, porque, tal como as outras cartas, os monstros têm também texto impresso e, vai-se lá saber porquê, o que lá está escrito não é coisa agradável de ler para o atacante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/TAzwpkPYEyI/AAAAAAAAAoQ/oNROqyLVaNY/s1600/20921.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" qu="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/TAzwpkPYEyI/AAAAAAAAAoQ/oNROqyLVaNY/s320/20921.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Thunderstone flui muito bem e parece-me mais polido que a sua inspiração, Dominion. O que me chateia no Dominion são aquelas cartas que permitem terem mais acções que, num estado avançado da partida, faz com que um jogador vire umas 50 cartas seguidas todas elas a darem mais acções transformando uma simples jogada num exercício de calculo para saber quantas acções é que o jogador efectivamente vai fazer. Isso afastou-me do jogo. Ora Thunderstone não tem nada disso. É tudo limpinho e elegante o que aconchega, e de que maneira, a nossa paciência. As cartas são muitas e as opções também. Se tudo correr bem, este jogo vai ter umas 7211 expansões que, em princípio, não vão trazer nada de novo a não ser mais cartolina para ser arrumada na estante. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Thunderstone tem uma boa atmosfera, cheira a RPG e a mim até me dá uma sensação de Final Fantasy que me faz recordar de bons momentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fica aqui o aviso que Thunderstone não tem interacção e muitas vezes fiquei com o sentimento de estar a jogar sozinho. Claro que, eventualmente, pode ser resultado das primeiras experiências e quando tiver mais jogos no lombo possa espiar o que os outros andam a fazer e tirar partido disso. Eu gosto duma pitada de interacção directa, confesso, e muitas vezes isso pode ser fulcral na longevidade dum jogo, mas também prefiro que não haja interacção do que haver duma forma gratuita que depois desequilibra a experiência. Vamos esperar o que nos trazem as expansões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em suma Thunderstone é um jogo rápido e interessante. Não é uma obra-prima, não é original, mas conjuga muito bem&amp;nbsp;o que foi feito nos jogos de cartas&amp;nbsp;nos últimos tempos o que lhe confere algum crédito e sagacidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/TA0EF0BdkLI/AAAAAAAAAoY/41oPwKw_9X4/s1600/boligan.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="198" qu="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/TA0EF0BdkLI/AAAAAAAAAoY/41oPwKw_9X4/s200/boligan.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Classificação: ***&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-1927963205065803826?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/1927963205065803826/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=1927963205065803826' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/1927963205065803826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/1927963205065803826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2010/06/thunderstone-revisao-da-materia-dada.html' title='Thunderstone: Revisão da matéria dada'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/TAzwTLWPDjI/AAAAAAAAAoI/vSE1xgzpcK4/s72-c/thunderstone_dungeon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-4631227654917965996</id><published>2010-04-13T15:03:00.002+02:00</published><updated>2010-04-13T15:05:05.169+02:00</updated><title type='text'>Blue Moon City: Dragões, cartas e cristais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os jogos de tabuleiro são uma maravilha, isso já toda a gente o sabe ou pelo menos devia saber. Depois do nascimento do Gabriel, agora com 13 meses, a minha vida mudou e a relação que tinha com os jogos também. A maior alteração foi o ter deixado de jogar obras com mais de 60 minutos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi assim que, aproveitando uma Math Trade recente, decidi mandar fora quase todos os jogos que tinha no armário e troquei-os por experiências de jogo duma hora, que é o tempo que disponho para jogar com os meus colegas de trabalho durante o almoço. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quis a sorte presentear-me com o Blue Moon City do Knizia que muito agradeci e, como bónus, o antigo dono, homem precavido, juntou umas protecções plásticas para defender as cartas de batoteiros como o Zorg que tem o costume de fazer uma pinta azul no canto inferior esquerdo nas cartas mais poderosas dos seus jogos, como vim a descobrir numa partida de Combat Commander depois de vários ataques descabidos às minhas tropas com resultados de 10,11, e 12:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Isso deve ser dos chineses. Achas que ia fazer isso às cartas? &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/S8RrTtrppgI/AAAAAAAAAno/BZBQw1k0URs/s1600/bluemooncity.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/S8RrTtrppgI/AAAAAAAAAno/BZBQw1k0URs/s320/bluemooncity.jpg" width="297" wt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O objectivo é construir uma cidade. Essa cidade tem vários edifícios que os jogadores vão levantar do chão. O problema é que os edifícios para serem construídos terão de ter a participação de mais do que um jogador (por norma). Apesar do jogo compensar todos os que contribuíram para edificar uma construção, os que mais se destacarem na construção são os receberão mais benesses. Ora vejamos um exemplo. O marcador de cartas Zorg, vai para o teatro. O teatro está dividido em 3 fases de construção. O Zorg assume duas fases deixando a restante para quem lá quiser ir. Eu vou lá e faço a contribuição necessária para a restante fase. O Teatro fica pronto. Fazendo contas ele ganha 5 cristais e eu ganho 3. Portanto, os jogadores andam quase sempre dependentes uns dos outros e claro do que cada edifício dá. Os prémios de construção, à medida que o jogo vai decorrendo, vão sendo mais poderosos porque existe um sistema de vizinhança que sobe a parada. No exemplo acima, os jogadores que construírem o edifício vizinho ao teatro arrecadam o prémio normal do edifício mais duas cartas que é o bónus de vizinhança pelo teatro estar construído.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada jogador tem uma mão de cartas. Essas cartas têm cores e várias cartas da mesma cor servem para as fases de construção. As fases de construção variam de edifício para edifício. O teatro vale 5, 4, 3 roxas. Por isso um jogador que tenha cartas no valor de 9 roxos, pode construir a fase de 5 e a de 4, vencendo assim o edifício. No entanto os ganhos só serão distribuídos quando o edifício estiver todo pronto. Deste modo ficará à espera que alguém lá apareça para fazer uma contribuição de 3 roxos, ou então, nessa impossibilidade, faz numa jogada posterior essa oferta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/S8RrcmDi-wI/AAAAAAAAAnw/QxtU0fPuz-M/s1600/bluemooncity2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/S8RrcmDi-wI/AAAAAAAAAnw/QxtU0fPuz-M/s320/bluemooncity2.jpg" width="297" wt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E basicamente é isso. Depois existem cartas que fazem isto e aquilo, edifícios mais valiosos, outros menos valiosos, há dragões que voam e que dão escamas (outro sistema de pontuação paralelo que serve para quem tiver mais escamas ganhar cristais extra) e muitas conjugações possíveis de mãos. O objectivo é fazer oferendas aos Deuses em cristais. Quem, fizer mais ganha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Blue Moon City é um Knizia clássico e com todos os ingredientes que fazem deste alemão um designer conceituado. O jogo é abstracto, com vários sistemas de pontuação, todos interligados e que funcionam na perfeição. É um jogo acelerado, que proporciona decisões rápidas mas nem sempre fáceis e que exige ao jogador alguma concentração para maximizar da melhor forma possível a mão de cartas que tem. Os jogos de 60 minutos são sempre complicados porque se por um lado queremos algo rápido e divertido, por outro, nem sempre esse pressuposto consegue juntar alguma complexidade que jogos de 90 minutos ou mais têm. Blue Moon City consegue-o e isso é maravilhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: ****&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/S8RrpOHmX6I/AAAAAAAAAn4/vw9hFJiiNZo/s1600/BlueMoonCityCover_8_9_06.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/S8RrpOHmX6I/AAAAAAAAAn4/vw9hFJiiNZo/s320/BlueMoonCityCover_8_9_06.jpg" wt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-4631227654917965996?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/4631227654917965996/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=4631227654917965996' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/4631227654917965996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/4631227654917965996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2010/04/blue-moon-city-dragoes-cartas-e.html' title='Blue Moon City: Dragões, cartas e cristais'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/S8RrTtrppgI/AAAAAAAAAno/BZBQw1k0URs/s72-c/bluemooncity.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-7742896568060449951</id><published>2010-02-03T15:00:00.001+01:00</published><updated>2010-02-03T15:03:03.287+01:00</updated><title type='text'>Os grandes jogos da década: Imperial</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qualquer lista que inclua os melhores jogos da década, terá sempre ter gravado algures, o jogão Imperial de Mac Gerdts. Este simpático alemão, apreciador de peixe assado e água do mar, estava um dia sentado no sofá a fazer zapping quando inexplicavelmente pára num canal que transmitia o famoso concurso roda da sorte. Enquanto tentava acertar nos nomes de filmes e personalidades, deu-se conta que aquela roda a girar, dividida em vários espaços, cada um com o seu valor, era de facto uma invenção espantosa e engenhosa. Foi em passos vagarosos buscar um whisky e também um charuto e, em paz, começou a pensar numa forma de adaptar aquela roda aos jogos de tabuleiro. O resultado desse trabalho foi a Rondel que, apesar de nem sempre salvar os jogos de Gerdts, atingiu o ponto máximo em Imperial, um jogo muito difícil de definir carregado de imaginação e muita coisa verdadeiramente inovadora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo gira á volta da Rondel. Esta está dividida em várias secções. Cada secção é uma acção que se pode fazer no tabuleiro. Ou seja, existem várias acções que o jogador pode fazer, mas para infelicidade do mesmo, como só pode avançar na Rondel 3 casas de cada vez, só terá disponíveis três acções. À medida que vai avançando abrirá novas e fechará outras. Um mimo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para além disso imperial é um jogo em que 6 nações andam à batatada umas com as outras. O objectivo é conseguir influência nas regiões que dividem o mapa. Para que a batatada seja mesmo batatada, vão-se construir navios e mandá-los para o mar, recrutar e movimentar exércitos, construir fábricas, etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até aqui nada de novo. O twist que não estava à espera, é que os jogadores não vão controlar as nações do princípio ao fim da partida. Ao invés, vão comprando títulos desses países. Quem tiver mais títulos dum país fica a controlá-lo A nação mais bem sucedida no fim da partida renderá mais por cada título comprado. Isto origina muito jogo de cintura e alguma ponderação na hora de comprar títulos. O que é engraçado é que cada jogador quando pega numa nação faz dela o que quiser, influenciando todas as outras nações. Imagine que um jogador tem vários títulos da França e da Alemanha. Ora tendo estas 2 nações em seu poder não haverá conflito entre ambas podendo até fazerem uma aliança para atacar a Áustria. Por outro lado, se um dos adversários comprar mais títulos da Alemanha poderá pegar nessa Alemanha e avançar sobre a França. O jogo está sempre a rodar 180º, tornando-o sempre uma caixinha de surpresas. Tudo isto servido com muita porrada e muito conflito. Mas o que interessa é usar as nações envolvidas para proveito próprio.&amp;nbsp;É o dinheiro que faz a máquina girar e não&amp;nbsp;a quantidade de&amp;nbsp;navios que é afundada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nota importante para os mais puristas é que não existe pinga de sorte em toda a partida, as batalhas são decididas á razão de 1:1. Ou seja se dois exércitos atacam um, morre um de cada lado ficando no território o restante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um jogo obrigatório em qualquer casa ou não fosse ele um SpielPortugal em 2006.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/S2mBicNlyVI/AAAAAAAAAm4/YM7NHy6zh_g/s1600-h/imperial1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kt="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/S2mBicNlyVI/AAAAAAAAAm4/YM7NHy6zh_g/s320/imperial1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-7742896568060449951?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/7742896568060449951/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=7742896568060449951' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/7742896568060449951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/7742896568060449951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2010/02/os-grandes-jogos-da-decada-imperial.html' title='Os grandes jogos da década: Imperial'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/S2mBicNlyVI/AAAAAAAAAm4/YM7NHy6zh_g/s72-c/imperial1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-1156537932956019713</id><published>2010-01-27T16:33:00.003+01:00</published><updated>2010-01-27T17:05:55.787+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jogos da década'/><title type='text'>Os grandes jogos da década: Agricola</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/S2BkVmM0g-I/AAAAAAAAADY/xBX41tJVGWQ/s1600-h/agric_md.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 197px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/S2BkVmM0g-I/AAAAAAAAADY/xBX41tJVGWQ/s320/agric_md.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431451472803169250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasci e cresci no mundo dos jogos de tabuleiro com o Puerto Rico, altivo e dominador, confortavelmente sentado na posição de número 1 do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ranking&lt;/span&gt;. Sempre assumi que nunca mais de lá ia sair e habituei-me a olhá-lo como o número 1. Nunca me passou pela cabeça que alguma vez o seu reinado pudesse terminar... mas terminou! E o responsável por isso é o mais improvável dos candidatos: um jogo com um tema esquisito (nada de guerras nem temas do renascimento, mas sim a entusiasmante agricultura de subsistência norte-europeia do século XVI), feito por um gajo que até aí só tinha jogos de cartas simples no currículo e editado por uns tipos cuja publicação de maior relevo até aí tinha sido um joguito de cartas sobre feijões. Agricola tomou o mundo dos jogos de assalto e passou rapidamente de grande sucesso de Essen, para grande candidato a destronar o Puerto Rico e, finalmente, para novo número 1 do ranking, posição que mantém até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um jogo de gestão de recursos, que recorre ao mecanismo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;worker placement&lt;/span&gt; (o autor reconheceu as influências do Caylus no desenho) e que consegue criar uma grande atmosfera temática, por mais inverosímil que isto possa parecer, já que estamos a falar, recorde-se, de um jogo que procurar recriar a agricultura de subsistência norte-europeia do séc XVI. Foi também o jogo que (re)lançou essa nobre actividade do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tuning&lt;/span&gt; de jogos de tabuleiro: é procurar no BGG e ver a quantidade de gente, provavelmente residente na margem sul, que pôs retrovisores desportivos, escapes de rendimento e ailerons nas suas cópias do Agricola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto muito das cartas e da forma como impedem a existência de zonas de conforto em termos de estratégia, gosto muito da tensão opressiva que a necessidade de alimentar a família provoca...  e é um jogo que me dá sempre imenso prazer jogar! Um grande líder do ranking e, sem dúvida, um dos jogos da década!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-1156537932956019713?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/1156537932956019713/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=1156537932956019713' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/1156537932956019713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/1156537932956019713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2010/01/os-grandes-jogos-da-decada-agricola.html' title='Os grandes jogos da década: Agricola'/><author><name>zorg</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730246793479077143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/S2BkVmM0g-I/AAAAAAAAADY/xBX41tJVGWQ/s72-c/agric_md.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-1563835347618979496</id><published>2010-01-19T23:34:00.001+01:00</published><updated>2010-01-19T23:36:58.722+01:00</updated><title type='text'>Os grandes jogos da década: Princes of Renaissance</title><content type='html'>Se você, amigo leitor, é daqueles que só agora despertou para o hobby e anda para aí, feito rafeiro, a vadiar pelos blogues nacionais à cata de informação importante para sustentar uma futura compra, certamente já se deu conta que existe um nome que é bastante falado e quase todos lhe prestam homenagem, nós incluídos. Estou a escrever sobre Martin Wallace, um inglês que tem fama de arruaceiro e de beber mais do que a conta mas, quando se entrega de corpo e alma à sua profissão, é capaz do melhor e, se calhar, na maior parte das vezes, do pior.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Polémicas à parte, Martin Wallace tem impressos no seu currículo títulos francamente obrigatórios e que fazem, felizmente para nós, parte da história dos jogos de tabuleiro. Falo de Age of Steam, Liberté, Struggle of Empires e, mais recentemente, Brass. Se for um macho atento, poderá estranhar a ausência de Automobile, jogo bastante aplaudido pelos nossos colegas de opinanço. Bem, é que apesar de lhe conseguir entender os méritos, não o acho nada de extraordinário. Mas isso é o meu gosto e como toda a gente que me conhece pode afiançar, não é mesmo nada de fiar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Propositadamente deixei o meu preferido para o fim. Princes of Renaissance. É um jogo passado no renascimento e que tem como pano de fundo a luta das grandes famílias italianas pelo poder político, comercial e militar. PoR tem muitos leilões. Isto por si só pode afastar a curiosidade de muitos dos jogadores, mas este é talvez o leilão que mais está carregado de bluff dos jogos de tabuleiro que conheço. A ideia do jogo é esta: Controlamos uma família que tem interesses em várias cidades italianas. Para fomentar esse poder, vamos comprando “tiles” dessas cidades que nos dão pequenas regalias que podem ser utilizadas no futuro. Onde reside o gozo é que o valor das “tiles” varia conforme a fama das cidades. Ou seja, se eu comprar uma “tile” de Milão e Milão estiver pelas ruas da amargura o preço é, portanto, baixo. Por outro lado, se Milão estiver em alta, então terei de pagar pela “tile” muito mais. A fama e o preço que cada cidade vale é definida pelas sua prestação nas guerras. Estas batalhas acontecem quando forçadas pelos jogadores. A cidade que ganha sobe, a que perde desce. Acrescento ainda que os jogadores vão leiloar também a hipótese de colocarem o exército que possuem a lutar pela cidade que quiserem. Pode parecer estranho, mas uma cidade pode ser defendida por um jogador sem qualquer interesse nela. A explicação é contudo simples, defender a honra duma metrópole é trabalho pago a peso de ouro e, como todos os jogos deste inglês, dinheiro é coisa que não abunda. E se há jogo onde o dinheiro é contado ao cêntimo é este. O jogador é, neste contexto, apenas um mercenário cujo único objectivo é que as cidades onde comprou tiles sejam as mais valiosas no final da partida. Lutar dá pontos e força alterações no valor das cidades. Isto pode parecer esquisito e, de facto, é. A ideia é muito bem sacada e é quase como se estivéssemos a jogar na bolsa. Há especulação e bluff a jorrar por todos os lados mas todos os jogadores têm o objectivo de comprar baixo para depois fazer subir o valor do que se comprou através das armas. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é um jogo simples e na primeira experiência não se percebe nada do que se passou. É muito difícil dar valor às coisas e tudo é construído através da especulação e do bluff. De jogar chorar por mais. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escusa de ir consultar o seu saldo. O jogo está Out of Print. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/S1Yz6rCjVRI/AAAAAAAAAmw/y4k6CdrsdpA/s1600-h/pic181330_md.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/S1Yz6rCjVRI/AAAAAAAAAmw/y4k6CdrsdpA/s320/pic181330_md.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-1563835347618979496?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/1563835347618979496/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=1563835347618979496' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/1563835347618979496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/1563835347618979496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2010/01/os-grandes-jogos-da-decada-princes-of.html' title='Os grandes jogos da década: Princes of Renaissance'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/S1Yz6rCjVRI/AAAAAAAAAmw/y4k6CdrsdpA/s72-c/pic181330_md.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-8200111465621240661</id><published>2010-01-13T16:08:00.006+01:00</published><updated>2010-01-15T16:23:32.693+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jogos da década'/><title type='text'>Os grandes jogos da década: Through the ages, a story of civilization</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/S03oF5W0dYI/AAAAAAAAADQ/xTIhJ5_hx4k/s1600-h/tta.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 233px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/S03oF5W0dYI/AAAAAAAAADQ/xTIhJ5_hx4k/s320/tta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426248314044839298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A busca pelo jogo de civilização jogável em 3 horas é antiga e tem associado um longo registo de desastrosos falhanços. Com o tempo, transformou-se numa espécie de busca pelo Santo Graal, em que embarcaram muitos designers, com maior ou menor renome. Through the Ages: a story of civilization é a tentativa de Vlaada Chvatil, o prodígio Checo que tomou o mundo dos jogos de tabuleiro de assalto há 4 anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, deixem-me anunciar a nova: o Santo Graal foi encontrado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste jogo que, como o próprio Chvatil sempre assumiu, bebeu inspiração no Civilization III para computador, os jogadores vão presidir aos destinos de uma civilização, ao longo de milhares de anos de história. E vão ter de tratar tudo: economia, ciência, guerra... tudo terá de ser gerido com muito cuidado e habilidade. Grandes líderes vão surgir, para auxiliar os jogadores nesta tarefa e magníficas maravilhas serão construídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chvatil, que esteve muitos anos a desenvolver e aperfeiçoar este jogo, fez algumas opções pouco convencionais, em que a mais chocante é talvez a ausência de mapa. Mas deixem-me deixar isto bem claro: na minha opinião pessoal, resulta tudo perfeitamente! Um mapa traz muitos problemas difíceis de resolver, num jogo deste tipo que a sua eliminação resolveu com elegância. A forma como a parte militar está implementada, forçando os jogadores a não a descurarem, sob pena de estarem completamente tramados, e servindo por isso de regulador de todo o jogo é também brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo de jogo ronda as 3 horas, mais coisa menos coisa, e são 3 horas que passam a voar, sem se dar por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É provavelmente a obra prima de Vlaada Chvatil e isso não é dizer pouco, uma vez que este checo demoníaco tem lançado muita coisa boa... e é provável que volte a aparecer nesta rubrica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-8200111465621240661?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/8200111465621240661/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=8200111465621240661' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/8200111465621240661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/8200111465621240661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2010/01/os-grandes-jogos-da-decada-through-ages.html' title='Os grandes jogos da década: Through the ages, a story of civilization'/><author><name>zorg</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730246793479077143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/S03oF5W0dYI/AAAAAAAAADQ/xTIhJ5_hx4k/s72-c/tta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-7530744037439806160</id><published>2010-01-12T14:23:00.003+01:00</published><updated>2010-01-12T14:25:00.459+01:00</updated><title type='text'>Os grandes jogos da década: C&amp;C: Ancients</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os jogos de guerra, desde que entrei neste mundo do tabuleiro, sempre me fascinaram. Na altura olhava para eles com num misto de receio e excitação. Um livro de 100 páginas cheio de regras e uma semana para conseguir terminar uma simples partida era algo que, por muito que quisesse, não me conseguia acelerar o coração. No entanto esta exigência acabou por me fazer aperceber que, duma vez por todas, estava mesmo a ficar velho e que a juventude, esse bem precioso, foi-se definitivamente. Nos meus tempos de jovem rebelde e destemido, estes dois factores, regras e duração de jogo, não me provocariam qualquer tipo de abalo. No entanto, depois de constituir uma família, o tempo é um bem que me escapa diariamente por todos os lados. É a loiça para lavar, a roupa para secar, são as comprar que precisam de ser feitas no hipermercado, são as idas à casa dos sogros, é a necessidade de montar uma merda qualquer do Ikea, a obrigação de levar o lixo ao contentor, é mais isto e mais aquilo. Os banais trabalhos domésticos, como se vê, roubam-nos aquela sensação de felicidade juvenil de despreocupação e preguiça. Agora compreendo bem porque os italianos não se piram da casa dos pais. Eles é que a sabem toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas felizmente, existe um homem de seu nome Richard Borg que provavelmente passou pelo mesmo e durante os almoços intermináveis na casa dos sogros, fez a sua mente vaguear para assuntos muito mais pertinentes. Foi assim que nasceu o orgulho de todos os homens que, como eu, sempre desejaram fazer uma batalha a sério no tabuleiro mas não sabiam como.&lt;br /&gt;Commands &amp;amp; Colors: Ancients é, na minha opinião, o mais bem esgalhado jogo de guerra da década. Joga-se rapidamente, as regras são fáceis e todo o ambiente duma batalha da antiguidade permanece preservada e sem qualquer beliscão. Podemos fazer as vezes de Aníbal, Cipião, Alexandre, César, Dário e daqui a uns tempos de Napoleão.&lt;br /&gt;Richard Borg conseguiu fazer um jogo onde as tácticas da altura e as preocupações dos generais passaram para o jogador. Podemos ter uma experiência muito realista de como foram os campos de batalha da altura. As formações, as diferenças entre os vários exércitos envolvidos, a diferença no número de efectivos dum lado e do outro da barricada, o resguardar dos flancos e a necessidade dos homens estarem sempre unidos. Para além disso contamos com elefantes, carros, cavalos, arqueiros e até camelos. Tudo em nome duma simulação o mais próxima do real possível. O set up tem em consideração a posição das unidades e o terreno das contendas. Não é de admirar, afim de preservar a verdade histórica, que haja bastantes batalhas desequilibradas. Tudo se joga através de cartas que possibilitam a entrada em acção das unidades posicionadas no lado esquerdo, direito ou centro. O que é mesmo fixe é que quantas mais unidades estiverem unidas e na formação principal, maior é a quantidade de tropas que se consegue jogar. É mesmo estupendo.&lt;br /&gt;Apesar de tudo, posso considerar este jogo como o meu preferido de todos os tempos. É que existe ali um ambiente que nos envolve tanto que, se encostarmos o ouvido à cartolina do tabuleiro, até podemos ouvir os gritos dos guerreiros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/S0x4FMSkP4I/AAAAAAAAAmo/pH7t0CBwg8g/s1600-h/CommandColorExp2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 160px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425843681668382594" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/S0x4FMSkP4I/AAAAAAAAAmo/pH7t0CBwg8g/s200/CommandColorExp2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-7530744037439806160?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/7530744037439806160/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=7530744037439806160' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/7530744037439806160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/7530744037439806160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2010/01/os-grandes-jogos-da-decada-c-ancients.html' title='Os grandes jogos da década: C&amp;C: Ancients'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/S0x4FMSkP4I/AAAAAAAAAmo/pH7t0CBwg8g/s72-c/CommandColorExp2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-4410960002006871393</id><published>2010-01-07T17:24:00.005+01:00</published><updated>2010-01-07T21:44:43.961+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jogos da década'/><title type='text'>Os grandes jogos da década: Antiquity</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/S0ZHtTVJlnI/AAAAAAAAADI/dgnle8gvm4Q/s1600-h/antiq.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 120px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/S0ZHtTVJlnI/AAAAAAAAADI/dgnle8gvm4Q/s320/antiq.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424101644823008882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antiquity é o jogo que confirmou a Splotter como uma das editoras mais interessantes e peculiares do panorama actual. Com meios muito reduzidos e editando exclusivamente os jogos criados pelos dois donos, Jerouen Doumen e Joris Wiersinga, a Splotter tem conseguido o feito de editar consistentemente jogos complexos, originais e temáticos. Antiquity é uma das suas melhores criações: os jogadores começam com uma cidade, com alguma população e um carro de ferramentas e têm de explorar os terrenos em torno da cidade para obter recursos. Podem-se construi quintas, portos de pesca, minas e serrações e usar a população para fazer tudo isso trabalhar. Fazer as coisas trabalhar, causa poluição que vai, pouco a pouco, inutilizando os terrenos ao redor da cidade. Com os recursos obtidos, alimenta-se a população, constroem-se edifícios com efeitos variados e, eventualmente, mais cidades. Um dos edifícios que se podem construir é a catedral que, no momento da construção, é dedicada a um santo específico, o que determina a condição de vitória do jogador. Caso não se gira bem a questão da poluição, fica-se sem espaço no mapa para fazer coisas em poucas jogadas. Caso não se gira bem a questão da comida, fica-se sem espaço para construir edifícios nas cidades (porque a falta de comida provoca mortes, representadas por pedras tumulares que têm de ser colocadas na cidade). Estes dois factores combinados fazem com que, às vezes, o jogo "derrote" os jogadores e os coloque numa espiral descontrolada rumo à destruição. No primeiro jogo que jogámos, aconteceu aos dois jogadores, pelo que ninguém ganhou.  :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAs tudo é implementado com grande elegância. Há aqui muitas ideias originais que, em alguns casos, já foram reaproveitadas em jogos ilustres (a necessidade de alimentar a população, a forma como se planta a semente e se colhem os vegetais, etc). Também tem outras boas ideias que nunca vi em mais nenhum jogo (as condições de fim de jogo diferentes por jogador e escolhidas num momento definido pelo próprio, a forma como a acção dos jogadores transforma a paisagem, ZOCs, etc). Não há sorte nem informação escondida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único ponto negativo que lhe posso apontar é a enorme quantidade de peças de dimensões relativamente reduzidas que o jogo tem o que o torna, às vezes, fisicamente difícil de jogar.  Fora isto, e não fosse o pormenor de estar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;out of print&lt;/span&gt; há uns tempos, (e as cópias que existem serem caríssimas), dir-vos-ia para irem a correr comprar!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-4410960002006871393?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/4410960002006871393/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=4410960002006871393' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/4410960002006871393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/4410960002006871393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2010/01/os-grandes-jogos-da-decada-antiquity.html' title='Os grandes jogos da década: Antiquity'/><author><name>zorg</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730246793479077143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/S0ZHtTVJlnI/AAAAAAAAADI/dgnle8gvm4Q/s72-c/antiq.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-7171631921209754565</id><published>2010-01-07T14:42:00.003+01:00</published><updated>2010-01-07T14:46:19.251+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jogos da década'/><title type='text'>Os grandes jogos da década: Caylus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caylus é um jogo que acabou por cair no esquecimento. Teve uma entrada rompante no Top insuspeito do BGG em 2005 chegando mesmo ao 2º lugar e até se pensou que iria destronar Puerto Rico da posição cimeira. Conseguiu facilmente ganhar todos os prémios que havia para ganhar e foi bastante jogado e apreciado por todos os fãs de jogos de tabuleiro.&lt;br /&gt;O jogo era e é bastante exigente a nível de concentração. É preciso ter tudo planeado ao milímetro para que não aconteça uma catástrofe nacional comparável apenas à deslocação duma pateta prova de acrobacias aéreas dum rio para outro.&lt;br /&gt;O objectivo do jogo é construir um castelo. Mas para o fazer é preciso edificar também uma cidade. É através dessa cidade que se vão arranjar pousadas para os trabalhadores, carpintarias para os carpinteiros, bancos para o Armando Vara, mercados para os mercadores, igrejas para os fieis, etc. Estes edifícios dão pontos e para além disso são necessários para a obtenção de matérias-primas imprescindíveis a novas construções. Como está bom de ver, ou não fosse Caylus um dos jogos da época, tudo está impecavelmente alinhado e desenhado.&lt;br /&gt;No entanto o seu maior defeito é acabar literalmente com os miolos dum tipo. Tem de se calcular tudo. Quais as matérias-primas necessárias, quando é que vão estar disponíveis e em que quantidade. Qualquer falha é a morte do artista. Tudo não passa de gestão de matérias-primas (cubos de muitas cores) mas as contas são muitas e no meio de tanto cálculo por vezes esquece-se dum cubo colorido e pronto, já não se pode construir o que se pretendia.&lt;br /&gt;O que mais impressionou na altura foi a forma cuidada como tudo estava ligado. Além disso Caylus trazia a frescura da escolha das acções e a forma como essa escolha tornava a mesma acção indisponível para os outros jogadores. Tudo isto servido com uma grande dose de complexidade que levava os jogadores a pensar no jogo, em estratégias e a maravilharem-se com um mundo novo que se abria e nem sequer era necessário óculos de 3D para o ver na perfeição.&lt;br /&gt;Caylus entretanto passou a não ser jogado, não que tenha perdido o seu valor, mas porque foram postos no mercado produtos similares que trouxeram consigo um design mais apelativo tornando esses sucedâneos mais aprazíveis ao público em geral e não tão violentos para os miolos. Daí se compreender o sucesso de Agrícola, Le Havre ou Stone Age. Mas Caylus é e continuará a ser o pai deles todos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/S0XlYSXTaGI/AAAAAAAAAmg/Fsz31HCFFcU/s1600-h/caylus.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 142px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423993531646830690" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/S0XlYSXTaGI/AAAAAAAAAmg/Fsz31HCFFcU/s200/caylus.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-7171631921209754565?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/7171631921209754565/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=7171631921209754565' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/7171631921209754565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/7171631921209754565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2010/01/os-grandes-jogos-da-decada-caylus.html' title='Os grandes jogos da década: Caylus'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/S0XlYSXTaGI/AAAAAAAAAmg/Fsz31HCFFcU/s72-c/caylus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-9023804323328966378</id><published>2010-01-05T16:37:00.005+01:00</published><updated>2010-01-07T14:47:45.229+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jogos da década'/><title type='text'>Os grandes jogos da década: Puerto Rico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/S0Nst2ZBs1I/AAAAAAAAADA/jTG5bcaOz4k/s1600-h/pic8072_md.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 250px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423297911234605906" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/S0Nst2ZBs1I/AAAAAAAAADA/jTG5bcaOz4k/s320/pic8072_md.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Puerto Rico é o jogo que mais tempo passou no topo da tabela do BGG. Tão inabalável e eterna parecia a sua liderança que, a determinada altura, já se discutia se não seria o algoritmo de cálculo do &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;rating&lt;/span&gt; utilizado pelo BGG que estava a impedir artificialmente que fosse ultrapassado. O furacão Agricola veio demonstrar que não era o caso mas, de qualquer das formas, isso diz muito do estatuto que tem esta obra-prima. E Puerto Rico é, de facto, uma obra prima. É a essência do &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;eurogame&lt;/span&gt;: mecanismos originais, muitos caminhos possíveis para a vitória, poucos tempos mortos entre jogadas, ausência de conflito directo, considerável complexidade, com muito espaço para análise e contra-análise e um tempo médio de jogo muito razoável. Não é realista, não tem uma enciclopédia de regras de 10 volumes, não maltrata os jogadores, não tem escravos - nem é concebível que alguém possa pensar que as peças castanhas, que chegam aos magotes às caraíbas do século 16/17 em navios para trabalhar nas plantações sejam outra coisa que não... colonos - e é um dos grandes exemplos dos chamados jogos &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;build your engine&lt;/span&gt;, em que se constrói um motor e depois se procura extrair dele o máximo de pontos possível, antes que o jogo termine. É também um dos jogos mais analisados do BGG - basta olhar para a quantidade de artigos de estratégia disponíveis - e foi jogado até à exaustão por muita gente, quando estava disponível no BSW. Nesses tempos gloriosos, era fácil encontrar &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;gamers&lt;/span&gt; ensandecidos com 1000, ou mais, jogos feitos e percentagens de vitória altíssimas. Cheguei tarde a esse comboio, particularmente, o das percentagens de vitória altíssimas, mas continua a ser dos meus jogos favoritos de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mataria por uma partida de Puerto Rico? Não, mas quase... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-9023804323328966378?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/9023804323328966378/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=9023804323328966378' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/9023804323328966378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/9023804323328966378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2010/01/os-grandes-jogos-da-decada-puerto-rico.html' title='Os grandes jogos da década: Puerto Rico'/><author><name>zorg</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730246793479077143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/S0Nst2ZBs1I/AAAAAAAAADA/jTG5bcaOz4k/s72-c/pic8072_md.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-507199487493280479</id><published>2010-01-05T16:19:00.004+01:00</published><updated>2010-01-05T18:25:06.191+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jogos da década'/><title type='text'>Os grandes jogos da década: Shogun</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Shogun foi o primeiro jogo em que realmente senti qualquer coisa quando o joguei. É um título que exige bastante planeamento estratégico juntando-se-lhe uma pitada económica, básica é certa, mas que consegue oferecer, deste modo, mais do que os tradicionais movimentos de tropas e escaramuças a que estamos habituados em jogos desta categoria.&lt;br /&gt;Shogun está muito bem desenhado. A ideia de apenas poder fazer uma acção por território obriga a gerir com cuidado a posição que o jogador tem no mapa. É necessário construir, cobrar impostos, recolher o arroz das plantações e, claro, juntar a isto tudo toda a planificação militar necessária à vitória. O jogador sente-se quase sempre encostado à parede. As acções parecem poucas para todo um vasto leque de possibilidades que se abrem no decorrer duma partida. Imagine o caro leitor que um território seu permite-lhe cobrar impostos altos, mas que, por outro lado, pode mandar as suas tropas lá estacionadas para um território vizinho fracamente defendido. Como só tem uma acção por território, a decisão apresenta-se tramada. Não só porque vai precisar de dinheiro para construir templos, teatros e palácios, mas porque uma conquista permite-lhe angariar pontos e também aumentar as opções de jogo no futuro. O que fazer? É que se optar pela guerra e a ganhar, depois de contados os cadáveres, que serão muitos, terá dois territórios com menos tropas. Qualquer confronto origina grandes baixas e como está bom de ver, defender dois territórios com 3 exércitos é bastante diferente do que defender um com 8 ou 9. A ideia é que territórios mal defendidos, mesmo que sejam muitos, são bastante apetecíveis aos adversários. Mais vale atacar pela certa e depois de alguma ponderação. Portanto, como diz o meu querido amigo Zorg, tudo gira à volta de equilíbrios. É necessário equilibrar o número de exércitos dos nossos territórios com o número de exércitos estacionados nos territórios vizinhos. A ideia é desmotivar um ataque do adversário. Mas para conseguir isso tudo é necessário dinheiro. E dinheiro, tanto no Japão como cá, não abunda.&lt;br /&gt;Para ajudar a festa e dificultar a vida dum Shogun, os camponeses não gostam de ser explorados. Por isso, sempre que um jogador se armar em parvo e cobrar mais de uma vez impostos no mesmo território origina uma guerra civil. A coisa é mais ou menos sanada, mas uma revolta destas acaba sempre por fazer mossa, mesmo que tenha um ou outro exército morto pode ser o suficiente para ficar com uma defesa mais débil. E já se sabe o que acontece quando uma defesa está nas lonas. Pense no Bayern Sporting e terá uma ideia do que lhe pode acontecer.&lt;br /&gt;Como se fosse pouco, uma das obrigações do Shogun é alimentar o seu povo no Inverno. Isso pode ser um problema. Se não há arroz suficiente nos armazéns, os camponeses, essa escória, revolta-se e é bastante frequente o jogador perder territórios por esse motivo. Como este tipo de revoltas têm lugar no final da partida podem ser o motivo duma derrota quando as contas finais forem feitas.&lt;br /&gt;Por esta e por outras razões, Shogun deixa um homem a pensar na vida e durante três horas compreende porque razão existem jogos tão estimulantes e maravilhosos.&lt;br /&gt;Muita gente queixa-se que a dinâmica de Shogun é muito repetitiva tornando-se aborrecida. Eu não concordo. Acho o jogo bastante estimulante e esse estímulo vai crescendo com a partida. Cada nova ronda as opções são mais e as decisões mais difíceis de tomar.&lt;br /&gt;Para a resolução de conflitos utiliza-se a torre. A torre decide quem morre e quem vive. Muito embora, para complicar as contas, este pedaço de cartão retém alguns soldados que, mais tarde, voltam ao campo de batalha podendo alterar assim o resultado.&lt;br /&gt;Eu adoro este Shogun. Sempre que novos jogadores escrevem a dizer que gostam muito do Risco e que pretendem alguma coisa do género eu nem penso duas vezes. Aconselho este colosso e as reacções são sempre positivas.&lt;br /&gt;Face a isto, o que se pode querer mais?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/S0NaW0HaPXI/AAAAAAAAAmY/7gmHqZtTdJ0/s1600-h/shogun.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/S0NaW0HaPXI/AAAAAAAAAmY/7gmHqZtTdJ0/s200/shogun.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423277724277554546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-507199487493280479?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/507199487493280479/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=507199487493280479' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/507199487493280479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/507199487493280479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2010/01/os-grandes-jogos-da-decada-shogun.html' title='Os grandes jogos da década: Shogun'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/S0NaW0HaPXI/AAAAAAAAAmY/7gmHqZtTdJ0/s72-c/shogun.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-2936389712788535374</id><published>2009-12-03T15:14:00.007+01:00</published><updated>2009-12-03T15:24:03.675+01:00</updated><title type='text'>Ra: Leilões para quem os tem no sítio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há certas coisas que nos aquecem o coração. Estava eu a navegar pelo site todo catita do tujogas.pt quando me deparo com este parágrafo sobre este cantinho: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Este blog foi um dos primeiros sites, senão o primeiro, a escrever conteúdos sobre jogos de tabuleiro em Portugal. Mantido por dois jogadores da zona de Lisboa, oferece reviews, sessões de jogo e artigos de opinião sempre com um toque humorístico muito particular e característico, que nos faz rir e sorrir vezes sem conta. Apesar de actualmente não ter a mesma actividade regular de outrora, é, e será sempre um marco de referência no panorama nacional.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a leitura de tão simpáticas palavras só me restou, enquanto visado, abrir o Word e escrever qualquer coisa de forma a poder merecer o palavreado.&lt;br /&gt;Com a chegada do Gabriel, agora com 9 meses, o tempo para conhecer as novidades no mercado é escasso. Por isso, só tenho acesso a jogos antigos o que me torna inútil para os jogadores ávidos por saber o que de novo anda no mercado. A todos eles apenas digo que não há nada como os clássicos.&lt;br /&gt;Paradoxalmente, e apesar de todo o tempo que uma cria consome a um homem, 2009 foi o ano em que joguei mais, isto devido a ter um grupo certo de jogadores, constituído por colegas de trabalho que aproveita a hora de almoço para uma jogatina. Portanto, devido a essa feliz contingência da vida, sou um grande consumidor de Snow Tails, Powerboats, Bohnanza e Ra.&lt;br /&gt;Este último jogo, de Reiner Knizia, é mesmo um dos preferidos, tornando-se bastante jogado e comentado na hora de expediente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SxfIZh636UI/AAAAAAAAAlw/yB8MtW9FU4M/s1600-h/metallica_002.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411013818236528962" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SxfIZh636UI/AAAAAAAAAlw/yB8MtW9FU4M/s200/metallica_002.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não é fácil explicar como tudo se processa. Existe um saco negro onde se acotovelam 1600 tiles de vários tipos. As combinações destas tiles determinam a pontuação do jogador.&lt;br /&gt;Exemplo, o jogador que tiver mais tiles verdes no final de cada ronda ganha 5 pontos. O jogador que tiver menos perde 3 pontos. Por outro lado, o jogador que não conseguir uma tile cinzenta por ronda perde 5 pontos. Como podem ver, o sistema de pontuação não é muito simples e o jogo está cheio de exemplos destes. Cada tipo de tile tem o seu sistema próprio de pontuação. Isso faz com que algumas tiles sejam de extrema importância e que exijam um esforço do jogador para as conseguir, de forma a poder maximizar a sua pontuação.&lt;br /&gt;A forma de conseguir os pedaços de cartão tão badalados no parágrafo anterior é através dum leilão algo sui generis. Aqui, mais uma vez, as coisas voltam a complicar-se. Cada jogador no início de cada turno dispõe de 3 fichas. Estas fichas têm valores diferentes para cada jogador, mas são sequenciais. Ou seja, vão de 1 a 13 ou 16 consoante o numero de convivas. As coisas começam equilibradas. O jogador que tiver a peça com o número mais alto é também o que tem o número mais baixo.&lt;br /&gt;As tiles vão saindo do saco e a determinada altura (não interessa entrar aqui em pormenores) vai-se fazer o leilão. Nesta fase os jogadores pegam nas suas peças numeradas e leiloam. O twist final, ou não fosse este um jogo do Mestre Knizia, é que a peça que o jogador usou para ganhar o leilão vai para o meio e será leiloada juntamente com as tiles que saírem na próxima arrematação. Exemplo: Imagine o adorado e inteligente leitor que vão ser leiloadas 3 tiles verdes, 2 azuis e uma cinzenta. No meio da mesa está uma peça com o numero “4”. Ciente da importância desta mão, o jogador decide num acto de sensatez, jogar a sua peça “15”. Ganha o leilão e todas as tiles mais o número 4 que pode ser usado para leilões posteriores. O seu nº 15 vai para o meio. No próximo leilão o jogador que o ganhar, vai ficar com as tiles que saírem do saco mais o numero 15.&lt;br /&gt;Basicamente é isto. Convém ainda salientar que existem tiles negativas que fazem um jogador perder pontos. Por outro lado existem os “RA” que são tiles que aceleram o fim do jogo e forçam um leilão. Seja como for, existe também a possibilidade de qualquer jogador poder forçar um leilão, ficando apenas obrigado a licitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SxfI_x-H0uI/AAAAAAAAAmA/jRzyHCp9c8g/s1600-h/ra1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 166px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411014475380151010" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SxfI_x-H0uI/AAAAAAAAAmA/jRzyHCp9c8g/s200/ra1.jpg" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto parece complicado e de facto é. Mas após meia dúzia de jogadas já se percebe tudo e não existem dúvidas.&lt;br /&gt;O que é interessante no meio disto tudo é que o jogador vê-se obrigado a tomar muitas decisões. Valerá a pena licitar ou esperar por melhores oportunidades? Esta dúvida acompanha o jogador por 45 minutos e é preciso ter algum sangue frio para não perder a cabeça e começar a fazer merda. Até porque, as contingências do jogo podem originar que um jogador fique sozinho a jogar. Repare que uma vez usadas as peças que o jogador dispõe em cada ronda, este ficará de fora, não podendo participar em mais nada até que todos tenham usado as suas peças de leilão. Portanto quem se guardar para o fim poderá tirar tiles à vontade do saco sabendo que irá ficar com elas. No entanto o saco é padrasto e nem sempre jogar sozinho equivale a uma grande jogada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 87px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411014151556750946" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SxfIs7om3mI/AAAAAAAAAl4/vtRZQWRCQWQ/s200/ra-board.jpg" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ra é isto. Claro que depois desta explicação não percebeu patavina do jogo. O que posso garantir é que é um jogo rápido e onde é necessário decidir. Originará muitas dúvidas na sua cabeça e ficará a rodar as peças de leilão pelos dedos enquanto decide o que fazer.&lt;br /&gt;De certa forma até se pode equiparar a um banal jogo de Poker, pelo menos no que toca a sangue frio. Embora Ra não disponha da artimanha do Bluff, tem outras vantagens bem mais interessantes na minha opinião, como por exemplo a profundidade.&lt;br /&gt;Ra é um jogo brilhante que dá gozo jogar e faz parte dos grandes clássicos do tabuleiro. Infelizmente nem toda a gente consegue partilhar esta paixão por esta obra de Reiner Knizia, mas os que gostam não o param de jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: ****&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SxfJVUi905I/AAAAAAAAAmI/ruP8JKPOM1A/s1600-h/ra-cover.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 138px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411014845438743442" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SxfJVUi905I/AAAAAAAAAmI/ruP8JKPOM1A/s200/ra-cover.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-2936389712788535374?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/2936389712788535374/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=2936389712788535374' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/2936389712788535374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/2936389712788535374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2009/12/ra-leiloes-para-quem-os-tem-no-sitio.html' title='Ra: Leilões para quem os tem no sítio'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SxfIZh636UI/AAAAAAAAAlw/yB8MtW9FU4M/s72-c/metallica_002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-5897975696864433314</id><published>2009-10-02T15:07:00.003+02:00</published><updated>2009-10-02T15:19:33.490+02:00</updated><title type='text'>Snow Tails: O jogo que veio do frio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Muitos dos leitores que por aqui aparecem já devem ter desabafado com o monitor o estado em que este blog está. A verdade é que, admito, nunca foi grande espingarda, mas agora chegou mesmo ao fundo do poço. Dois meses para escrever o que quer que seja é realmente um hiato de tempo considerável. Especialmente quando a concorrência já começa a lançar episódios de vídeo de grande qualidade cujo à-vontade do apresentador faz lembrar os grandes nomes do entretenimento americano.&lt;br /&gt;Mas a explicação deste abandono é simples. Eu trabalho numa instituição onde temos um período de almoço de 90 minutos. O que acontecia amiúde era que aproveitava todo este tempo livre para escrever alguma coisa para o blogue. E a coisa ia-se fazendo.&lt;br /&gt;Até que um dia, contudo, andava eu a passear pelos corredores quando vejo dois colegas enfadados a jogar solitário para ocupar o tempo livre. Foi aí que tive uma ideia.&lt;br /&gt;Comprei propositadamente o Genial do Rener Knizia e levei-o. Apresentei o jogo em 5 minutos e jogámo-lo com entusiasmo. A partir daí o ciclo começou a ser mais ou menos recorrente. Comíamos e jogávamos Genial até às duas. A curiosidade acabou por contaminar outros colegas e às tantas já éramos 6. Muita gente para um jogo de 4 jogadores. Levei o Powerboats e, meus amigos, a explosão de entusiasmo que o jogo gerou foi tanta que tenho a sensação que houve quem chorasse com a emoção.&lt;br /&gt;Senti, então, que já tinha jogadores prontos para uma jogatina à hora de almoço. E melhor do que tudo, as raparigas, mais avessas a estas coisas, participavam e jogavam com um afinco desmedido. Para terem uma ideia já fazemos campeonatos de Powerboats com prémios e classificação. Além disso fez-se uma encomenda especial onde se comprou 5 cópias do jogo.&lt;br /&gt;Agora jogamos tudo, Catan, Stone Age, Carcassonne, Great Wall of China e o que mais aparecer. Muitas vezes trazemos sandes ou uma salada para aproveitarmos os 90 minutos do período de almoço.&lt;br /&gt;Mas no meio deste idílio lúdico houve um jogo que foi recebido com especial atenção e que causou uma sensação diferente. O seu nome? Snow Tails.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SsX8f2RSoeI/AAAAAAAAAkY/oZAPxcWMvvQ/s1600-h/snow4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387990153292849634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SsX8f2RSoeI/AAAAAAAAAkY/oZAPxcWMvvQ/s320/snow4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Snow Tails dos irmãos Lamont, é um jogo que tenta simular uma corrida de trenós. O jogo é simples. Uma pista na neve com curvas rectas e contracurvas, e 5 trenós que disputam a vitória. Cada jogador tem um baralho com cartas de 1 a 5. Estes valores são o motor que faz avançar o trenó. O trenó tem 3 secções que podem receber as tais cartas. O cão direito, o cão esquerdo e o travão. A velocidade que o trenó alcança é o valor do somatório dos cães menos o do travão. Exemplo: o cão esquerdo tem uma carta de 3, o do lado direito 2 e o travão tem uma carta de 3. Contas feitas 3+2-3=2. O jogador avança duas casas.&lt;br /&gt;Simples não? A somar a este mecanismo existe também a diferença de valores entre os rafeiros. Pegando no exemplo acima, o trenó avançaria 2 casas mas teria forçosamente de descair uma casa para a esquerda devido à diferença de valores entre o canídeo esquerdo e o direito (3-2=1). Resultado, o jogador avançaria uma casa a direito e outra para o lado canhoto. É através deste sistema que se vão conseguir fazer curvas.&lt;br /&gt;O jogo é isto ressalvando sempre a obrigatoriedade de se jogar uma carta, ou então mais do que uma carta desde que tenham o mesmo valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SsX8gRMKCdI/AAAAAAAAAko/sNb9tlI8ruw/s1600-h/snow3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387990160519072210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SsX8gRMKCdI/AAAAAAAAAko/sNb9tlI8ruw/s320/snow3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O que é realmente interessante em Snow Tails é que o jogador tem de planear as suas jogadas seguintes de forma a gerir as cartas e rentabilizar a sua velocidade na pista que, diga-se, está cheia de perigos. Arvores, buracos, caminhos estreitos, bifurcações, etc são alguns dos exemplos. No entanto sempre que o jogador perder o controle do trenó e bater, em vez de jogar com as 5 cartas que formam uma mão, ficará com 4 e assim sucessivamente. Ou seja, sempre que houver dano, as opções do jogador para o resto da corrida diminuem.&lt;br /&gt;O jogo é um extraordinário exercício de corrida com várias decisões, algumas delas complicadas, mas que consegue preservar a emoção até ao fim. Joga-se em 45 minutos e dá um gozo do catano. Para os apaixonados de corridas, como eu, é um título obrigatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SsX8gNaFxtI/AAAAAAAAAkg/PEieNnqTk80/s1600-h/snow1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387990159503771346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 111px; CURSOR: hand; HEIGHT: 116px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SsX8gNaFxtI/AAAAAAAAAkg/PEieNnqTk80/s320/snow1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: ****&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-5897975696864433314?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/5897975696864433314/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=5897975696864433314' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/5897975696864433314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/5897975696864433314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2009/10/snow-tails-o-jogo-que-veio-do-frio.html' title='Snow Tails: O jogo que veio do frio'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SsX8f2RSoeI/AAAAAAAAAkY/oZAPxcWMvvQ/s72-c/snow4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-4808703763263742873</id><published>2009-06-29T16:06:00.003+02:00</published><updated>2009-06-29T16:12:03.566+02:00</updated><title type='text'>Session Report: Automobile</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- Então o que é que vais jogar hoje?&lt;br /&gt;- Ao último do Wallace.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim, como quem vai ver o último filme do Scorcese, que me desloquei à casa do Zorg, último reduto da cidade de Oeiras onde se consegue jogar sem que seja servida uma única pinga de álcool. Mas se na maior parte das vezes a secura pode ser um transtorno para a alegria e boa disposição da mesa, noutras ocasiões é uma abençoada benesse para o normal desenrolar da partida.&lt;br /&gt;Foi o caso de Automobile. Jogo que recebeu por todos os lados os mais rasgados elogios, mas que, diz-me a experiência, tratando-se dum Wallace, poderia ter havido a tendência para exagerar nas qualidades da obra.&lt;br /&gt;Automobile mostrou logo no tabuleiro o mesmo grafismo pobre e pouco imaginativo que caracterizam os jogos da Warfrog/Treefrog. Não sei qual é a relação entre Martin e o seu art designer mas convenhamos, já é altura de mandá-lo para um curso de Photoshop para ver se desenvolve algumas capacidades. Houve mesmo quem dissesse por maldade que a qualidade gráfica do protótipo era francamente melhor que a do jogo final. Seja como for, para o efeito, o tabuleiro é realmente pouco importante. Ao contrário do que é normal neste britânico de olhar apaixonado, Automobile não é um jogo de mapa e, atendendo a isso, pouco relevância tem jogá-lo numa folha de papel vegetal ou num pedaço de cartão.&lt;br /&gt;O que é realmente importante e que se realça na experiência de jogo é a dimensão contabilística exigida aos jogadores. Aqui brinca-se ao lucro/prejuízo e as contas surgem a cada ronda em doses industriais. Quantas fábricas construir, quantos carros produzir, o que é que o mercado quer e que fabricas vão dar prejuízo? Acreditem, é de dar com a cabeça nas paredes. No fim, quando tudo termina, parece que é tirado um peso de cima dos miolos e todos nos sentimos aliviados por aquele pesadelo ter finalmente acabado.&lt;br /&gt;Só para que sirva de exemplo, éramos 5 jogadores. Eu, de cada vez que a era a minha vez, não sabia literalmente o que fazer. O Francisco (vulgo Spirale) que é um homem dado à conversa estava quietinho no seu lugar perscrutando as oportunidades do jogo em silêncio como se nada existisse além dos seus carros e das suas fábricas. O Teixeira, homem de grande ponderação, que normalmente faz sempre grandes jogadas baseadas numa meditação profunda, abanava a cabeça em desespero, impotente para resolver os problemas que lhe iam surgindo. O Bruno que percebe de contas e consegue chegar a uma conclusão em 2 minutos, não resistiu a Automobile e fez o seu jogo sempre agarrado à maquina calculadora do telemóvel, pratica muito contestada, diga-se, por todos os adversários.&lt;br /&gt;Automobile é isto. Contas, ponderação e desespero. Isto pode ser, para os mais masoquistas, o maior elogio que se pode fazer a um jogo, mas para mim, homem que prefere uma boa dose de descontracção, senti bastante desconforto. É que apesar de tudo, Automobile exige mais a um jogador do que aquilo que eu pessoalmente estou disposto a dar a um jogo de tabuleiro. Mas claro, são opiniões.&lt;br /&gt;Mas Automobile está muito bem desenvolvido e é um jogo de gestão puro. Se eu mandasse no ensino deste país, todos os alunos de Gestão seriam obrigados a jogar Automobile e a seguir fazer um trabalho sobre os problemas que o jogo cria e, claro, as formas de os solucionar.&lt;br /&gt;Pouco mais me adianto, só queria deixar aqui as minhas impressões até porque o Zorg está encarregado duma crítica mais pormenorizada sobre o tema a escrever sabe deus quando. Mas para quem gosta de jogos pesados e difíceis tem aqui um desafio bem interessante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SkjLKRUevvI/AAAAAAAAAi4/YYTHqAdpsg4/s1600-h/automobile_plan.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352751534438268658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 278px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SkjLKRUevvI/AAAAAAAAAi4/YYTHqAdpsg4/s320/automobile_plan.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-4808703763263742873?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/4808703763263742873/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=4808703763263742873' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/4808703763263742873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/4808703763263742873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2009/06/session-report-automobile.html' title='Session Report: Automobile'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SkjLKRUevvI/AAAAAAAAAi4/YYTHqAdpsg4/s72-c/automobile_plan.gif' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-2384657539042597081</id><published>2009-06-24T15:01:00.003+02:00</published><updated>2009-06-24T15:11:20.722+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vinicola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vital'/><title type='text'>Vinícola</title><content type='html'>Há gajos espertos e o Vital é um deles! E é esperto porque percebeu logo que se havia tema capaz de vender um jogo, esse tema era o tintão! E foi com esta premissa que nasceu o Vinícola!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um tema destes, era impossível ninguém pegar nisto e hoje foi oficialmente anunciado que, após duríssimas negociações, a What's your game, uma das mais respeitadas editoras Italianas, vai publicar este Vinícola! Os números do contrato ainda estão no segredo dos deuses, mas ao que consta alguém ouviu o Vital dizer "digamos que não vou ganhar menos que o Cristiano Ronaldo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo será lançado oficialmente em Nuremberga e mais detalhes podem ser lidos na &lt;a href="http://rededejogos.blogspot.com/2009/06/vinicola-ira-nascer-em-italia.html"&gt;RedeDeJogos&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da nossa parte, resta-nos dizer: parabéns Vital... e quero fazer parte da tua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;posse&lt;/span&gt;! Deixa-me viver às tuas custas, como uma espécie de cunhado do Cristiano Ronaldo. Eu lavo, limpo, passo a ferro e bajulo 24h por dia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-2384657539042597081?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/2384657539042597081/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=2384657539042597081' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/2384657539042597081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/2384657539042597081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2009/06/vinicola.html' title='Vinícola'/><author><name>zorg</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730246793479077143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-8242457391431750821</id><published>2009-05-18T00:40:00.006+02:00</published><updated>2009-05-18T01:10:41.822+02:00</updated><title type='text'>Wealth of Nations: Amigos amigos negócios à parte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Uma das grandes maravilhas que a televisão recentemente me ofereceu foi sem dúvida a prestigiada série americana Anatomia de Grey. Não sei se existe alguma mensagem subliminar nos diálogos ou então nas célebres cenas de elevador mas a verdade é que as mulheres andam completamente doentes por aquilo. A minha, como seria de esperar, segue o exemplo do mundo e já faz parte do clube de fiéis seguidoras do programa. Veste o pijama, faz pipocas para alimentar uma família inteira, dá-me o Gabriel para as mãos e, durante horas, deixa-se estar no sofá com os olhos depositados no televisor como se não houvesse nada mais importante na vida do que as desventuras amorosas daqueles médicos bonitões.&lt;br /&gt;Mas o que é demais também cansa e, depois de 5 ou 6 episódios seguidos, cai na realidade e permite-me então escapar de casa por algumas horas e fazer o que bem me der na gana.&lt;br /&gt;- Vai, eu fico com ele!&lt;br /&gt;E foi assim, na sequência deste sentimento de culpa feminino, que me meti no carro e fui na bisga para casa do Zorg onde me esperava uma bela sessão de Wealth of Nations.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wealth of Nations tem uma carga mítica por trás que é sempre bom recordar à mesa antes de se explicar as regras. A empresa responsável pelo jogo faliu no exacto momento em que as cópias estavam numa longínqua e movimentada doca da China, prontas para serem transportadas para os Estados Unidos. Diz-se que os trolhas chineses descansavam sentados em cima delas enquanto aguardavam ordens para carregar. Mas quis o destino que, em vez de serem lançadas ao mar ou vendidas a um euro e meio numa das muitas lojas chinesas de bugigangas espalhadas pelo mundo, as cópias chegassem sãs e salvas à terra do cão de água mais famoso do mundo. Depois de andarem em convenções da especialidade e de haver uma reacção positiva, num ápice foram vendidas 2000 em apenas um mês. Uma delas, atravessou o oceano e chegou feliz mas cansada à casa do Zorg. Mediante esta epopeia inter-continental, nada mais natural do que confirmar o valor lúdico do título em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/ShCTdZs7wDI/AAAAAAAAAhc/ZKgC05y1Ly4/s1600-h/visra+aerea.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/ShCTdZs7wDI/AAAAAAAAAhc/ZKgC05y1Ly4/s320/visra+aerea.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336927691758878770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Wealth of Nations é um jogo económico com muita negociação pelo meio e que põe toda a gente a discutir preços como se fossem marroquinos num bazar para turistas. A sinopse consiste em cada um dos jogadores ter a seu cargo uma potência fictícia e desenvolvê-la industrialmente de forma a poder transpirar saúde financeira e aparecer nos noticiários do mundo como um exemplo a seguir. Os mecanismos são bastante intuitivos e simples de perceber e, olhando para o Player Aid, os jogadores mais experientes conseguem perceber facilmente o jogo.&lt;br /&gt;O jogador vai poder construir quintas, geradores de energia, bancos, fábricas, minas e academias. Estas construções, quando entram em fase de produção, vão originar 6 recursos diferentes que não são mais do que cubos coloridos e também notas (no caso do banco). Assim, é necessário gerir comida (das quintas), energia (dos geradores), dinheiro (bancos), capital (fabricas), minério (das minas) e trabalhadores (das academias). Como já certamente percebeu, a conjugação dos vários tipos de cubos permitirá ao jogador construir e produzir mais, tornando deste modo a sua potência mais forte e competitiva.&lt;br /&gt;Exemplo muito prático: A produção de minério necessita que o jogador tenha uma mina e para além disso um cubo de energia e outro de comida para que a mina produza; um banco produz 30 dinheiros mas para os produzir precisa também de uma comida e de uma energia; construir um hexágono de academia que vai fornecer trabalhadores, vão ser necessários 1 minério e 1 capital; a construção de um gerador vai consumir, tal como a academia, um minério e um capital e bla, bla, bla, bla, bla. Já toda a gente jogou 7000 jogos com este sistema de cubinhos e portanto já percebeu que vai precisar de todos para poder fazer alguma coisa de jeito. No entanto, não pense o adorado leitor que o jogo é um deja vu insuportável. Nada disso, Wealth of Nations traz consigo ideias muito bem conseguidas, bastante interessantes e que funcionam muito bem tornando a experiência bastante fresca e desafiadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/ShCTpibEElI/AAAAAAAAAhk/8FEpgHPgeqI/s1600-h/playeraid.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 226px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/ShCTpibEElI/AAAAAAAAAhk/8FEpgHPgeqI/s320/playeraid.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336927900258275922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para começar o mapa é um hexágono gigante onde as potências vão construir na medida do possível as suas indústrias. O espaço é pequeno e o sistema de construção não dá jeito nenhum, dificultando imenso a vida ao jogador que tem de pensar muito bem a melhor forma de se expandir e arrumar as suas construções. Existem industrias que produzem 3 recursos, outras que produzem 2 recursos e 1/2, outras 2/4 recursos, outras 1 e 1/3, etc. Pode-lhe parecer estranho, mas a ideia é que o jogador tenha de construir vários hexágonos da mesma cor para poder ter algum proveito.&lt;br /&gt;Exemplo: Se eu construir uma mina ganho um minério, mas se construir duas já ganho 3 e se construir a terceira mina ganho 5. A grande chatice é que os hexágonos de construção entram muitas vezes em conflito e é difícil arranjar uma posição permitida pelas regras, tornando assim o espaço num bem muito valioso que convém gerir com alguma inteligência e planeamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/ShCT0xinSpI/AAAAAAAAAhs/8tYZfa_jTWU/s1600-h/hexagonos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 247px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/ShCT0xinSpI/AAAAAAAAAhs/8tYZfa_jTWU/s320/hexagonos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336928093295037074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Existem recursos mais valiosos que outros e, em consequência disso, mais difíceis de produzir. Mas como já escrevi, irá precisar de todos. Não à volta a dar e escusa de arquitectar um plano para ser auto-suficiente. Vai cobiçar e necessitar bastante dos cubos do vizinho do lado. A sua dependência pela produção alheia é grande, muito embora possa sempre conseguir o que pretende no mercado. Só que o preço a pagar é bastante mais alto do que aquele que conseguirá regateando com os outros convivas. Esta premissa é a alma da experiência.&lt;br /&gt;O que ressalta logo à vista é que o jogo vem equipado com uma mecânica de mercado bem sensual e que funciona na perfeição. Assim, consoante a variação da oferta e da procura, os valores dos cubos oscilam também. Se houver muitos cubos azuis o valor deles baixa, mas se houver poucos o seu preço sobe consideravelmente. Um bocado à semelhança do que acontece no Brass. O que torna o mecanismo interessante é que os jogadores podem, ao não vender os seus cubos excedentes, tornar os preços mais altos, mas como estão dependentes da produção alheia, os outros jogadores podem fazer o mesmo, criando aqui uma situação bastante interessante de ser resolvida. Para mais o dinheiro é escasso e este é daqueles jogos que por vezes uma diferença em um dinheiro é considerável.&lt;br /&gt;Exemplo prático que está sempre a acontecer: Um jogador tem 35 dinheiros para gastar. Precisa de comprar um cubo vermelho e outro preto. Se comprar ao mercado vai gastar 41. Tinha então de fazer um empréstimo que é sempre chato, mas se tentar comprar estes dois cubos a jogadores pode consegui-los pelos 35. Para isso terá de negociar e ser simpático. Se conseguir pelos 35 óptimo, mas se conseguir, após várias tentativas por 36, terá de pedir um empréstimo. Pela diferença mínima será obrigado a endividar-se.&lt;br /&gt;Os empréstimos podem ser pedidos quando se quiser e na quantidade que se achar necessária. Porém, sempre que pedir um empréstimo o valor que recebe em troca é menor do que o anterior. Se pedir um empréstimo recebe 20, mas se pedir o segundo já recebe 19 e assim sucessivamente. No fim terá de pagar 25 por cada um. Não chateia, podia ser bem pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_0SZw2nRCevo/ShCUwQLS_BI/AAAAAAAAAUM/4AObUZXIGEg/s1600-h/mercado.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 230px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_0SZw2nRCevo/ShCUwQLS_BI/AAAAAAAAAUM/4AObUZXIGEg/s400/mercado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336929115131018258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em jeito conclusão posso afiançar que gostei imenso deste Wealth of Nations. É um jogo de negociação para homens e por vezes atinge alguma tensão e intensidade especialmente quando se diz não. Eu não sou um grande apreciador de jogos de negociação precisamente por causa disso. As pessoas têm tendência a transformar-se e a levar um bocado a sério a capacidade de persuasão ao ponto de se tornarem desagradáveis. Wealth of Nations pode, nesse aspecto, transformar-se de alguma forma numa experiência algo violenta. Por outro lado como existe muita conversa entre o vende e não vende, o tempo que o jogador fica à espera da sua vez pode exceder o razoável originando uma falta de ritmo considerável e de alguma forma desmotivante. Além disso o planeamento do que se quer fazer não é de todo evidente e é necessário saber o que se quer construir, quantos cubos são precisos, quais as cores e o preço que se está disposto a dar. Esse cálculo ainda carrega mais o tempo de espera. Outro dos aspectos a ter em consideração é que o jogo penaliza imenso uma má jogada. Basta calcular mal um cubo para lixar todo o esquema de produção. Isto origina que o jogador fique para trás e se sinta desmotivado a continuar, o que é de certa forma grave quando um jogo pode atingir as 3 horas.&lt;br /&gt;Em contrapartida para os apreciadores da negociação Wealth of Nations é um diamante raro e acreditem os entendidos do género que há muito para explorar. Não é só o negociar mas também o produzir de forma sustentada para que haja uma continuidade ao que se transacciona. Pode-se ser um negociador nato, mas se o sistema de crescimento industrial não está devidamente desenvolvido, pouco há a fazer.&lt;br /&gt;O mercado é um mecanismo que seduz bastante e, em consequência, os jogadores querem aprender mais sobre ele e testar as suas ideias de forma a tirar o melhor partido das oscilações que sofre. Não é de estranhar que haja falatório após a partida e cada cabeça dite a sua sentença e, quanto a mim, só há uma forma de saber quem tem razão, jogar outra vez. E garanto que quem experimenta quer lá ir novamente. Isto é um ponto a ter em consideração, especialmente para aqueles jogadores que compram muitos jogos mas que raramente têm a oportunidade repetir.&lt;br /&gt;Por outro lado, com repetidas sessões poderá haver tendência para se formar um padrão negocial o que tira o efeito surpresa, mas como só joguei uma vez não posso sustentar esta ideia.&lt;br /&gt;Contudo o maior ou menor sucesso da sessão depende do grupo. Jogar com quem sofre de AP pode transformar uma ronda num autêntico pesadelo.&lt;br /&gt;O jogo sofre ainda de males menores como o final algo atabalhoado ou a forma como gere os empréstimos. Nada de extraordinário, claro, mas que obrigaram o seu designer pensar em formas de melhorar esses pormenores, abrindo para o efeito um fórum no BGG com algumas soluções.&lt;br /&gt;Uma boa notícia é que está a ser testado uma expansão com o sugestivo nome de War Clouds que poderá, quem sabe, apimentar a interacção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Classificação: ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_0SZw2nRCevo/ShCVfxKkDEI/AAAAAAAAAUU/4VG0PAYyS88/s1600-h/capa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 290px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_0SZw2nRCevo/ShCVfxKkDEI/AAAAAAAAAUU/4VG0PAYyS88/s400/capa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336929931440163906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-8242457391431750821?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/8242457391431750821/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=8242457391431750821' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/8242457391431750821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/8242457391431750821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2009/05/uma-das-grandes-maravilhas-que.html' title='Wealth of Nations: Amigos amigos negócios à parte'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/ShCTdZs7wDI/AAAAAAAAAhc/ZKgC05y1Ly4/s72-c/visra+aerea.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-8656417149413142412</id><published>2009-04-08T05:22:00.008+02:00</published><updated>2009-05-18T00:43:43.989+02:00</updated><title type='text'>Commands &amp; Colors Ancients: Batalhas com história</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O nascimento dum filho, como a grande maioria de vós o saberá melhor que ninguém, acarreta para um pai extremoso e ciente das suas funções, grandes responsabilidades e também grandes mudanças. Por muito que se oiça os conselhos e avisos dos mais velhos e experientes, nunca ninguém está devidamente preparado para as exigências insondáveis e incontroláveis duma cria, mesmo que esta tenha um ar absolutamente encantador. Face a isso, este pobre e honrado escriba deixou assim a vida boémia e lúdica a que estava habituado, remetendo a sua mísera existência a uma rotina de mudar fraldas, preparar biberões e acalmar choros descontrolados. Mas não se pense que não batem as saudades duma mesa cheia de amigos e boa pinga que tradicionalmente um bom jogo de tabuleiro oferece. Claro que sim, mas na impossibilidade, por ora, de mergulhar de corpo e alma no seu hobby de eleição, resta-lhe apenas meter o catraio no marsupial e entregar-se às jogadas diárias de Street Soccer e Powerboats que faz na solidão do seu PC.&lt;br /&gt;Mas nem tudo são privações. Diga-se pois, em abono da verdade e do equilíbrio das coisas, que o que Deus tira com uma mão dá com a outra e estes tempos de abstinência serão compensados no futuro, porque a criança nasceu macho e, portanto, acredito que tenha dentro dela aptidões para ser um grande jogador e para passar ao lado do pai muitas tardes com dados de seis faces na mão. Não faço questão nenhuma que seja do Benfica, aliás provavelmente o futebol português não deve durar muito mais, mas levarei a meu encargo um esforço nobre para que ele saiba apreciar, na mais tenra idade, a excelência dum bom Knizia e a importância dum Wallacce dos primeiros tempos.&lt;br /&gt;Gostava muito de continuar este paleio introdutório, mas terei primeiro de preparar o biberão para o alimentar, pois começo a ouvir os primeiros sinais dum despertar que, tenho a certeza, será bastante ruidoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/Sdwchm57NCI/AAAAAAAAAfk/Dl37ktMMPMg/s1600-h/pic124752_md.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/Sdwchm57NCI/AAAAAAAAAfk/Dl37ktMMPMg/s320/pic124752_md.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322160223349847074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há já algum tempo que estava para escrever algumas palavras sobre Commands &amp;amp; Colors: Ancients, mas nunca o consegui fazer. Tecer parágrafos sobre jogos de guerra, especialmente quando são bons, é quase como, para um escritor de romances, aventurar-se na poesia. Mas afinal este é talvez o meu jogo preferido e, portanto, nada de mais lógico do que dar aqui a minha opinião.&lt;br /&gt;Desenhado por Richard Borg, C&amp;amp;C:A é um jogo que pega novamente no seu aclamado Command Card Sytem que já antes tinha sido posto em prática com resultados interessantes em títulos como Battle Cry e Memoir 44. Tudo gira à volta de cartas que permitem ao jogador movimentar as suas tropas consoante as instruções nelas impressas. Ou seja, e para os poucos que não conhecem, o tabuleiro está dividido em 3 campos (direita, centro e esquerda) e as instruções, basicamente e duma forma muito grosseira, referem-se a ordens relacionadas com as posições na batalha. Exemplo: Movimentar 3 unidades do lado direito, movimentar toda a cavalaria que estiver no centro, uma unidade em cada um dos 3 campos, etc. Percebem a ideia? O objectivo é o jogador ter de fazer escolhas consoante a sua mão de cartas. O jogo deste modo cria limitações às movimentações e muitas dúvidas sobre que corpo do exército movimentar resultando daí uma experiência de jogo intensa e com o bónus de uma simulação de batalha durar no máximo uma hora.&lt;br /&gt;O sistema em questão atinge o seu auge em C&amp;amp;C:A que calça como uma luva na história militar da antiguidade e faz rebolar de contentamento os curiosos e estudiosos das grandes batalhas. O primeiro título da franchise centra-se nas guerras púnicas e o jogador pode finalmente por em prática as suas aptidões de general e ver como se saia se vivesse naquele tempo e tivesse a cargo milhares de homens e alguns elefantes. É que estudar uma batalha púnica e saber os seus passos é um hobby mais menos recorrente e bastante saudável diga-se. No entanto, para todos aqueles que já passaram dezenas de horas e ler sobre o assunto, fica-lhes um amargo de boca sempre que fecham um livro e imaginam como seria um campo de batalha. É que, por muita teoria que se tenha, falta o mais apetecível. A sensação. E é essa lacuna que C&amp;amp;C:A vem, na minha opinião, colmatar na perfeição.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar as batalhas mais importantes e mais badaladas estão todas reconstituídas, como a do Rio Ticinus, Cannae, Castulo, Baecula ou Zama. A par disto, o jogador pode ler um pequeno apontamento histórico sobre a batalha em si e sobre o que aconteceu. Para além disso tenta-se recriar o tipo e quantidade de tropas envolvidas e as vicissitudes do terreno e da própria contenda. Um mimo.&lt;br /&gt;Em segundo lugar estão lá os grandes generais cartagineses e romanos como Hamilcar, Hannibal, Hanno, Hasdrubal, Scipio, Cassius, Atilus, etc. Eles têm a sua peça especial que se movimenta e que é fulcral no desenrolar dos acontecimentos.&lt;br /&gt;Por último o jogador pode também contar com uma panóplia extensa de unidades para se entreter. Infantaria, carros, cavalaria, camelos, máquinas de guerra, elefantes, camelos, arqueiros, etc. Cada uma destas unidades tem especificidades próprias e nem sempre são iguais dum lado ou do outro da barricada.&lt;br /&gt;Bem, acabada que está a apresentação, vou ali pôr a chucha no Gabriel que ele parece estará resmungar com qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SdwcuCGezJI/AAAAAAAAAfs/gJYsIAZq0FQ/s1600-h/cartas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SdwcuCGezJI/AAAAAAAAAfs/gJYsIAZq0FQ/s320/cartas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322160436808699026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao jogo em si, este lê muito bem o que deveriam ter sido as batalhas da altura. É tida e atenção a supremacia de certas unidades, a entrada delas em cena, a importância do líder como elemento moralizador, a vital necessidade das tropas estarem unidas e não dispersarem, a fragilidade dos flancos e a imprevisibilidade do comportamento dos elefantes e também de certas tribos barbaras que são incorporadas. Nesse aspecto a simulação parece-me muito bem conseguida e acho que é impossível fazer melhor. Só para verem até onde pode chegar o pormenor, a inexperiência dos generais envolvidos é tida em consideração, ficando para o efeito, o jogador, com mais ou menos cartas de jogo. Contudo, não se acobardem os mais justos, que existem batalhas realmente muito desequilibradas e portanto mal se monta o cenário já se sabe, em teoria, quem vai perder, mas relembro que o que interessa essencialmente é simular o que aconteceu no campo e não passar por cima da história para se ter cenários justos.&lt;br /&gt;Existe contudo o elemento sorte. Há dados no meio e as contendas resolvem-se com um lançamento deles. Mas aí impera o cálculo das probabilidades. Se a infantaria resolve ir ao encontro da cavalaria, o mais certo é levar uma carga de porrada tal que para a próxima o jogador pensará duas vezes se valerá a pena repetir a graça. A infantaria, por exemplo, lança menos dados e movimenta-se mais devagar que a cavalaria. Existem vários tipos destas unidades e cada um desses tipos tem características diferentes tanto ao nível da movimentação como de poder de combate. A listagem é grande e é necessário consultar, pelo menos nos primeiros jogos as cabulas que a GMT gentilmente oferece para que as dúvidas sejam dissipadas rapidamente.&lt;br /&gt;No calor da batalha é muito importante as unidades estarem unidas, especialmente em redor do seu líder. Isso torna-as menos vulneráveis aos ataques inimigos. O objectivo é manter um corpo coeso porque as vantagens são enormes tanto no ataque, como na defesa e também nas movimentações. Existem muitas cartas que activam o líder e todas a linha de homens que estiver unida. Isto permite que um jogador ao jogar uma carta deste tipo possa mexer mais peças, desferindo ataques mais mortíferos. Claro que conseguir fazer isso é difícil, porque no meio da confusão pode-se perder o controlo e com ele a formação. Os ataques pelos flancos conseguem resultar melhor, especialmente se forem desferidos pela cavalaria, mais ágil para estas ocasiões. Por outro lado algumas unidades podem retirar quando confrontadas com um ataque desproporcional do inimigo, evitando assim baixas importantes. O senão da opção é que recuam e poderão fugir da formação, tornando-se mais apetecíveis para ataques futuros. Mas mais vale uma unidade perdida do que morta. Até porque mais tarde pode ser possível voltar a inseri-la no corpo principal.&lt;br /&gt;A ideia do jogo é esta, portanto todos os condimentos para uma recriação deste tipo estão presentes. As boas notícias não acabam aqui, porque existem no mercado mais experiências. O franchise já conta com algumas expansões como “Greece and Eastern Kingdoms”, “Rome and the Barbarians”, “Roman Civil Wars” e “Imperial Rome”. Portanto tem muito por onde se entreter caso goste deste período da história e tenha tempo para jogar. Por falar em tempo, tenho de me despachar porque está na hora de preparar o banho à sua alteza que tresanda a leite instantâneo que carinhosamente tem vindo a bolsar para o pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/Sdwc1MAVW1I/AAAAAAAAAf0/WsHf4p1Ld5I/s1600-h/tudo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 207px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/Sdwc1MAVW1I/AAAAAAAAAf0/WsHf4p1Ld5I/s320/tudo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322160559726353234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Refiro ainda, para que depois não diga que não o avisei, que as regras são relativamente fáceis de compreender, embora o livro de instruções seja considerável (mas tem muitos exemplos) e basta usar o bom senso e os conhecimentos militares para perceber o que possa estar mal compreendido. O único ponto desfavorável é que a caixa traz 250 blocos de madeira a que é preciso colar uns autocolantes minúsculos. É um trabalho árduo, não o vou negar e vai ser necessária muita, mas mesmo muita paciência. Pode contratar, em opção, um chinês para o trabalho que normalmente cobra 30 cêntimos pelo serviço mas arrisca-se a que o resultado não seja o que pretende.&lt;br /&gt;Só para terminar, acho que este jogo deveria estar presente nas bibliotecas nas universidades, especialmente nas que têm faculdade de história. Como ex estudante de história, tive uma disciplina que se chamava história militar da antiguidade e parece-me que C&amp;amp;C:A dava um bom complemento às aulas e resultaria muito bem para explicar a organização das batalhas e como elas se processavam. Pelo menos não era tão enfadonho como os tradicionais slides em Powerpoint.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: *****&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SdwcF9T6AJI/AAAAAAAAAfc/2bp8_DmFomM/s1600-h/capa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 232px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SdwcF9T6AJI/AAAAAAAAAfc/2bp8_DmFomM/s320/capa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322159748328063122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-8656417149413142412?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/8656417149413142412/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=8656417149413142412' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/8656417149413142412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/8656417149413142412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2009/04/commands-colors-ancients-batalhas-com.html' title='Commands &amp; Colors Ancients: Batalhas com história'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/Sdwchm57NCI/AAAAAAAAAfk/Dl37ktMMPMg/s72-c/pic124752_md.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-1020096136137480643</id><published>2009-04-06T20:13:00.003+02:00</published><updated>2009-04-06T20:30:55.990+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='promessas'/><title type='text'>We're back!</title><content type='html'>Como é do conhecimento geral, o Hugo é, nada mais nada menos, do que a grande Matriarca deste blogue, fonte de toda a energia postadeira e inspiração para todos nós! Como também é do conhecimento geral, a Matriarca do blogue resolveu ser mãe (se não estavam a par, sugiro que façam scroll para o post abaixo e observem o Don Juan que aparece no meio do turbilhão de jogos: é o rebento do Hugo, por mais improvável que pareça) e isso retirou-lhe algum tempo de blogue. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já lhe comuniquei que esta situação é inadmissível e que os nossos clientes merecem mais do que fotos de putos no meio de um turbilhão de jogos, por mais giros e sagazes que os putos pareçam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, consegui-lhe arrancar a promessa do reatar os posts num futuro próximo. Da minha parte, ocupadíssimo como estou a não ter filhos, vou tentar fazer o mesmo. Do Spirale, o contribuidor mais descaradamente inútil da história da blogosfera, nem vale a pena falar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-1020096136137480643?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/1020096136137480643/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=1020096136137480643' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/1020096136137480643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/1020096136137480643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2009/04/were-back.html' title='We&apos;re back!'/><author><name>zorg</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730246793479077143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-2632488510528781409</id><published>2009-02-28T03:08:00.004+01:00</published><updated>2009-02-28T03:25:26.774+01:00</updated><title type='text'>O próximo jogo</title><content type='html'>Aqui está ele, o Gabriel.&lt;br /&gt;Tem uma semana e manifesta já uma bela dose de aleatoriedade. Chora quando quer, dorme quando quer e come quando bem lhe apetece. É um bocado como rodar dois dados de seis faces.&lt;br /&gt;Saiu-me um duplo seis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SaidaCXgGDI/AAAAAAAAAdU/FacEGnLPBB0/s1600-h/gabijogos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SaidaCXgGDI/AAAAAAAAAdU/FacEGnLPBB0/s320/gabijogos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307665231493732402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;                                                                                          Foto da Tatas&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-2632488510528781409?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/2632488510528781409/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=2632488510528781409' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/2632488510528781409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/2632488510528781409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2009/02/o-proximo-jogo.html' title='O próximo jogo'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SaidaCXgGDI/AAAAAAAAAdU/FacEGnLPBB0/s72-c/gabijogos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-5238658037353810384</id><published>2009-02-04T14:54:00.006+01:00</published><updated>2009-02-04T15:41:45.298+01:00</updated><title type='text'>Insecto publicitário</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A história não tem qualquer interesse para o cidadão comum mas, para nós, homens e mulheres que gostam de passar algum tempo em frente ao tabuleiro, enche-nos a alma de alegria e, porque não admiti-lo, de enternecimento.&lt;br /&gt;Descobriu o nosso querido Zorg numa das suas passagens pelo BGG que o actor Rich Sommer, desconhecido para muitos de nós, é um jogador de grande gabarito e tem, na sua casa, cerca de 200 jogos de tabuleiro. Atendendo aos padrões normais é uma colecção invejável pelo menos se a compararmos com a minha prateleira da sala de 20 títulos.&lt;br /&gt;Ciente da sua condição de boardgamer e na ânsia de evangelizar o máximo de amigos e colegas possível, o nosso fiel artista decide numa manhã de sol, levar para o set de filmagens da excelente série onde é protagonista, Mad Men, um jogo bem querido de muitos de nós – Hive.&lt;br /&gt;Os actores aderiram com entusiasmo ao desafio e, antes de entrarem em cena, não dispensavam uma partida deste xadrez com insectos. Ajudava a passar o tempo e sempre os afastava das drogas, álcool ou pior.&lt;br /&gt;Seja como for, Rich Sommer, mostrou-se feliz com os resultados e a 1ª temporada da série ficou conhecida, por entre a malta do burgo, como a season Hive. No entanto, aproveitando o espírito da época onde a série se passa, anos 50/60, um dia levou o 1960 e o Twilight Struggle sendo a reacção também positiva.&lt;br /&gt;Portanto meus amigos, aqui fica mais uma evidência. Lá em Hollywood, as celebridades não são muito diferentes das pessoas anónimas que conhecemos diariamente pelas ruas. Damos-lhes um jogo para as mãos e a experiência transforma-se em vício.&lt;br /&gt;Assim é que é!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.boardgamegeek.com/thread/376819"&gt;Podcast&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.boardgamegeek.com/user/richardolen2"&gt;Perfil do artista&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.amctv.com/originals/madmen/"&gt;A série&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm1360860/"&gt;Imdb do homem&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SYmgHm04G0I/AAAAAAAAAbY/oxXzcbeDj4k/s1600-h/richsommer_l.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298942489119955778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SYmgHm04G0I/AAAAAAAAAbY/oxXzcbeDj4k/s320/richsommer_l.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-5238658037353810384?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/5238658037353810384/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=5238658037353810384' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/5238658037353810384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/5238658037353810384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2009/02/insecto-publicitario.html' title='Insecto publicitário'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SYmgHm04G0I/AAAAAAAAAbY/oxXzcbeDj4k/s72-c/richsommer_l.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-5957860200830202413</id><published>2009-01-29T14:44:00.003+01:00</published><updated>2009-01-29T14:51:17.359+01:00</updated><title type='text'>A nova onda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Bem, para muitos não é novidade nenhuma mas aqui fica para os mais distraídos a revelação da nova tendência de marketing por parte de algumas editoras para darem a conhecer os seus produtos.&lt;br /&gt;A iniciativa ainda é recente, provem das americas como não poderia deixar de ser e parece-me que dentro em breve vai ser imitada pelas casas europeias.&lt;br /&gt;Falo de vídeos de apresentação de jogos que, no caso, estão muito bem feitos e aguçam o apetite tanto de jogadores como de curiosos.&lt;br /&gt;Deixo então aqui meia dúzia de exemplos, com legendagem em Português, agradecendo, para o efeito, a boa vontade do tradutor. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=5EtbF8JIvE4&amp;amp;feature=channel_page"&gt;Starcraft&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=7VzlxNsLWYE&amp;amp;feature=channel"&gt;Tannhauser&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=iIs0r-cE3sY&amp;amp;feature=channel"&gt;Pandemic&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=qknUSbC4duI&amp;amp;feature=channel"&gt;Battlestar Galactica&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=RbqAx1esPDs&amp;amp;feature=channel"&gt;Confrontation&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=iz2oOvH0hdA&amp;amp;feature=channel"&gt;Android&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-5957860200830202413?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/5957860200830202413/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=5957860200830202413' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/5957860200830202413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/5957860200830202413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2009/01/nova-onda.html' title='A nova onda'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-8496426243917017953</id><published>2009-01-20T17:10:00.005+01:00</published><updated>2009-01-20T17:39:21.433+01:00</updated><title type='text'>Le Havre: O som das gaivotas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uwe é o homem do momento. Se houvessem revistas sobre Boardgames, em todas elas a fotografia deste designer alemão apareceria estampada na capa do mês de Dezembro. Seria um Uwe sorridente, despreocupado com o seu futuro e com a calma de quem finalmente conseguiu fazer algo de muito positivo pelo mundo e pelos seus habitantes.&lt;br /&gt;Muitas das opiniões de 2007 tinham colocado Agricola no top dos melhores do ano. O jogo venceu todos os prémios a que tinha direito e merecidamente chegou ao topo do BGG ou seja, para todos os efeitos, assumiu-se como o melhor jogo de sempre, destronando de vez o mítico Puerto Rico. Relembre-se que Puerto Rico esteve 6 anos no poleiro e o efeito psicológico de ter sido destronado, relembra-me mais ou menos, na minha infância, a sensação de alívio que tive quando o single do Stevie Wonder “I Just Call to Say I love You” saiu do lugar cimeiro do Top Singles de Portugal.&lt;br /&gt;Ora, face a esta evidência e mediante a notícia que o Sr. Uwe teria feito 4 jogos baseados em Caylus, os olhos do mundo estão postos agora em Le Havre, o segundo título da série. Logo nos primeiros comentários após Essen deu para perceber perfeitamente o que estava em jogo. Se Agrícola foi o melhor de 2007, Le Havre será o melhor de 2008. Um bocado como Coppola fez com os seus padrinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SXX5YsvnYRI/AAAAAAAAAZg/27ZtR2qjMDk/s1600-h/havre1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293411139766935826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SXX5YsvnYRI/AAAAAAAAAZg/27ZtR2qjMDk/s320/havre1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Le Havre é um jogo muito semelhante a Agricola uma vez que não esconde e percebe-se bem, que a grande fonte de inspiração para o seu desenvolvimento foi o prestigiado Caylus. Não interessa aqui fazer uma listagem das diferenças. O que importa é dizer categoricamente para princípio de conversa e para dissipar todas as possíveis dúvidas que Le Havre é suficientemente diferente de Agricola para merecer a sua aquisição e fazer pensar aos fieis proprietários destes dois jogos qual deles é o melhor. A resposta não é de todo fácil e, tal como no futebol, as opiniões vão-se dividir. A defesa das mesmas tende a tornar-se mesmo bastante violenta no caso dos intervenientes possuírem um proeminente desamparo social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de Le Havre não é nada fácil de contar. Somos uma espécie de negociante que se movimenta pelas ruas sujas e manhosas desta cidade costeira e que tenta conseguir o máximo de dinheiro possível nos seus negócios e investimentos. Mas a demanda pelo ouro tem como base e força motriz este porto francês que traz à sua população diariamente e sem interrupções, peixe fresco, animais, madeira, ferro, barro e cereais. São estas as matérias-primas com as quais os jogadores podem iniciar a dinamização dos seus investimentos e dar à população tudo o que ela precisa.&lt;br /&gt;Com a aquisição destas matérias, os jogadores poderão ir comprando edifícios. Estes edifícios permitem não só obter algum dinheiro numa base de troca como também, e isso é muito importante, transformar as matérias-primas que diariamente chegam ao cais sujo e gorduroso de Le Havre em recursos mais valiosos.&lt;br /&gt;Os jogadores na sua vez de jogar vão assim poder fazer uma de 2 coisas. Ou vão buscar uma quantidade variável de matéria-prima primária do tipo que enumerei ou utilizam um dos edifícios em jogo e aplicar a sua função (um deles permite construir mais edifícios). Estes fazem e sem querer adiantar muito, o que se espera que façam em jogos deste tipo. Transformam madeira em carvão, tijolo em barro, animais em bifes, peixe em peixe fumado, etc. Ou seja, a par de todas as matérias-primas iniciais, os jogadores a determinada altura vão transformá-las. Assim, e que isto sirva de aviso dos mais corajosos, o pobre do jogador vai ter mais activos para gerir do que alguma vez geriu em qualquer jogo de tabuleiro. Escusado será dizer que os recursos transformados vão ser necessários para construir edifícios mais poderosos e que valem mais pontos no final do jogo. No meio disto tudo, ou não estivéssemos nós num porto, as construções mais esperadas são os barcos. São difíceis de construir, até porque vai ser obrigatório a obtenção do recurso mais raro, mas é a partir deles que se consegue escoar os produtos. Assim, cabe ao jogador pegar nos seus recursos, sejam eles primários ou transformados e enviá-los via mar. Como está bom de adivinhar, os recursos transformados valem bem mais do que os que não o são.&lt;br /&gt;No fim conta-se o dinheiro e os pontos dos edifícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SXX5Y4HwNrI/AAAAAAAAAZo/F0Izeb7_oJo/s1600-h/carta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293411142820968114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 208px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SXX5Y4HwNrI/AAAAAAAAAZo/F0Izeb7_oJo/s320/carta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Basicamente é esta a ideia do jogo. Outro dos aspectos importantes é que o jogador terá de alimentar a sua população e também obter a energia necessária para a transformação das matérias-primas de que escrevi há pouco. Madeira e carvão serão gastos na transformação, peixe, cereais e carne na alimentação. O ferro, o barro e a madeira servem para a construção dos edifícios. Todos estes afazeres vão dar cabo da mioleira do desgraçado do conviva e terá vários motivos de stress, principalmente nas primeiras partidas. Aconselho que cada um jogue com a intuição que Deus lhe deu e que não se preocupe muito com as consequências. Numa primeira fase é apenas aconselhável colher o máximo de informação possível para depois, já mais calmo no leito e antes que a esposa quebre o silêncio com o ronco, o jogador possa pensar o que é importante e o que não o é para melhorar a sua prestação nas jogatanas seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito difícil jogar a esta maravilha de Sr Uwe. Existem 130 coisas para fazer ao mesmo tempo e cada jogador na sua vez de jogar terá apenas uma acção. Situação que vai deixar muitos a gargalhar como as pessoas em que lhes é servida uma feijoada ao jantar no anúncio da Frize. Não esqueça o amigo leitor que estamos a falar de 15 recursos. Por outro lado a mecânica da quantidade de recursos de ronda para ronda ir aumentando, provoca uma tentação do jogador tão grande que acaba por ser decepcionante. Imaginemos que eu tinha pensado em pegar nas minhas vacas e transformá-las em bifes e pele curtida. Tudo bem, basta para o efeito ir ao porto pegar nas vacas disponíveis, ir ao matadouro deixar os animais e depois pagar a energia suficiente para as máquinas do matadouro trabalharem. Após todo triturado é só pegar nos bifes e nas peles e colocar na minha área de jogo. Num futuro poderei alimentar a população com os bifes e vender nos barcos a pele. Mesmo para o leitor que não jogou estará a pensar que a ideia lhe parece fazer bastante sentido. Pois, o problema é manter-se fiel ao plano. Imagine que quer ir buscar as vacas ao porto. Existem 4 vacas. Mas mesmo ao lado estão disponíveis 9 barros. Bem, se calhar o melhor é pegar já nos barros e logo se vê como vai ser com os animais. Quando o jogo der a volta, e se ninguém pegar nos animais, estarão lá 5. Mas, mesmo ao lado estão 10 moedas. O jogador fica indeciso e pega no dinheiro. Pergunta: Então e o plano de levar a vacaria para o matadouro? Lá se vai o plano. Esta tentação repete-se umas 30 vezes em 3 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SXX5YX6ibtI/AAAAAAAAAZY/283LlkhypP0/s1600-h/tsb.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293411134175604434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SXX5YX6ibtI/AAAAAAAAAZY/283LlkhypP0/s320/tsb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Apesar de todo o esclarecimento que demonstrei, a verdade é que apenas joguei uma vez. Por isso ao contrário da maioria dos jogos em que basta jogá-lo uma vez para lhe tirar a pinta, Le Havre assume-se como um brinquedo manhoso e de mau feitio. Desvenda-se aos poucos e existem sempre estratégias diferentes para explorar e colocar em prática. Nada parece certo e vai demorar algum tempo até que um jogador consiga conhecer o tabuleiro como a palma da mão. Le Havre está tão bem desenvolvido que até chateia. Nada é posto ao acaso, tudo está equilibrado e funciona na perfeição. A interacção entre os jogadores é bastante pequena, pelo menos nas primeiras jogas, onde o jogador estará mais preocupado em sobreviver do que em matar os outros. Mas não existe muita interacção. Claro que as escolhas dos adversários acabam sempre por influenciar as opções disponíveis. Se um palhaço for buscar as vacas eu não o poderei fazer. Mas como as opções são sempre tantas que nada parece influenciar muito, muito embora seja uma opinião que não posso fundamentar por ter jogado uma vez. Em comparação julgo que o Agricola tem mais interacção. Por outro lado Le Havre demora 180 minutos a ser resolvido numa primeira fase. Com a explicação das regras o tempo excede o razoável, mas acredite que valerá a pena porque há realmente muito por descobrir. Eu achei o tempo demasiado longo e custou-me um bocado, mas eram 2 da manhã e compreende-se que o cérebro e a clarividência não estejam nas suas melhores alturas. Seja como for convém avisar que Le Havre é muito pesado, bastante mais que Agrícola e vai exigir mais. No entanto quem gosta do Agrícola irá certamente ficar feliz com Le Havre. Se não gostou do Agricola parece-me que não terá melhor sorte com este. Se não tiver nem um nem outro, talvez a pele de agricultor lhe sirva melhor.&lt;br /&gt;Uma coisa é certa, jogos destes há muito poucos. Se tiver de escolher entre Agrícola e Le Havre, acho que escolheria o Mercator, o 3º jogo da série a sair este ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Classificação: *****&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SXX5Y_C7BSI/AAAAAAAAAZw/Zuqrzu_eDQE/s1600-h/front.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293411144679752994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SXX5Y_C7BSI/AAAAAAAAAZw/Zuqrzu_eDQE/s320/front.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-8496426243917017953?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/8496426243917017953/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=8496426243917017953' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/8496426243917017953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/8496426243917017953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2009/01/le-havre-o-som-das-gaivotas.html' title='Le Havre: O som das gaivotas'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SXX5YsvnYRI/AAAAAAAAAZg/27ZtR2qjMDk/s72-c/havre1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-8269593845526351795</id><published>2009-01-13T14:33:00.004+01:00</published><updated>2009-01-13T14:38:44.337+01:00</updated><title type='text'>Especial: One minute rules</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se lhe perguntarem um dia, por mero acaso, que habilidades consegue fazer num minuto, o caro leitor certamente dirá que nesse minúsculo espaço de tempo estrela facilmente um ovo, manda os mails de publicidade para o lixo electrónico, descasca um laranja sem cortar os dedos, vem aqui a este blog saber se o Zorg já se decidiu qual o melhor jogo de 2007 e, se for um jovem facilmente excitável, pode até conseguir ter uma relação sexual completa.&lt;br /&gt;Mas a esta lista poderá juntar a partir de agora, caso leve a sério a opinião que se seguirá, o ensinamento de regras de alguns jogos de tabuleiro. Esta particularidade é bastante interessante e especialmente útil a todos aqueles que não têm paciência para ensinar regras e que se atrapalham facilmente na tarefa. Ao mesmo tempo, são perfeitos para testar novos jogadores e saber se na próxima oportunidade já pode pôr o Catan ou o Ticket na mesa. São a opção ideal para que os mais resistentes a uma experiência neste mundo possam confiar em si e se possam, essencialmente, divertir. Como são jogos de 30 minutos, mesmo que a experiência não corra bem, o que duvido, não se perderá nada.&lt;br /&gt;Aqui fica uma lista muito incompleta do que pode encontrar no mercado de jogos que se explicam em um minuto e que demoram entre 20 e 45 minutos a serem jogados. Todos eles privilegiam bastante o factor divertimento e são ideais para introduzir novos jogadores. Ensinam-se como se ensina um banal jogo de cartas de baralho. E claro, são bastante melhores. Ah, alguns deles, principalmente os 4 iniciais, também podem ser jogados a dinheiro o que implica que, se é homem ou mulher de casino, pode aqui ter uma opção válida para as suas aventuras mudando de jogo e divertindo-se à grande. Até porque consta, pelas notícias chegadas a público recentemente, é uma carga de trabalhos conseguir que os casinos paguem os prémios que saem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diamant&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;de Alan R moon e Bruno Faidutti&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;De todos os exemplos que se seguem, Diamant é talvez o mais fraquinho. É um Push your Luck puro onde os jogadores que tiverem mais coragem conseguem ganhar tudo ou perder tudo. Na verdade não existe muita ciência. O papel dos jogadores é explorar uma mina. Cada secção da mina vai ser acrescentada no princípio do turno. Essa secção pode ser uma exploração bem conseguida ou um acidente. Se for uma exploração bem conseguida os jogadores dividem o valor da carta que sair. Exemplificando: Somos 5 jogadores. Sai uma carta de valor 14. Cada jogador ganha 2 diamantes e ficam 4 em stand by. Ora a seguir a este processo os 5 jogadores vão decidir secretamente se continuam em jogo ou se saem do mesmo. Se continuarem não lhes acontece nada. Se um jogador decidir sair, fica com os 2 diamantes da divisão mais os 4 que estavam em Stand By. Por outro lado se forem 2 jogadores a sair, cada um leva os 2 diamantes da divisão mais metade dos diamantes em Stand By, neste caso 2.&lt;br /&gt;Para além das cartas de exploração bem conseguida, existem também as cartas de acidente. Existem seis acidentes diferentes e três cartas para cada um. Quando sai uma carta de acidente não há problema nenhum. O jogo continua normalmente. Quando sair o 2º acidente igual o jogo termina e todos os jogadores que ainda estiverem em jogo perdem tudo e ficam com zero diamantes.&lt;br /&gt;Diamant é um jogo extremamente simples que beneficia quando jogado com um grupo grande. Tem a vantagem de poder ser jogado facilmente por crianças alfabetizadas e é um divertimento honesto. É uma experiência que tem muito de dois ditados populares: Quem não arrisca não petisca e Quem tudo quer tudo perde. A ideia é que quem demorar mais tempo a desistir terá mais diamantes nas explorações bem sucedidas porque as dividirá por menos gente. Voltando ao nosso exemplo acima, se a carta de 14 tivesse saído com apenas 2 jogadores, cada um ganhava instantaneamente 7 diamantes. O problema é que se saísse um 2º acidente nenhum deles ganhava nada.&lt;br /&gt;Diamant é um jogo que se pode tornar aborrecido facilmente porque a sorte envolvida é grande e é tudo muito repetitivo. Mas as primeiras vezes são sempre muito divertidas e vai ouvir muitas gargalhadas, podendo assim verificar se os seus amigos ainda têm os dentes todos.&lt;br /&gt;Classificação **&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;For Sale:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;de Stefan Dorra&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Só joguei uma vez e é um título que goza de excelentes críticas um pouco por todo o lado. É fácil de ensinar, fácil de jogar e há um leilão envolvido que ajuda a apimentar as coisas.&lt;br /&gt;A ideia do jogo é a seguinte. Vão saindo várias cartas de valores diferentes que os jogadores vão leiloando. O problema é que numa rodada estão, para 4 jogadores, 4 cartas de valores diferentes a leilão. Os jogadores vão pondo dinheiro na mesa. O primeiro a passar paga metade da sua licitação e fica com a carta menos valiosa. E assim sucessivamente até ficar apenas um jogador em jogo. Este paga a totalidade da sua licitação e fica com a carta maior. Isto repete-se durante algumas rondas, até que as cartas saiam todas. Os valores variam entre 1 e 30. Acabadas as várias rondas de leilões, o jogador fica com um portfólio de cartas com valores diferentes. A seguir a esta fase os jogador pega no que tem e vai para o mercado. O que vai acontecer é que em todas as rodadas vão ser retirados aleatoriamente dum baralho 4 cheques de valores diferentes. Os jogadores, secretamente colocam uma das suas cartas ganhas no leilão com a face escondida. Depois de reveladas as cartas, a que for mais alta fica com o cheque mais valioso e assim por diante até que o cheque menos valioso vá para a mão do jogador que jogou a carta mais baixa. Isto repete-se por várias rondas até não sobrarem cheques e cartas nas mãos dos intervenientes. No fim somam-se os cheques.&lt;br /&gt;É um jogo divertido, melhor que o diamant e com um prazo de validade também maior. Mais uma vez toda a gente joga e se diverte. O problema é que se torna chato e a felicidade inicial vai-se esmorecendo, porque as opções são poucos e tanto a parte do leilão como a do mercado não resultam bem.&lt;br /&gt;Classificação: **&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Félix: The Cat in the Sack&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;de Friedemann Friese&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Agora é que as coisas começam a aquecer.&lt;br /&gt;Félix the Cat é um Poker sabichão onde o enganar o próximo é o prato principal. Há bluff por todo o lado e há uma tensão crescente. Não há nada melhor para um grupo que se diverte à custa dos outros. Diz-se mesmo que, em alguns bairros de Kiev, a máfia russa se diverte à fartasana com este joguinho.&lt;br /&gt;Cada jogador tem 8 cartas em mão que são iguais para todos. Estas cartas vão de valores mais elevados a valores negativos. Cada jogador no início de cada turno coloca uma carta virada para baixo. Começam as apostas e vão se virando as cartas à medida que os jogadores vão desistindo. Aposta-se para ver tal como no Poker. A curiosidade de cada um faz aumentar a parada. Quem conseguir aguentar até ao fim ganha o valor das cartas colocadas em cima da mesa. O resultado pode ser muito bom ou muito mau ou assim assim. Há muito bluff, como já disse, mas essencialmente os jogadores podem sempre controlando as cartas que vão saindo e tentar adivinhar o que pode ter sido posto na mesa. O que acontece normalmente é que alguns jogadores sabem mais ou menos o valor do que está na mesa e outros não fazem a mínima ideia. Mas como qualquer jogo de bluff que se preze, os mais informados vão subindo a parada. Os outros acompanham. O que sucede na maioria das vezes é que o subir da parada nem sempre está em consonância com o real valor da mão, havendo depois da resolução gritos de raiva e olhares desconcertantes. Paralelamente um jogador pode fazer subir a parada com o intuito de enganar os outros e estes, fugindo do plano inicial, passam todos, ficando o espertinho com uma mão fraca e com o seu dinheiro diminuído. Félix: The cat in the Sack não tem pretensões nenhumas a não ser tentar imitar as sensações do Poker. Consegue ser mais divertido e mais ritmado. Aconselho vivamente a todos aqueles que gostam do jogo americano e que por uma razão ou por outra o deixaram de jogar por envolver dinheiro e por não encontrarem ninguém disposto a apostar umas massas.&lt;br /&gt;Classificação: ****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Turn the Tide&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;de Stefan Dorra&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Enchi-me de amores por este Turn The Tide.&lt;br /&gt;Faz lembrar bastante o clássico copas que me fartei de jogar nos meus tempos de secundário e que foi imortalizado pelo Windows. Existe um baralho de cartas que vai de 1 ao 50. Estas cartas são divididas pelos jogadores. A ideia é os jogadores irem colocando as cartas na mesa afim de evitar as cartas de maré que penalizam em um ponto o tipo que as apanhar. As cartas menores do baralho servem para fugir e as cartas maiores para ficar com a carta de maré melhor que evita a penalização. A partir daqui é uma questão de gerir o jogo que lhe calhar. Um aspecto interessante é que os jogadores vão trocando de mãos. Ou seja, todos vão jogar com as mãos de todos, tipo os campeonatos de bridge. Depois é uma questão de saber quem se sai melhor com as mãos dos parceiros. Turn the Tide apresenta, ao contrário dos anteriores exemplos, a vantagem de se poder evoluir enquanto jogador. Pode-se aprender algumas manhas, controlar as cartas altas que saíram e as baixas para assim maximizar a prestação. De todos é talvez o meu preferido.&lt;br /&gt;Classificação: ****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Genial&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;de Reiner Knizia&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Genial ou Ingenius deve ser o Knizia mais fácil de ensinar e que menos dúvidas suscita para quem aprende. Tudo limpinho. Cada vez que tenho o prazer de o jogar vem-me à memória o Puzzle Bubble onde o objectivo é juntar bolas das mesmas cores para elas saírem do mapa. A ideia aqui é juntar cores para se ganhar pontos. Existem 6 cores diferentes e os jogadores vão colocando as suas peças no tabuleiro. Cada vez que as peças com uma cor se juntam às peças dessa cor no tabuleiro, o jogador pontua. Se existirem, por exemplo, 3 vermelhos e o jogador juntar um 4 vermelho, ganha 3 pontos. Se o próximo jogador juntar um vermelho, ganha 3 mais 1 do vermelho do jogador anterior, somando deste modo 4 pontitos. Tudo gira à volta disto, mas os jogadores vão sempre, se forem espertos, fechando as possibilidades de pontuação dos outros. No entanto, o pormenor mais importante de todos, para o resultado final, o que conta é a pontuação que o jogador conseguir na sua pior cor. De nada vale ter 700 pontos no amarelo se tiver 2 no azul. Neste caso específico, a pontuação final seria uns míseros 2 pontos.&lt;br /&gt;O grande atractivo deste Genial, é que não se percebe muito bem até onde a sorte dita o resultado ou a escolha acertada de peças que se vão metendo no tabuleiro. Diz-me a experiência que um jogador sensato nas suas escolhas tem mais possibilidades de vitória. A discussão entre sorte e sensatez tem sido calorosa nos fóruns habituais. A propósito, a ultima opinião que li sobre o assunto foi bastante esclarecedora sobre o valor deste jogo. Dizia um querido americano que se sentia ofendido porque tinha jogado 160 vezes a Genial, mas que tinha percebido que afinal é a sorte que dita as leis, uma vez que com 160 jogos deveria ganhar a maior parte dos jogos o que, na verdade, não lhe acontecia.&lt;br /&gt;O jogo no mercado tem o triplo do preço das opções anteriores, mas também tem a vantagem de poder ser jogado a 2 como a 3 ou 4 sem nunca perder a beleza. A 2 torna-se mais cerebral.&lt;br /&gt;Classificação: ****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Great Wall Of China&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;de Reiner Knizia&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Ao contrário dos outros, este Great Wall of China não se consegue ensinar em um minuto. Aviso já para depois não virem para aqui refilar com este escriba. Vai precisar de 3 minutos porque vai haver alguém que não percebe. Mas depois da primeira ronda fica tudo entendido. Great Wall é um jogo de cartas que pega no sistema de leilão do Taj Mahal. Os jogadores vão construindo com cartas secções desta muralha que pode ser vista do espaço. As secções têm valores diferentes. Os jogadores vão gastando as suas cartas para espalharem influência pelas secções. As cartas são um recurso escasso e se o jogador gastar muito desse recurso numa determinada secção, terá menos hipóteses de ganhar pontos nas secções posteriores. Muito interessante. Existem cartas de valor 1,2 e uma carta de 3. Por outro lado algumas cartas tem poderes especiais. Umas anulam as cartas já jogadas por outros jogadores e outras podem reduzir os valores postos na mesa. O jogador vai ter de pensar muito e vai ficar muitas vezes na dúvida sobre o melhor sítio onde gastar recursos. É um jogo rápido e cheio de artimanhas. Mas no fim vai sentir um sabor agradável na alma. Além disso não se esgota e vai ser sempre uma opção válida para por na mesa. Joga-se muito bem a 3.&lt;br /&gt;Classificação: ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica pois aqui uma selecção pequena mas honrada, de títulos de aprendizagem rápida que poderão fazer as delícias de amigos e familiares. A estes se poderiam juntar também street soccer e Wings of War. A razão porque não os juntei foi por se terem feito críticas aos mesmos em outra parte deste blog. As críticas são excelentes, diga-se. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SWyYlypQINI/AAAAAAAAAYs/HQVuP6FosTY/s1600-h/minuto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290771437270868178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 293px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SWyYlypQINI/AAAAAAAAAYs/HQVuP6FosTY/s320/minuto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-8269593845526351795?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/8269593845526351795/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=8269593845526351795' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/8269593845526351795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/8269593845526351795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2009/01/especial-one-minute-rules.html' title='Especial: One minute rules'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SWyYlypQINI/AAAAAAAAAYs/HQVuP6FosTY/s72-c/minuto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-5179250553797170211</id><published>2009-01-05T02:37:00.003+01:00</published><updated>2009-01-05T12:28:32.466+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antoine Bauza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='review'/><title type='text'>Ghost  Stories: os eurocooperativos</title><content type='html'>Um gajo passa por várias fases, quando entra neste mundo dos jogos. No início, logo após ter jogado o primeiro "jogo de estratégia" em que, de facto, é necessária alguma estratégia para ganhar - a fase a que os peritos chamam "tesão do mijo" - um gajo só quer é jogos pesados e mete, o que eu chamo, as palas da complexidade: "eu sou um gamer, meu amigo! Gosto é de jogos com baixo factor sorte, muita complexidade e que dure pelo menos 6 horas! O ideal para mim seria uma mistura de Die Macher com Age of Steam e uns pozinhos de Caylus, que é para ficar mais complexo! Não quero cá trivial pursuits, nem pictionaries"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, um gajo começa a perceber que há jogos que são giros de jogar, demoram muito menos tempo do que todos Die Machers deste mundo, e onde o pessoal todo, mesmo o que gosta do Trivial e do Pictionary, se consegue divertir à grande. É aí que um gajo tira as palas da complexidade e olha à sua volta para descobrir, maravilhado, que é precisamente esse o mercado que as editoras de "eurogames" pretendem atingir e que, por isso, a oferta é imensa, original e diversificada. É nesta fase que se descobre que há toneladas de jogos de média complexidade interessantes, que há milhares de jogos de cartas da classe "20 segundos para explicar as regras, 20 minutos para jogar o jogo" que são um verdadeiro regalo com o grupo certo e que até há jogos em que toda a gente ganha, ou toda a gente perde, os jogos cooperativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é de um destes cooperativos que vos venho falar hoje, mas antes, um pouco de história!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante muitos anos, a grande referência dos cooperativos foi o Lord of the Rings, da autoria do grande mestre Knizia. Mais tarde, começaram a aparecer alternativas, como o Shadows over Camelot (que introduziu a ideia de haver um traidor disfarçado no grupo, que podia ganhar o jogo sozinho sabotando as acções dos outros), ou o Arkham Horror, passado no universo de H.P. Lovecraft. Todas estes jogos eram ricos em tema, demoravam 2.30h, ou mais, e todos tinham a sua legião de fãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, uma nova tendência surgiu: a dos jogos cooperativos rápidos (1h, ou menos) assentes em mecanismos inteligentes e inspirados. No fundo é como se os cooperativos, depois de uma fase mais visceral e ligada ao tema,  se tivessem "euroízado". O percurssor destes novos "eurocooperativos", foi o Pandemic, um inacreditável caso de sucesso comercial da Z-Man. Este ano foram lançados 2 novos jogos nesta linha: o Red November, do incontornável e caótico Bruno Faidutti, e o jogo de que vos vou falar, o Ghost Stories, do quase estreante Antoine Bauza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/SWHuwcnGvTI/AAAAAAAAACc/RxETwpIXUQM/s1600-h/gs_caixa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/SWHuwcnGvTI/AAAAAAAAACc/RxETwpIXUQM/s320/gs_caixa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287769953591016754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O tema&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém já viu filmes de kung-fu antigos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história podia ser tirada de um: o malvado feiticeiro Wu-Feng quinou mas, infelizmente, isso não significa que tenha deixado de ser um problema para toda a humanidade! Não, do além, o gajo mandou uma data de servos infernais - criaturas horripilantes, assustadoras e, de uma forma geral, pouco simpáticas - para tentar recuperar a urna onde estão as suas cinzas e que repousa numa tranquila aldeia, algures na China. Se o conseguir fazer, a humanidade está tramada, porque o sacana quer transformar o nosso planeta numa espécie de campo de férias para mortos-vivos, zombies, vampiros, e toda a espécie de malandragem do além, especialmente aquela que gosta de se alimentar de nós. Os jogadores representam os monges taoístas que têm a difícil tarefa de mandar de volta para o além as dezenas de servidores que o Wu-Feng vai enviando para atormentar a aldeia, sobrevivendo o tempo suficiente para derrotar o manda-chuva em pessoa - que se digna fazer uma aparição, quando vê que as coisas não lhe estão a correr bem - garantindo o triunfo da liberdade, da democracia, dos direitos humanos e do aquecimento global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que a pergunta que todos vocês estão a fazer neste momento é: "monges taoístas? Como é que é suposto monges derrotarem fantasmas... rezando com muita força"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por isso é que eu perguntei se já tinham visto filmes de kung-fu! Qualquer pessoa que já tenha visto um sabe que os monges taoístas não se limitam a andar vestidos com lençóis coloridos, a rezar pelos cantos do templo! Não, isto é gente danada para a porrada, treinada nas várias artes do massacre e que não tem medo de espetar a tromba de um fantasma na ombreira de uma porta, ou de partir os caninos a um vampiro com uma cabeçada à cais do sodré (que, como toda a gente sabe, é com a nuca)! Este é o tipo de monges que tu queres ter do teu lado numa rixa de bar, numa luta de gangues, ou num confronto de claques!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além dos monges, a próprio povo da aldeia também sabe uns truques que vão poder ser usados pelos monges taoístas na sua difícil missão. E é uma aldeia bem freakazóide: tem monges budistas, estes sim, nada dados ao combate, mas disponíveis para oferecer estátuas do Buda que fazem mal à saúde dos fantasmas ; tem umas moças sobre cuja profissão eu não me vou debruçar, mas que permitem aos corajosos taoístas recuperarem forças para o combate e até ganhar uns acessórios que tornam mais fácil a exorcização da bicheza do além ; há um cemitério, onde se enterram os mortos (duh) e onde se pode ir ressuscitar algum taoísta que tenha sido apanhado distraído e tenha sido morto à traição ; há uma feiticeira que exorciza, ela própria, um fantasma à escolha, mas leva um ponto de vida em troca, porque, como toda a gente sabe, as feiticeiras não são de confiar... enfim, há muito por onde escolher em termos de auxílio aos taoístas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/SWHszJnYKCI/AAAAAAAAACM/heJFZ9NQQAw/s1600-h/gs_tabuleiro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 150px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/SWHszJnYKCI/AAAAAAAAACM/heJFZ9NQQAw/s320/gs_tabuleiro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287767801008236578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aldeia é construída com a partir de 9 tiles dispostas em quadrado aleatoriamente. Em cada face do quadrado colocam-se 4 tabuleiros com capacidade para receber 3 fantasmas cada um, de forma a que cada fantasma fique em frente a uma fila de 3 tiles da aldeia. Na sua jogada, um taoísta move-se uma casa e depois opta por pedir auxílio ao aldeão da casa onde se encontra ou, em alternativa, pode exorcizar o fantasma que estiver à sua frente, se houver algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/SWHtpxphR3I/AAAAAAAAACU/IqSp-Sf2dVc/s1600-h/gs_dados.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 147px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/SWHtpxphR3I/AAAAAAAAACU/IqSp-Sf2dVc/s320/gs_dados.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287768739467577202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exorcização é feita através do lançamento de dados de faces coloridas a que se podem somar os efeitos de alguns aldeões, ou a utilização de uns tokens coloridos, chamados Tao tokens. Há sorte envolvida, naturalmente, embora se possa definir com bastante precisão o nível de risco que se quer correr em cada tentativa de exorcização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/SWHsjEDI1fI/AAAAAAAAACE/dtpS70y2rPk/s1600-h/gs_jogomontado.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/SWHsjEDI1fI/AAAAAAAAACE/dtpS70y2rPk/s320/gs_jogomontado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287767524636153330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um dos 4 personagens também tem um poder especial, que é escolhido aleatoriamente antes do jogo começar, para maior variabilidade. Há um taoísta que voa, outro que lança mais um dado quando está a exorcizar, outro que tira Tao tokens à borla, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O feeling&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este Ghost Stories caiu-me no goto! Nunca pensei gostar de um jogo cooperativo, porque a ideia de jogar cooperativamente sempre me pareceu... como dizê-lo? Parva! No entanto, tanto este como o Pandemic me levaram a concluir, como habitualmente, que o parvo sou eu! O jogo é como um puzzle, em que a situação se vai alterando a cada jogada. O que é giro neste Ghost Stories - e nisso, acho que o prefiro ao Pandemic - é que o puzzle não tem uma só solução e há um grande leque de ferramentas disponíveis para o resolver. É por isso fácil e normal estar toda a gente envolvida e a sugerir formas de resolver a crise que se vai instalando, jogada após jogada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este Ghost Stories é também um jogo bastante difícil! Eu só consegui ganhar no nível introdutório ao fim de 5 jogos e só ganhei no normal ao 8º jogo (joguei 11, até agora)... e ainda há 2 níveis de dificuldade acima de normal! Mas é também muito compensador, porque se sente na pele o progresso! Um gajo nota que está a aprender e a melhorar a coordenação e a eficiência da equipa, de jogo para jogo. Não há informação escondida, o que - contrariamente ao que eu esperava inicialmente - também contribui para que toda a gente esteja em volta da mesa a analisar a situação e a dar sugestões para a resolução dos problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jogo deste Ghost Stories bem jogado é uma sucessão de planos a 2,3 ou 4 jogadas, envolvendo vários intérpretes, intercalados com soluções de emergência, para apagar um fogo urgente. É um jogo incrivelmente tenso, com a pressão a subir rapidamente jogada após jogada, à medida que os fantasmas vão entrando, até se chegar ao clímax final, com a chegada do Wu-Feng em pessoa. Gosto imenso deste arco, que consegue dar alguma história a cada jogo. Os dados fornecem aquela dose extra de frustração, quando a coisa corre mal, mas também aquele saborzinho extra, quando corre bem! Os momentos de lançamento de dados são normalmente momentos de silêncio absoluto e atento, seguidos de suspiros de alívio e gritos de alegria, ou de imprecações furiosas e esgares de dor, consoante o resultado do lançamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os componentes são muito bons e bonitos, com o toque de classe a ser dado pelas estatuetas dos Budas e dos fantasmas voadores (parecidos com os infames Dementors do Harry Potter).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/SWHsS0PAacI/AAAAAAAAAB8/qDc_vcElDSQ/s1600-h/gs_buddhas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/SWHsS0PAacI/AAAAAAAAAB8/qDc_vcElDSQ/s320/gs_buddhas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287767245513058754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito recomendável, sem sombra de dúvida!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-5179250553797170211?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/5179250553797170211/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=5179250553797170211' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/5179250553797170211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/5179250553797170211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2009/01/ghost-stories-os-eurocooperativos.html' title='Ghost  Stories: os eurocooperativos'/><author><name>zorg</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730246793479077143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/SWHuwcnGvTI/AAAAAAAAACc/RxETwpIXUQM/s72-c/gs_caixa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-2207940190069050365</id><published>2008-12-04T13:56:00.003+01:00</published><updated>2008-12-04T13:57:49.035+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crónica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Essen'/><title type='text'>A colheita de Essen</title><content type='html'>Quais dos jogos de Essen deste ano é que já foram jogados pelo povo superior do JogosDeTabuleiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aposto que essa é a pergunta que invadiu a vossa mente e vos atormenta diariamente, em todas as horas e todos os minutos, que vos provoca pesadelos e vos faz acordar aos gritos, com o suor a escorrer pela cara, a meio da noite! Aposto que essa é a pergunta que, pouco a pouco, vos está a levar à loucura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então, não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, seja como for, essa é a pergunta a que eu quero responder com este post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jogos de Essen que fazem parte da minha colecção e/ou das dos criminosos com quem eu costumo jogar são: Powerboats, Space Alert, Confucius, Le Havre, Pandemic, Ghost Stories, Mecanisburgo, Race for the Galaxy: the gathering storm, Leader 1... e creio que é tudo. Destes, jogámos até agora: Space Alert, Powerboats, Confucius, Race for the Galaxy: the gathering storm e Leader 1. Eu joguei um jogo incompleto e solitário de Le Havre, para aprender as regras, mas isso não conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Powerboats&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fizerem um ligeiro scroll para baixo, serão confrontados com uma das piores reviews jamais escritas sobre algum jogo, no período que vai do paleolítico superior ao dia de ontem (que foi quando comecei a escrever a review do Space Alert). No entanto, é uma review sobre este jogo em particular e que resume, de uma forma trapalhona e, a espaços, ridícula, a minha opinião sobre o jogo. Por isso recomendo a sua leitura, nem que seja só para terem mais um argumento para gozar comigo, no caso, altamente improvável, de vos faltar um argumento para gozar comigo. Mas, resumindo a minha opinião sobre o jogo: é rápido, é fácil de explicar, é emocionante, é o meu novo jogo de corridas favorito e, apesar disso, é o jogo de corridas que mais gosto de jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Space Alert&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está a caminho a pior review de sempre (comecei ontem e já escrevi o título), mas posso adiantar que este jogo foi o prato principal de uma das melhores sessões de jogo do período que vai do paleolítico superior até hoje (vamos jogar hoje e eu sou um gajo optimista por natureza)! Jogámos 3 vezes seguidas e jogaríamos mais! Mas, devido ao adiantado da hora quando terminámos o terceiro jogo, optámos por jogar antes Powerboats até às 3 da manhã. E isto num dia de semana! Não vou dar muitos detalhes, para não tirar potência ao verdadeiro murro no estômago - daqueles de fazer caír para trás e ficar no chão agarrado à barriga com convulsões - que eu espero que a review seja, mas posso dizer que este jogo é uma bomba Antónia! É caótico de uma forma positiva, é tenso, de uma forma tensa, por causa da pressão do tempo, é brutalmente temático, por causa do tema, e é extremamente rápido porque uma missão não dura mais de 25 minutos, embora os 10 passados em tempo real, pareçam 2 horas. Uma sessão de Space Alert é uma sessão de gritaria, stress e tentativas patéticas de coordenação, mais ou menos condenadas ao fracasso. É um jogo-experiência e é diferente de tudo o que joguei até hoje. Gostei tanto deste Space Alert que posso revelar que, depois deste e do Through the Ages, estou pronto para me casar com o Vlaada Chvatil, se ele algum dia pedir a minha mão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Confucius&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este está num campeonato diferente dos anteriores. É um jogo complexo e interessante, mas com aqueles pormenores temáticos a la Wallace no topo da sua forma. Há muitas opções, há muito planeamento a fazer, um pouquinho de sorte... e o mecanismo dos presentes é extraordinário! É um jogo rijo e complicado de dominar, na melhor tradição de coisas como o Struggle of Empires, que é sempre o título que me vem à cabeça quando penso neste Confucius. Dura 2 horas e picos, tem negociação, interacção, conflito, estratégia, tema... é daqueles jogos que faz crescer a barba e faz um gajo arrotar, quando o joga! Muito bom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Race for the Galaxy: the gathering storm&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se joga um jogo quase 100 vezes, isso quer dizer alguma coisa. Normalmente quer dizer que o se é doente  e, provavelmente, se tem demasiado tempo livre, por falta de competências sociais que permitam, entre outras coisas, engatar gajas. Outras vezes quer dizer que o jogo é a puta da loucura, como costuma dizer o pároco da minha igreja. E, do alto dos meus quase 100 jogos de Race, posso afirmar peremptoriamente que, de facto, o sexo feminino permanece um mistério insondável para mim. Para além disso, também posso dizer que, no jogo base, as estratégias de produce/consume são um pouco beneficiadas em relação ao resto. Esta expansão resolve admiravelmente a segunda questão embora, lamentavelmente, não faça qualquer contributo para resolver a primeira. Talvez a próxima expansão inclua um "Guia de conversação para encantar senhoras"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Leader 1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É injusto talvez referir o Leader 1 nesta lista, porque só o jogámos uma vez e, mesmo aí, com apenas 2 jogadores. Seja como for, gostei muito do que vi! Este é o jogo ideal para os cromos da volta à França! Aqueles mariquinhas que gostam de ver homens que rapam os pêlos das pernas, vestidos de licra e suados, montados em bicicletas e a dar ao pedal durante horas! Se pertences a essa estirpe, então veste a tua melhor roupa de licra, monta-te na tua bicicleta e pedala à velocidade máxima para comprar este jogo, porque isto é a simulação perfeita do ciclismo! Se, por outro lado, jogas na equipa dos machos, pelo que preferes ver os jogos de voleibol feminino e não sentes nenhum tipo de entusiasmo quando vês um homem de roupa justa, então vai comprar este jogo na mesma, porque para além de uma excelente simulação, é um excelente jogo de corridas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-2207940190069050365?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/2207940190069050365/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=2207940190069050365' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/2207940190069050365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/2207940190069050365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/12/colheita-de-essen.html' title='A colheita de Essen'/><author><name>zorg</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730246793479077143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-3045245208145538871</id><published>2008-11-26T20:10:00.006+01:00</published><updated>2008-11-27T14:47:19.642+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corné Von Moorsel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Powerboats'/><title type='text'>Powerboats: maldito sábio holandês!</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;Introdução&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sempre gostei de jogos de corridas, apesar de, até hoje, só ter jogado um verdadeiramente bom! Não sei se é do cheiro dos escapes, do barulho dos motores, ou dos bikinis das mulas semi-nuas que, habitualmente, fazem qualquer coisa não identificada junto à pista antes da prova começar, mas o facto é que desde sempre me senti fascinado por este universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por isso que comprei o Formula Dè Mini que, apesar do sistema giro de usar os dados, sempre me pareceu que não era bem aquilo que se pretendia. Andei a namorar o Bólide, mas descobri que demorava muito tempo. Cheguei a ter o Ave Caesar no shopping basket e a caçar o Daytona 500 no ebay, mas também acabei por adiar sempre, por achar que não eram bem, bem o que procurava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando joguei pela primeira vez o Um Reifenbreite, ou Zong Binguetrumf, como o Hugo carinhosamente lhe chama, pensei para mim mesmo: "Aqui está a mãe de todos os jogos de corridas! Já não dá para melhorar isto e podes parar de procurar porque isto, meu amigo, é o melhor que existe".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que, quando vagueava sem destino ou companhia pelo BGG, ouvi falar no Powerboats.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hmmm", pensei, "o Corné Von Moorsel não costuma fazer maus jogos"... e decidi ir ver o que era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Olha, olha, afinal também dá para jogar online... deixa-me cá experimentar..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi a morte do artista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, o Corné não falhou e, após 2 ou 3 jogos no site, o Powerboats já repousava no meu shopping cart e eu carregava no botão "Proceed to checkout" com sofreguidão e impaciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três dias depois, 4 homens adultos, alguns deles barbudos e mal encarados...quem é que eu estou a tentar enganar? Todos eles barbudos e mal encarados, lançavam dados e davam guinchinhos ridículos, mais próprios de menininhas de 10 anos, enquanto tentavam conduzir os seus barquinhos coloridos pelo emaranhado de ilhas e atóis o mais depressa possível, até à vitória final. Qualquer jogo capaz de fazer um homem de barba rija guinchar como uma menina, merece o meu respeito e admiração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O jogo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Corné Von Moorsel é um gajo que deve estar num equilíbrio perfeito com o cosmos, sabe de certeza artes marciais a ponto de partir tijolos com a tromba e só faz jogos para que nós, comuns mortais oprimidos pelo peso dos nossos prazeres terrenos, consigamos abandonar o vício e atingir mais facilmente o Nirvana. As regras são sempre tão simples que até metem nojo e, quando as ouvimos, temos tendência a pensar que o jogo é demasiado simples para os nossos skills avançados de gamers de elite. Pelo menos, foi isso que eu pensei na primeira vez que joguei StreetSoccer, a minha iniciação a este mundo zen, criado pelo sábio holandês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, começamos a jogar o jogo e percebemos que é divertido. Jogamos mais algumas vezes e pensamos que afinal até há ali mais qualquer coisa que não tínhamos antecipado inicialmente e que torna o jogo mais interessante. Vamos ao site fazer um joguito, desafiamos um dos jogadores mais bem cotados e levamos uma tareia e pensamos "bom, o gajo teve sorte desta vez. Vamos lá tentar outra vez"... e a tareia repete-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente estamos envolvidos em 10 jogos ao mesmo tempo e a perceber da forma mais difícil, como é tão mais fácil levar uma tareia de um dos jogadores de topo, do que conseguir aplicar-lhes uma a eles. E aí ouvimos a voz de Corné Von Moorsel ressoar na nossa cabeça, a dizer "agora que aprendeste o valor da humildade e a desconfiar da ilusão das aparências, meu pequeno e ingénuo gafanhoto, está na hora de perceberes a importância da persistência". Pelo menos, isto foi o que se passou comigo e com o StreetSoccer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Powerboast não foge muito a esta lógica. As regras são enganadoramente simples: o tabuleiro representa um pedaço de mar ou rio e está dividido em hexágonos pequenos. no tabuleiro estão colocadas 3 bóias numeradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/SS3GTZ1evzI/AAAAAAAAABA/beZTxff60Os/s1600-h/pbboard.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273088775375732530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 166px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/SS3GTZ1evzI/AAAAAAAAABA/beZTxff60Os/s320/pbboard.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada jogador controla um barco e o objectivo é contornar as 3 bóias por ordem e depois disparar para a meta de forma a ser o primeiro a chegar.&lt;br /&gt;Na sua jogada, cada jogador tem de:&lt;br /&gt;- Decidir se quer adicionar ou remover um dado.&lt;br /&gt;- Decidir se quer relançar um ou mais dados.&lt;br /&gt;- Decidir se segue em frente, ou se vira 60º em qualquer direcção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir deve somar o valor de todos os dados que tem e avançar esse número de casas na direcção escolhida. Se encontrar um obstáculo pelo caminho - uma ilha ou uma bóia - recebe um ponto de dano por cada casa que deveria ter movido e não pôde mover e perde todos os seus dados. Quem acumular mais do que 4 de dano, afunda e perde essa manga. Há um twist importamte: se houver opção entre bater e não bater, o jogador é sempre obrigado a escolher a trajectória onde não bate (ou a que lhe rende menos dano, caso bata em todas), mesmo que isso o desvie da rota planeada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma corrida é composta por 3 mangas e o jogador que fizer mais pontos no somatório das 3 será o vencedor. Os pontos da segunda manga duplicam e os da terceira triplicam. Os dados têm apenas 3 faces, numeradas de 1 a 3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/SS3Gd_JVVVI/AAAAAAAAABI/kEbRGdiZY2M/s1600-h/dados.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273088957189805394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 294px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/SS3Gd_JVVVI/AAAAAAAAABI/kEbRGdiZY2M/s320/dados.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o jogo é isto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A apreciação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é, tal como o StreetSoccer, uma obra-prima-zen, do mestre de kung-fu holandês! Consegue, com regras tão simples que até metem nojo, ter uma fidelidade ao tema impressionante e, ao mesmo tempo, ter estratégia suficiente para que um novato tenha de suar bastante antes de conseguir ganhar a um jogador mais experiente. E é temático... meu deus, como é temático! Como nas corridas a sério, grande parte da ciência está em saber escolher as melhores trajectórias (porque neste jogo escolhe-se mesmo a trajectória em vez de apenas se mudar de faixa), que podem não ser as mais curtas. Para além disso, é preciso aprender a gerir bem os dados, planear 2 ou 3 jogadas em antecipação e saber quando é que vale a pena arriscar e quando não vale. Há sorte envolvida, naturalmente, mas esta é mitigada não só pelo facto dos dados variarem apenas entre 1 e 3, como, principalmente, pela forma brilhante como são utilizados, permitindo que passem de umas rondas para as outras sem serem relançados, caso seja essa a vontade do jogador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo pode jogar-se de 2 a 6 jogadores e, como qualquer jogo de corridas que se preze, lida bem com mesas bem fornecidas. Curiosamente, ou talvez não, fazer um mano a mano também é bastante interessante. Aliás, no site só dá para fazer jogos a 2 e isso não me tem impedido de passar lá a vida. Mas, voltando ao que interessa: as 3 mangas fazem-se em mais ou menos 1 hora (depende da experiência e do número de jogadores), mas é perfeitamente exequível fazer só uma mangazita em 20 ou 25 minutos, para encher um tempo morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é um dos melhores jogos que já joguei, da colheita de Essen deste ano, e, provavelmente, o melhor jogo de corridas de sempre, destronando até o lendário Um Reifenbreite, ou Zip Zap Zunfenbrücken, como o Hugo carinhosamente lhe chama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SS6kF2e8m3I/AAAAAAAAAYk/gYNQ2PUXpBs/s1600-h/power.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273332634129046386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SS6kF2e8m3I/AAAAAAAAAYk/gYNQ2PUXpBs/s320/power.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-3045245208145538871?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/3045245208145538871/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=3045245208145538871' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/3045245208145538871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/3045245208145538871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/11/powrboats-maldito-sbio-holands.html' title='Powerboats: maldito sábio holandês!'/><author><name>zorg</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730246793479077143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9oB6JNKeqn8/SS3GTZ1evzI/AAAAAAAAABA/beZTxff60Os/s72-c/pbboard.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-7136481526355442531</id><published>2008-11-03T20:12:00.003+01:00</published><updated>2008-11-03T20:17:15.029+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='harry wu'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='review'/><title type='text'>Wabash Cannonball: o lobo em pele de cordeiro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Wabash Cannonball é o primeiro jogo da Historic Railroads Series, da Winsome e a estreia do seu autor, o misterioso artista oriental Harry Wu, nestas lides dos jogos de tabuleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe, a Winsome Games é uma empresa muito pequena, que se dedica ao desenvolvimento de jogos de comboios. O seu pessoal resume-se a John Bohrer (o ex-melhor amigo de Martin Wallace que agora disputa com ele os direitos de publicação da nova edição do Age of Steam), um multifunções Canon qualquer coisa, com impressora jacto de tinta e scanner integrados, uma guilhotina comprada na Staples e um cigano com uma máquina de plastificar, que dantes costumava estar à porta da DGV a oferecer-se para plastificar as cartas de condução do pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenção, que estamos a falar do John Bohrer que é considerado nalguns círculos um dos melhores &lt;i&gt;developers&lt;/i&gt; de jogos que por aí anda! Para quem não sabe, o &lt;i&gt;developer&lt;/i&gt; é o gajo que olha para o protótipo do autor, o testa exaustivamente e lhe retira as ideias parvas. Dizem as más línguas que o impacto da sua zanga com Martin Wallace tem sido bastante visível nos jogos deste último. Não sei porque razão, mas o nome Perikles vem-me à cabeça. Noutros círculos, no entanto - aqueles mais próximos do seu ex-melhor amigo - a opinião generalizada é que John Bohrer não passa de um merdas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da minha parte, não sei quem tem razão, mas estou confiante que a história fará justiça a estas duas grandes personalidades da cultura contemporânea. O que me interessa é que ambos continuam a fazer jogos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao que interessa: o objectivo da Winsome é fazer jogos com componentes muito mais - eles chamam-lhes protótipos - e levá-los a Essen em edições muito raras e limitadas.  A ideia é que estes "protótipos" chamem a atenção de um dos &lt;i&gt;big kahunas&lt;/i&gt; das grandes editoras alemãs e estas os republiquem em grande escala, ou então vendê-los directamente a totós como eu, por preços exorbitantes. No caso deste Wabash Cannonball, o plano correu na perfeição. Por um lado, depois de ter sido apresentado em Essen no ano passado, este Wabash Cannonball foi lançado este ano pela Queen, com o nome de Chicago Express. Por outro lado, há um "protótipo" na prateleira deste totó, pelo que essa parte do plano também correu bem! Já decidi é que não vou adquirir a nova edição da Queen! Totó, ma non troppo! Pelo menos é que digo a mim próprio todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o autor, o misterioso artista oriental Harry Wu, há que dizer também que muito boa gente está perfeitamente convencida de que não passa de um pseudónimo do próprio John Bohrer, que terá optado por não assumir em nome próprio a autoria deste jogo. Porquê, ninguém sabe. E se por um lado, nunca ninguém os viu juntos na mesma sala, por outro, parecem existir diferenças físicas irreconciliáveis, já que John Bohrer usa óculos e veste-se sempre de fato e gravata, enquanto Harry Wu não tem óculos e costuma usar uma espécie de kimono oriental, à la Fu Manchu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dúvida persiste, embora me pareça que há gente a ver demasiados filmes do James Bond.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O jogo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mapa está dividido em hexágonos e representa a zona dos Estados Unidos, entre o Ilinois e a Pensilvânia. Do lado direito do mapa começam 4 companhias de comboios. Do lado esquerdo, nas margens do lago Michigan, encontram-se Chicago e Detroit. Cada companhia tem um número fixo de acções que poderão ser vendidas durante o jogo. O número de acções que cada companhia tem disponível para vender varia e este é um pormenor da máxima importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As regras são simples. Na sua vez de jogar, um jogador pode escolher uma de 3 acções possíveis: capitalização, desenvolvimento ou expansão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um jogador escolhe capitalização, escolhe uma companhia que tenha acções disponíveis e coloca uma acção à venda, num leilão. O dinheiro resultante da venda da acção entra para os cofres da companhia e é o que lhe vai permitir operar e gerar lucros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A acção de desenvolvimento permite "melhorar" um hexágono à escolha no mapa, por onde passem os carris de, pelo menos, uma companhia. Os efeitos dependem do tipo de terreno: o desenvolvimento de uma cidade ou de uma mina faz aumentar a cotação das companhias que por lá passam, enquanto as florestas permitem injectar dinheiro nos seus cofres. A acção de desenvolvimento não custa dinheiro e qualquer pessoa pode desenvolver qualquer hexágono, desde que lá esteja, pelo menos, uma companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última acção possível é a expansão. Expandir uma companhia é, na prática, assentar carril! O objectivo é ligar as várias cidades, gerando lucros para a companhia e, por arrasto, para os seus accionistas. Esses lucros são representados pela cotação da companhia, que esta vai ligando mais cidades. Em termos práticos, expandir uma companhia é acrescentar 1, 2, ou 3 cubos à linha dessa companhia no mapa. Os custos de expansão dependem do tipo de terreno dos hexágonos em causa e os custos são suportados na íntegra pelos fundos da própria companhia. Para um jogador poder executar a acção de expansão, tem de possuir pelo menos 1 acção da companhia em causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada acção pode ser executada um número limitado de vezes. Para controlar isto, existem 3 másculas &lt;i&gt;tracks&lt;/i&gt; no tabuleiro (creio que na edição da Queen são uns mostradores redondos, todos bonitos e potencialmente indutores de homossexualidade a quem apreciar demasiado a sua beleza). Quando duas das 3 acções se esgotam, as companhias pagam dividendos aos seus accionistas e as &lt;i&gt;tracks&lt;/i&gt; são reiniciadas. O valor do dividendo que cada companhia paga é o valor da sua cotação a dividir pelo número de acções que a companhia vendeu até ao momento. Este é outro pormenor da máxima importância porque esta "diluição" do valor das acções (quanto mais acções já foram vendidas, menor o valor unitário de cada uma delas) pode ser utilizada pelos jogadores em seu benefício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a primeira companhia consegue chegar a Chicago, acontecem 2 coisas importantes: há um pagamento de dividendos especial só para essa companhia e entra em jogo a Wabash Cannonball, que começa em Fort Wayne. Esta nova companhia funciona de forma exactamente igual a todas as outras (podem ser vendidas acções, pode ser expandida, etc) e os seus efeitos no jogo dependem muito da situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo acaba após terem sido pagos os dividendos, se 3 companhias já não tiverem acções para venda e/ou cubos para construir camino de ferro. Há mais algumas condições de fim de jogo, mas as que acontecem mais habitualmente são estas. Ganha quem tiver mais dinheiro na mão (o portfolio accionista não serve para nada, no fim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais algumas coisitas, mas o jogo é mais ou menos isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A minha opinião&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Wabash Cannonball é um jogo dissimulado. À primeira vista, é simples e inofensivo, mas não é. Parece que tudo se resume a comprar acções de uma companhia e depois tentar expandi-la até Chicago, para receber o tal dividendo extra. Mas rapidamente se percebe que as coisas não são assim tão simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mecanismo de acções é muito engenhoso e previligia, de uma forma simples e limpa, as alianças temporárias entre os jogadores. Passo a explicar o teor desta afirmação com um pequeno exemplo explicativo a que chamarei "Pequeno Exemplo Explicativo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pequeno Exemplo Explicativo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginemos que estamos a jogar com 4 jogadores. Se eu tiver 2 acções da companhia "A" e estiver a tentar que ela chegue a Chicago, vou poder expandi-la uma vez a cada 4 acções que são executadas no jogo, já que cada jogador na sua jogada executa uma acção. Mas se eu tiver uma acção da companhia "A" e outro jogador tiver outra acção, isto significa que vamos poder expandir a mesma companhia 2 vezes, em cada 4 acções, ou seja, ao dobro da velocidade da primeira situação. E se fizermos isso de uma forma concertada, há uma probabiilidade muito maior da companhia ser a primeira a chegar a Chicago e receber aquele dividendo extra gostosão. A desvantagem desta situação é que vou dividir os lucros com o outro gajo que também tem acções da minha companhia embora, verdade seja dita, ele também esteja a trabalhar para o nosso bem comum. A vantagem é que os outros jogadores ficarão a chuchar no dedo e a olhar para nós, cheios de inveja do nosso sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esta colaboração entre 2 accionistas igualitários de uma companhia assenta num equilíbrio muito frágil e só funciona quando há igualdade entre os intervenientes. Assim que deixa de haver igualdade - porque, por exemplo, um dos invejosos de que eu falava escolheu "capitalização" para tentar mandar as gânfias ao nosso lucro, e o outro gajos adquiriu mais uma acção da nossa companhia "A" - o outro accionista deixa de ter interesse em colaborar na sociedade. Porquê? Porque já não terei interesse em estar a desperdiçar as minhas acções numa companhia que vai dar mais lucro a outro gajo do que a mim... ele que gaste as acções dele! Em certos casos - leia-se "muitas vezes" - um accionista minoritário até tem interesse em lixar deliberadamente a companhia em causa, para impedir o maioritário de ter um lucro significativamente superior ao seu e, assim, vencer o jogo. Isto é particularmente verdade, quando está em causa a chegada a Chicago, com o seu respectivo dividendo extra e/ou quando há um diferencial grande em número de acções entre o accionista maioritário e o(s) minoritário(s). Como é que se lixa deliberadamente uma companhia? Expandindo-a para sítios idiotas, de forma a esgotar o seu stock de cubos, e/ou a gastar o seu dinheiro. Nos nossos últimos 4 ou 5 jogos, nenhuma companhia conseguiu chegar sequer perto de Chicago e muitas optaram por fazer expansões parvas para o meio das montanhas (que é onde é caro), o que é bem representativo do que eu estou a dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sprinters e maratonistas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para adicionar à complexidade, as companhias não são todas iguais. E não são iguais porque não têm todas o mesmo número de acções disponíveis para serem vendidas, nem o mesmo número de cubos para construir linha. Há vantagens e desvantagens em investir numa companhia com poucas acções. Por um lado, quanto menos acções uma companhia tiver disponível para vender, maiores são os dividendos que potencialmente vai pagar (lembrem-se que os dividendos dependem da cotação da companhia e do número de acções vendidas). Por outro lado, se uma companhia tiver poucas acções disponíveis para vender, pode ter problemas de dinheiro (vender acções é a única forma que uma companhia tem de ganhar quantidades significativas de dinheiro) e, por isso, ficar estagnada, sem se conseguir expandir. Eu costumo dividir as companhias entre as sprinters e as maratonistas e a melhor maneira de utilizar cada tipo é diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conclusão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto para dizer aquilo que já deve ser óbvio: eu estou perdidamente apaixonado pela minha personalidade electrizante... e, para além disso, gosto muito deste Wabash Cannonball! Cada jogo é um desafio difícil e interessante, em que cada jogador tenta colocar-se numa posição em que os outros tenham de o ajudar, para se ajudarem a si próprios. E isto não é nada fácil de fazer. O jogo é de informação perfeita (o dinheiro de cada um tem de estar visível), não tem nenhum tipo de factor aleatório, mas é de tal forma complexo e compacto que cada jogo é muito diferente de todos os anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é um jogo fácil de perceber, embora as regras sejam muito simples. Nas primeiras vezes que se joga, em que todos os jogadores são inexperientes, é muito fácil cometer erros numa fase inicial, que depois são irrecuperáveis. Também é normal um jogador inexperiente "dar" a vitória a outro jogador ao cometer um erro, sem perceber muito bem que o está a fazer. Felizmente o jogo é rápido (um jogo demora entre trinta minutos e uma hora, quando já toda a gente sabe o que anda a fazer) e. por isso, as consequências desses erros não são muito penosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando se está a jogar com uma mesa de jogadores que sabem o que estão a fazer, este é um jogo rápido, complexo e interessante, que dá imenso prazer jogar. Recomendo vivamente!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-7136481526355442531?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/7136481526355442531/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=7136481526355442531' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/7136481526355442531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/7136481526355442531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/11/wabash-cannonball-o-lobo-em-pele-de.html' title='Wabash Cannonball: o lobo em pele de cordeiro'/><author><name>zorg</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730246793479077143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-3461723334896061806</id><published>2008-10-22T15:01:00.006+02:00</published><updated>2008-10-22T16:18:09.561+02:00</updated><title type='text'>Memoir 44: Soldadinhos de plástico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Muita coisa tem vindo a mudar na minha vida de jogador nos últimos meses. Se é verdade que, durante muito tempo, qualquer jogo de tabuleiro me fascinava e me distraía durante várias horas, independentemente da sua temática, mecânica ou mesmo aparato visual, agora, depois de ter começado a jogar jogos com uma vincada ambiência militar, a minha definição de entretenimento deu um rodopio de 180º e tudo o que não possua tiros, sangue e mortes pode tornar-se bastante aborrecido e é bem natural que daqui para a frente me torne um tipo insuportável quando chamado a jogar um Euro.&lt;br /&gt;A minha primeira experiência no domínio dos Wargames foi através deste Memoir 44. Esta afirmação pode inclusive estar neste momento a despertar os mais variados comentários de desprezo por parte dos Wargamers, mas a verdade é que, digam eles o que disserem, Memoir 44 é uma óptima porta de entrada para este fabuloso mundo dos jogos de guerra.&lt;br /&gt;Richard Borg conseguiu, através dum sistema imaginativo e bem oleado, reduzir a duração de reprodução duma batalha, normalmente 77 horas, para apenas trinta minutos. Além deste feito, que não é tão pequeno como isso, Richard Borg simplificou as regras de tal forma que um jogador conseguirá calmamente, e em apenas meia hora, ler o livro de instruções na cama antes de adormecer e ainda ficará com tempo suficiente para chatear a parceira para uma fogosa aventura sexual. Aviso já os leitores audazes que a fogosa aventura sexual durará bastante menos que a leitura.&lt;br /&gt;Esta notável filosofia da simplificação criou um novo paradigma na abordagem a este tipo de jogos. Agora sabemos todos que, qualquer pessoa, poderá fazer uma batalha com um amigo sem chatear a esposa que normalmente, noutras condições, ficaria privada do seu macho pelo menos durante uma semana. Esta inovação, bastante sensata diga-se, trouxe com ela muitos novos jogadores e, claro, muitas vendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SP8moHblNUI/AAAAAAAAAYU/jmXYoipf5RM/s1600-h/kelley.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259965360423384386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SP8moHblNUI/AAAAAAAAAYU/jmXYoipf5RM/s320/kelley.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Memoir 44 foi feito de encomenda para as comemorações do 60º Aniversário do Dia D e da libertação da França. Por isso não é de estranhar que os primeiros cenários dos muitos disponíveis sejam precisamente do afamado desembarque na Normandia e das consequentes batalhas em terras Francesas.&lt;br /&gt;A ideia do jogo é bastante simples. Dum lado estão os Alemães e do outro os aliados. Tradicionalmente, salvo algumas excepções, no primeiro contacto com o jogo, cada um dos adversários terá a oportunidade de movimentar dois tipos de unidades, os soldados e os tanques. Os tanques são mais rápidos que os soldados e têm um poder de fogo de meter medo. Por outro lado, de nada valem em certas localizações, como florestas, cidades ou cercas de florestação onde perdem poder de fogo. As unidades de infantaria, por outro lado, têm mais facilidade em se esconderem e aproveitarem os terrenos que constituem cada cenário para beneficiarem de alguma vantagem face à oposição das unidades inimigas. Cada unidade de infantaria pode lançar em batalha 1, 2 ou 3 dados consoante a distância a que está do alvo. Por outro lado os tanques “disparam” sempre 3 dados, mas este número pode ser reduzido quando o disparo tem como objectivo unidades estacionadas em cidades ou florestas cuja visibilidade é menor. Aproveitar as características dos terrenos e os pontos vitais do mapa são os factores determinantes para vencer uma batalha.&lt;br /&gt;Existem mais algumas coisas que vão aparecendo com o desenrolar das campanhas, como fortes, arame farpado, pontes, artilharia e unidades especiais que tornam cada cenário uma experiência única com características distintas e singulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda esta roda militar que este escriba vos escreve é movimentada por cartas. Cada general ou jogador tem várias cartas na mão e essas cartas servem para darem ordens às unidades que estão no terreno. Por exemplo, o jogador tem uma carta que lhe permite movimentar todas as unidades no lado esquerdo. Desta forma o jogador na sua jogada movimenta só as unidades do lado esquerdo do mapa. Em contrapartida, todas as outras unidades ficam paradas. Existem cartas de vários tipos, que permitem movimentar apenas uma unidade, recuperar unidades que sofreram baixas em rondas anteriores, construir trincheiras, duplicar o poder de fogo, pedir um ataque aéreo e muito mais. A ideia subjacente a tudo isto é que o jogador não pode movimentar as suas peças conforme a sua vontade. São as cartas que ditam o que fazer. Ao jogador caberá a tarefa de, mediante as opções que tem em mãos, seguir aquela que melhor lhe serve no rumo da batalha. Poderá haver alturas em que o pobre do general não terá nada de jeito que possa fazer. Muitas vezes acontece o jogador ter várias unidades do lado direito da batalha e não ter cartas que permitam movimentá-las. Nestas ocasiões o melhor é fazer o que se pode com o que se tem ao centro e à esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SP8moM7lI5I/AAAAAAAAAYc/Cpq5eMBiszg/s1600-h/pic170864_md.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259965361899774866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SP8moM7lI5I/AAAAAAAAAYc/Cpq5eMBiszg/s320/pic170864_md.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como já referi, uma batalha nunca demora muito tempo a ser resolvida. Tudo isto se desenrola rapidamente. Todavia, julgo que um cenário desvenda-se totalmente aos jogadores nas primeiras 3 tentativas e, a partir daí, pode-se tornar bastante previsível e os generais perderem a motivação para o repetirem. A boa notícia é que existem, pela última contagem, 7026 cenários espalhados pela net e alguns deles podem ser mesmo sacados da página oficial do jogo. Muitos foram desenhados pelo próprio autor. Se mesmo assim o jogador achar que é pouco, então porque não fazer os próprios cenários e partilhar essa veia com o mundo? Memoir 44 é um jogo que nunca se torna repetitivo e existem sempre desafios diferentes, com regras diferentes e pormenores variados. Se juntarmos isso ao facto de haver 5 expansões com muitas novidades dentro delas (existe mesmo a possibilidade de trazer aviões para o mapa), a experiência Memoir 44 parece não ter fim. Como se tudo isto fosse coisa pouca, existe sempre a possibilidade de se juntarem 2 mapas e jogar-se em Overlord, que transforma uma simples batalha num épico para mais do que os tradicionais dois jogadores com o dobro das unidades e das opções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SP8mnuO_hvI/AAAAAAAAAYE/zq_Su4RN4FU/s1600-h/pic170710_md.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259965353659696882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SP8mnuO_hvI/AAAAAAAAAYE/zq_Su4RN4FU/s320/pic170710_md.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Memoir 44 é um jogo catita, servido com dezenas e dezenas de figuras de plástico que tornam tudo agradável à vista e que transformam os combates numa diversão. Não é um jogo de guerra como nós os imaginamos, difíceis, cheios de particularidades e que dão trabalho a aprender e jogar. Mas isso é, contudo, o seu maior trunfo. É um jogo directo e simples que elimina tudo o que pode ser supérfluo e apenas se centra nas manobras de cada lado da contenda. Não espere decisões muito difíceis mas também não espere grandes facilidades. Vai sentir dúvidas e vai ter afrontamentos quando lhe faltarem as cartas para o movimento que lhe dava jeito. O melhor é usar a imaginação. Tudo limpinho, sem sangue e sem lama. Na verdade faz-nos lembrar a altura em que, quando éramos mais novos, comprávamos soldadinhos de plásticos e que depois, quando so tínhamos na mão não sabíamos o que fazer com eles. Quanto muito, lançávamos berlindes para ver quantos é que tombavam. Pois bem, Memoir 44 é o jogo para essas figurinhas de plástico mostrarem o que valem.&lt;br /&gt;Além disso, pode até servir, para os pais mais interessados, como introdução à segunda guerra mundial aos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SP8mn3qS4lI/AAAAAAAAAYM/G3_7C36BZDs/s1600-h/pic298819_md.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259965356190130770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SP8mn3qS4lI/AAAAAAAAAYM/G3_7C36BZDs/s320/pic298819_md.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-3461723334896061806?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/3461723334896061806/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=3461723334896061806' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/3461723334896061806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/3461723334896061806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/10/memoir-44-soldadinhos-de-plstico.html' title='Memoir 44: Soldadinhos de plástico'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SP8moHblNUI/AAAAAAAAAYU/jmXYoipf5RM/s72-c/kelley.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-9081583470910816826</id><published>2008-09-24T18:11:00.004+02:00</published><updated>2008-09-24T18:31:12.058+02:00</updated><title type='text'>Session report: Imperial</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;ho do vos ser sincero. Cada vez me custa mais escrever para aqui. Não é que não goste de o fazer, mas a preguiça para o feito é tanta que na maior parte das vezes acabo por desistir. São 3 anos nisto, meus amigos, 3 anos! Ando cansado, velho e parece que estou sempre a escrever o mesmo post.&lt;br /&gt;Mas apesar de tudo, depois de ter jogado a semana passada a Imperial de Mac Gerdts, fiquei com um bichinho de fazer uma Session Report gloriosa, daquelas a contar como correram as mudanças de países, as guerras, o sangue, o dinheiro e os interesses políticos por detrás de cada jogador. Mas se a intenção era boa, pior foi a sua concretização. Nada! Passei o fim-de-semana a ver bola, golf e a beber margueritas (que entretanto aprendi a fazer). Nem o computador liguei e a determinada altura já estava com os copos e o momento ideal para a escrita passou.&lt;br /&gt;Por isso deixei de lado a aventura de escrever uma session gloriosa e vou apenas descrever as minhas ilações sobre a jogatana. Assim, a seco, sem rodopios narrativos nem nada. Esta é a session report mais aborrecida que você, leitor, pode encontrar nos blogs da especialidade, mas por outro lado pode até ser bastante interessante discutir. A ideia é conhecer as experiências dos caros leitores sobre este jogo e como é que as partidas fluem no vosso grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filipão: O Filipão foi sem dúvida o jogador da noite. Numa estreia absolutamente sensacional, conseguiu trazer muita frescura à experiência. Sem saber muito bem o que fazer e de maneira a esconder-se do jogo, nunca assumiu nenhuma potência. Ora, esta opção acabou por ser bastante proveitosa para ele. Com ela, acabou por poder comprar acções de todos os países e como não tinha o controlo de nada, acabava por adquirir as acções sempre que a carta de investor passava de mãos. Por outro lado, como tinha acções de praticamente todos os países acabou por estar sempre a receber dinheiro cada vez que alguma potência caía no investor. Por esse facto os seus ganhos, apesar de serem poucos de cada vez, eram constantes. Acabou por ser uma estratégia bastante funcional que me fez pensar no jogo e equacionar toda a minha forma de jogar. Filipão não se aguentou até ao fim. Ironicamente, a determinada altura, acabou por decidir, num acto de coragem, comprar o poder na Áustria. A partir dessa altura não pôde mais comprar acções com a passagem do investor, porque não beneficiava da regra que permite a um jogador sem controlo em nenhuma potência poder comprar uma acção. Filipão apostou na Áustria, perdeu a aposta e acabou por perder o primeiro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo: Eu fiz o que costumo fazer nos jogos todos de Imperial. Compro a Áustria e a Rússia e faço um pacto de não agressão e consigo que as potências em questão dividam os países da Europa do Leste. Isso é o suficiente para lutar pelos primeiros lugares e também para que tanto a Áustria como a Rússia sejam bons investimentos. Mas desta vez a coisa não correu muito bem. Quer dizer, ao princípio as potências em questão até se destacaram (mais a Rússia) mas não deram o salto. Descobri, que apesar da vantagem inicial duma ligação Áustria/Rússia chega-se a um ponto em que estas se anulam e acabam por não conseguir evoluir. Penso que vai ser a última vez que faço um jogo baseado no controle Austra/Rússia. Bem me avisou o Zorg para esse facto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zorg: Investiu mais na Itália e Inglaterra, com algumas investidas na França e Rússia. Acho que nunca assumiu o risco e ficou sempre na expectativa. A expectativa compreende-se porque foi um jogo em que as potências andaram sempre juntas pela track de pontuação. Era de facto muito difícil prever qual seria a vencedora para se gastar dinheiro nas suas acções. A oportunidade só chegou no fim, mas já era muito tarde e os outros jogadores anteciparam a vitória da Alemanha e já tinham comprado acções desta, obtendo vantagem sobre ele. No entanto fiquei impressionado como ele trabalhou a Inglaterra e ganhou dinheiro com ela. De facto com um investimento fraquinho conseguiu retirar imenso das terras de sua majestade. Inglaterra deve funcionar bem como apoio marítimo á França ou mesmo Alemanha. Acho difícil conseguir ser a potência mais valiosa num jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spirale: Em termos de grandes líderes, Spirale sabe o que faz. Com uma astúcia sem memória, Spirale assumiu a si a Alemanha e construiu uma potência com “P” grande. A Alemanha ganhou o jogo e foi Spirale que lhe edificou o poder. Apesar de tudo, Spirale não ganhou. Foi o jogador que mais se esforçou por levar uma potência a bom Porto, mas não conseguiu a vitória. Bateu em tudo e todos mas aprendeu que ser um bom líder em Imperial não serve de nada. No entanto Spirale vai fazer referência durante vários meses a esta sessão e principalmente à Alemanha que conseguiu construir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo: Começou o jogo como o Filipão. Passou o início escondido do grande palco, sem assumir nenhuma potência. A determinada altura do jogo pegou na França e na Itália. Percebeu-se que a França tinha grandes hipóteses de ganhar o jogo quando ele lho pôs as mãos. A determinada altura havia dúvidas se seria melhor comprar acções da França ou Alemanha. Mas, ao contrário de Spirale, Ricardo nunca teve uma mão de ferro e nunca conseguiu assumir-se como um líder nato. A França, acabou por não evoluir na classificação e acabou se afundar. Mas Imperial tinha uma surpresa reservada para os jogadores. Deu a vitória a Ricardo. Apesar de ser um mau líder, acabou por ganhar. Beneficiou de comprar a última acção dum país, numa altura em que se sabia que a Alemanha ia ganhar. Comprou uma acção alta deste país e ganhou. Isto levantou-me uma questão pertinente. Saber se o último jogador a comprar uma acção ganhava sempre. Isto porque nas minhas 3 últimas partidas foi isso que aconteceu. Mas outros jogadores juraram-me que nunca tinham reparado nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sessão foi muito boa. O Jogo terminou às duas da manhã e havia tanto para falar na altura que, devido ao adiantar da hora e à obrigação de acordar cedo na manhã seguinte, vimo-nos forçados a despedirmo-nos. Mas essencialmente esta secção fez-me ver Imperial com outros olhos e perceber alguma coisa dele. Para já que tem sorte. Parece-me, de alguma forma, que quando o jogo se começa a definir, os jogadores que vão ter a possibilidade de investir têm vantagem.&lt;br /&gt;Por outro lado, de nada valem as teorias que se possam ter sobre o jogo. Tudo pode falhar na hora de fazer as contas. E isso é fantástico, ou não fosse ele um SpielPortugal. Por outro lado também é um jogo que se transforma consoante as dinâmicas dos grupos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SNprKEMsDUI/AAAAAAAAAQ0/2AyheTGGTWI/s1600-h/P1050790.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249626136323558722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SNprKEMsDUI/AAAAAAAAAQ0/2AyheTGGTWI/s320/P1050790.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-9081583470910816826?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/9081583470910816826/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=9081583470910816826' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/9081583470910816826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/9081583470910816826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/09/session-report-imperial.html' title='Session report: Imperial'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SNprKEMsDUI/AAAAAAAAAQ0/2AyheTGGTWI/s72-c/P1050790.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-7798973842650734335</id><published>2008-09-05T14:59:00.005+02:00</published><updated>2008-09-08T14:27:42.163+02:00</updated><title type='text'>Reportagem: Guia de compras para jogadores com poucos amigos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um dos grandes momentos da vida dum homem casado é a descoberta do BoardGameGeek por mero acaso e a consequente navegação obsessiva pelos seus menus. O BoardGameGeek torna-se instantaneamente numa amante e o caro leitor não descansa enquanto não lhe percorrer as páginas todas e vislumbrar, sequioso, todas as suas potencialidades. Vai ter orgasmos, vai sonhar com o seu futuro e vai deixar de ter sexo com a sua parceira.&lt;br /&gt;Todo este comportamento é tido, como é lógico, fora do conhecimento da esposa e não vão ser raras as alturas em que terá de fechar rapidamente a janela do browser ao sentir a aproximação da cônjuge. É natural. Aconselho apenas e ser cuidadoso e inteligente e fazer o que costuma fazer com a habitual consulta de pornografia - retirar todas as provas que o possam comprometer do histórico. Mas, não aguentando a pressão constante, a determinada altura toma uma posição que vai ser uma das mais marcantes da sua vida: Aceitar o que a vida lhe reservou e tornar-se abertamente um jogador de jogos de tabuleiro.&lt;br /&gt;Já com mais liberdade e sem peso na consciência, é altura do caro leitor passar o seu tempo livre a consultar as críticas, imprimir as regras para as ler na cama antes de adormecer e fazer planos para comprar um jogo. A escolha vai ser difícil de tomar, porque o pretendente a jogador não quer um mero jogo mas antes o jogo que lhe vai alterar os hábitos e por isso passará muitas semanas numa demanda pelo santo graal.&lt;br /&gt;Como acontece com quase todos, a encomenda é feita e a sua chegada provocará um grande contentamento ao destinatário. Vai ver os materiais, vai colocar a caixa na estante à vista de todos até que vai chegar a uma triste conclusão mais cedo ou mais tarde: Não tem ninguém com quem jogar.&lt;br /&gt;A tomada de consciência de tão triste realidade provocará uma dor no coração e na alma, logo sentirá a necessidade humana de equacionar todo o seu futuro enquanto bebe uma garrafa de Whisky. Afim de se salvar a si e à sua família e num acto de desespero a que nunca pensou chegar, vai pedir à sua mulher para jogar consigo. Se a esposa for honrada e de confiança, como todos esperamos, vai recusar várias vezes até que por fim, já magoada de o ver sofrer pelos cantos da casa, aceita o desafio.&lt;br /&gt;Claro que o jogo que o leitor escolheu não é um jogo que funcione bem a 2 jogadores e em vez de sentir alívio, irá mergulhar numa espiral de ânsia e desespero que o pode levar ao choro.&lt;br /&gt;Face a estas contingências da vida moderna, que tanto a Oprah como a Fátima Lopes escondem do grande público, resta a este blog fazer a justiça que o assunto merece, escrever algumas linhas sobre bons jogos para 2 jogadores.&lt;br /&gt;Aqui vão algumas sugestões, algumas delas poderá encontrar críticas mais aprofundadas pelo blog. Se eu fosse um tipo organizado e com brio da tarefa colocaria links para as críticas, mas não sou. Tenho outras virtudes para compensar, não sei é muito bem quais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SMUaGJDgaPI/AAAAAAAAAQk/7EUGgZmhg8U/s1600-h/casaorio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243626033954973938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SMUaGJDgaPI/AAAAAAAAAQk/7EUGgZmhg8U/s320/casaorio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Exploradores (Lost Cities)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;de Reiner Knizia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Este é sem dúvida um dos jogos mais apetecíveis para um serão em família. Tornou-se num clássico e raramente alguém põem em causa os seus merecidos méritos. É um jogo de cartas e por isso facilmente aceite pelos novatos nestas coisas. Assume também uma experiência muito próxima dos conhecidos jogos de paciência que normalmente se jogam para ajudar a passar o tédio da hora do almoço. O solitário, instalado com o seu Windows é talvez o mais conhecido e o mais jogado. O que Exploradores traz à baila é a oportunidade de fazer uma vulgar paciência de cartas ao mesmo tempo que compete com um adversário. Ora isto traz propositadamente alguns problemas, ou seja, na sua tentativa por conseguir maximizar o seu jogo vai, como todos os jogos solitários, descartar cartas, mas ao invés das cartas descartadas ficarem despejadas quietinhas num monte, podem ser aproveitadas pelo adversário para que este consiga ser mais eficaz que você. Por isso o jogador não tem só de se preocupar em colocar as cartas por ordem numérica, tem também de se preocupar que o adversário não o consiga fazer e não aproveite os seus restos.&lt;br /&gt;Jogo de 20 minutos que fica bem em qualquer casa e além disso tem edição em português e vende-se em qualquer canto. As mulheres costumam gostar e quando ganham desperta-lhes, sabe-se lá como, uma predisposição real para o sexo.&lt;br /&gt;Para bom entendedor, meia palavra basta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: ****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Batlle Line&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de Reiner Knizia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Jogo de cartas mais ou menos com os mesmos contornos que Exploradores. Apesar de se jogar duma forma diferente, o grau de envolvimento é semelhante. Aqui o que se quer é que o jogador jogue um estilo de Poker com o adversário. Para ser bem sucedido terá de fazer contas ás cartas que saíram e as que ainda andam em jogo.&lt;br /&gt;Tal como em exploradores as mulheres costumam gostar e quando ganham, bem já sabem o que acontece!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carcassonne: The castle&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de Reiner Knizia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Se os puzzles se transformassem em jogos para dois jogadores com pontuação e tudo é natural que não fossem muito diferentes deste Carcassonne: The Castle. Num misto de Dominó e Puzzle, este desafio de Reiner Knizia pede ao jogador que construa dentro das muralhas dum castelo edifícios, torres, estradas, fontes e campos de pasto. As peças encaixam umas nas outras e os edifícios vão-se formando. Quanto maiores forem as construções mais pontos terá o seu construtor. É um jogo levezinho, com alguns rasgos imaginativos especialmente porque existem bónus na pontuação para o jogador mais rápido a chegar a determinado score. A luta pelos bónus é feroz e o interesse do jogo reside precisamente aí.&lt;br /&gt;Aconselho a todos que queiram passar meia hora a descontrair da vida antes da pizza chegar. Quem perde, paga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Street Soccer&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de Corné van Moorsel&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Bem, aqui está um jogo que tem feito as delícias aqui do vosso escriba. É tão fácil que até chateia, Street Soccer assume-se como um objecto muito curioso. O tema é universal e apesar de ter um dado e a sorte estar envolvida em quantidades próximas do industrial, não deixa de ser muito engraçado. À medida que se joga percebe-se, com alguma felicidade, que afinal o azar pode ser diminuído mediante uma boa gestão da posição dos jogadores no terreno. Quando se começa a ter a consciência que são sempre os mesmos a ganhar, o vício envolve os jogadores e simplesmente não se consegue parar de jogar. Por outro lado existem grupos de jogo espalhados pela internet e campeonatos que têm jogadores de todos os países do mundo. Ao contrário dos jogos olímpicos, os chineses são relativamente fáceis de derrotar e é natural que se sinta bem consigo mesmo por disputar uma final. Uma vez cheguei a uma meia-final e estive uma semana sem dormir!&lt;br /&gt;Mas eu tenho tendência para o exagero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação ****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Catan: the Card Game&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;de Klaus Teuber&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Visto como um dos milhares de subprodutos Catan, nunca foi levado a sério e são raros os novos jogadores que olham para ele com curiosidade, preferindo namorar o jogo de tabuleiro. O namoro é bem visto mas tem o problema de ser um jogo para 4, enquanto o baralho de cartas foi pensado para jogar a 2. Acredite-se ou não Catan: The Cardgame é um jogo muito maneirinho com uma mecânica de jogo bastante interessante e bem pensada e faz lembrar mesmo o jogo de tabuleiro. Tem o problema de não ser muito bonito a nível visual uma vez que precisa de alguma mesa para colocar as cartas que vão saindo, mas dá bem para os gastos e se a sua única opção são jogos para dois, não tenha medo, não vai ficar desiludido. Seja como for, deve resultar melhor com novatos que com jogadores mais experientes. As cartas têm instruções em Inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: **&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Samurai&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de Reiner Knizia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Pode parecer um bocado esquisito tantas referencias a este designer alemão. Mas não há como fugir, o homem teve o seu tempo áureo e as suas criações são ainda referências incontornáveis no mundo dos jogos de tabuleiro.&lt;br /&gt;Samurai é um jogo que lembra muito aqueles passatempos matemáticos de jornal, como o Soduku. A ideia é um bocado essa. Colocar tiles de números à volta dos objectivos, ganhando o jogador que possuir as tiles com números mais altos. O problema é que existem muitos objectivos no tabuleiro e o jogador terá de dividir a sua influência numérica por eles. É um jogo que funciona a dois como a três e a 4 jogadores.&lt;br /&gt;Se é do tipo de casal que gosta de jogar Sodoku e essas páginas de jornal são as mais concorridas, pode adquirir o jogo à confiança que vai ficar muito satisfeito. Além disso Samurai introduz uma pitada de sorte que apimenta as coisas e tem um sistema de pontuação bem esgalhado que ajuda a baralhar a lógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tigris &amp;amp; Euphrates&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de Reiner Knizia&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Aqui já se começa a entrar num mundo bem mais misterioso e negro. Tigris e Euphrates é um jogo para 2 a 4 jogadores, mas funciona muito bem a 2. Aqui o que se pretende é que o jogador pense um bocado. Um bocado é pouco. Pense bastante. O tipo de raciocínio pretendido assemelha-se muito ao tipo de raciocínio que se tem nos jogos matemáticos, como o Xadrez ou o Go. Por isso é natural que não seja um título do agrado de toda a gente. Mas as peças coloridas e as nuances desta obra de Reiner Knizia aligeiram muito a frieza dos tabuleiros dos jogos ancestrais.&lt;br /&gt;As regras não são muito intuitivas e dão algum trabalho a digerir, uma vez que só se percebe a função das coisas quando se joga e aparentemente nada faz sentido nas primeiras rondas de jogo. Depois o arco-íris aparece e tudo fica claro e saboroso. Se quer ter uma experiência matemática, não ponha de lado esta possibilidade. Além disso pode ter a felicidade de convidar até 3 jogadores para jogar consigo sem que se perca o encanto do desafio.&lt;br /&gt;Um clássico imortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: *****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hive&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;de John Yianni&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;Já que se fala em Xadrez, nada melhor que referir este Hive, que é talvez o jogo que se pode encontrar neste universo que mais parecenças tem com a invenção persa. As peças andam em cima da mesa em movimentos estranhos, não fossem elas representações de insectos, e as opções são muito abrangentes. Claro que não tem o nível de complexidade do desporto do Karpov o que, ironicamente, acaba por ser uma vantagem competitiva. As peças são poucas, demora 15 minutos cada partida e tem a particularidade de se tornar um vício difícil de resistir. É talvez o jogo que conseguiu angariar mais jogadores para este universo dentro do meu grupo de amigos. Joga-se na praia, nas piscina, na cama, na mesa, no carro, no campo, no elevador e onde houver 50 cm quadrados.&lt;br /&gt;Recomendo vivamente a todos os jogadores de xadrez e a todos os que tentaram mas nunca conseguiram perceber onde se põe o raio da rainha e do rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação ****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Agrícola&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de Uwe Rosenberg&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Pode parecer parvo, mas a verdade que a grande sensação do momento deste hobby é um jogo cujo tabuleiro é moldável ao número de jogadores que se sentarem à mesa. De 1 (sim, leu bem) a 5. Nunca joguei a 2, mas pelas experiências que tive até hoje tanto a 3 como 4, a coisa resultou muito bem e a sensação de se estar perante um dos melhores jogos de sempre é evidente e sente-se a cada segundo. Nada me faz duvidar que a experiência a 2 seja tão boa como em outras configurações. Além disso se por acaso convidar um amigo ou um casal a jantar consigo, e lhe quiser dar a conhecer os jogos de tabuleiro, tem sempre uma opção válida neste agrícola. Tenha só atenção que as cartas têm instruções em Inglês, que pode ser uma informação importante a ter em conta na hora de decidir.&lt;br /&gt;Ah é verdade, o jogo para um jogador não é lá muito interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: *****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Memoir 44&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de Richard Borg&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Se tiver um amigo macho que se costuma pendurar na sua SportTV em dias de clássico e que por acaso esteve na tropa e conta histórias mirabolantes da semana de campo, nada melhor que o convidar para mostrar a sua coragem e raça no campo de guerra. Memoir 44 tenta recriar os cenários da segunda guerra mundial opondo os dois lados do conflito. Tem muitas figurinhas e cada uma delas tem especificidades próprias, tanto a nível de poder de fogo como alcance e movimento. As batalhas resolvem-se em meia hora e Memoir 44 acaba por ser uma abordagem bem feliz aos jogos de guerra, apesar da sua simplicidade. Experimente desembarcar na Normandia e perceba a dificuldade da operação. As regras são fáceis de perceber e o livro de instruções tem vários exemplos&lt;br /&gt;As cartas têm instruções em inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The Battle of hill 218&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de Darwin Kastle&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;São poucos os jogadores mais veterenos que conhecem este jogo. Só o coloquei neste post para me armar ao pingarelho e dar um tom exótico à coisa. The Battle of Hill 218 é um jogo de cartas muito simples e que tem um ambiente de guerra. Vários tipos de unidades com formas diferentes de entrar em jogo e de alcance. É muito simples e faz lembrar aquele jogo que se jogava antigamente num baralho tradicional que se chamava, salvo o erro, guerra. As cartas vão se anulando umas ás outras até que um jogador fique sem possibilidades de jogar. Cada partida demora 15 minutos e há quem diga que é o jogo de cartas ideal para os wargamers. Foi uma bela surpresa e além disso custa 5 euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: *** &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SMEuZSPaVmI/AAAAAAAAAQc/pRGaNCL8JB4/s1600-h/husband_med.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242522453164054114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SMEuZSPaVmI/AAAAAAAAAQc/pRGaNCL8JB4/s320/husband_med.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-7798973842650734335?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/7798973842650734335/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=7798973842650734335' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/7798973842650734335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/7798973842650734335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/09/reportagem-guia-de-compras-para.html' title='Reportagem: Guia de compras para jogadores com poucos amigos'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SMUaGJDgaPI/AAAAAAAAAQk/7EUGgZmhg8U/s72-c/casaorio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-3921157666493436147</id><published>2008-07-30T03:16:00.006+02:00</published><updated>2008-07-30T11:21:54.016+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estupendo de ouro estupendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='review'/><title type='text'>Agricola: é difícil a vida no campo!</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Se passaste o último ano enclausurado num submarino reforçado com titânio, a 4500 metros de profundidade a explorar a vizinhança da fossa das Marianas, então provavelmente nunca ouviste falar do Agricola e esta review é para ti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, num episódio inexplicável de misticismo e espiritualidade, abandonaste tudo e te converteste a um obscuro culto oriental que te obriga a viver num buraco cavado no chão inóspito da estepe mongol, vendado e em meditação permanente, então provavelmente nunca ouviste falar do Agricola e esta review é para ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, quanto te falam em jogos de tabuleiro, a única coisa de que te lembras são os serões em família nas férias do natal a jogar monopólio e onde a avó passava a vida na cadeia, para gáudio geral, então provavelmente nunca ouviste falar do Agricola e esta review é para ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se achas que Ameritrash é o nome técnico que se dá aos discursos do George W., se não tens posição definida sobre o papel dos dados num jogo de tabuleiro porque pura e simplesmente nunca te ocorreu pensar nisso, ou se não sabes distinguir um abstracto puro de um gateway game de medium weight, então provavelmente nunca ouviste falar do Agricola e esta review é para ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer outra situação, sabes perfeitamente o que é o Agricola e, por isso, recomendo-te que vás para BGG ler as reviews dos jogos que estás a pensar mandar vir na próxima encomenda, ou então que vás reservar os bilhetes de avião para a viagem de Outubro para Essen, porque de certeza que esta review não te vai dar nenhuma informação nova.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_iTmB-99bKSk/SJAxyCIXDAI/AAAAAAAAAQE/KXQip49kWaQ/s1600-h/pic351549_md.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228733903012301826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_iTmB-99bKSk/SJAxyCIXDAI/AAAAAAAAAQE/KXQip49kWaQ/s320/pic351549_md.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O jogo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Agricola é a última criação de Uwe Rosenberg e o seu primeiro "gamer's game". Está a anos luz de tudo o que ele tinha feito até agora e ombreia, em termos de complexidade, com títulos como Caylus, Puerto Rico, etc. Os jogadores controlam uma família de agricultores do século XXVII, que tem à sua disposição um terreno virgem, com uma cabana de madeira. Ao longo de 14 rondas, os jogadores vão ter de lavrar e semear os campos, construir cercados para guardar animais, expandir e melhorar a cabana e, eventualmente, fazer filhos e pô-los a trabalhar na propriedade da família, que a vida de agricultor não é fácil. No final, ganha a "melhor" quinta, ou seja aquela que apresenta um desenvolvimento mais equilibrado nas várias áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os mecanismos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma ronda é um processo relativamente simples: cada jogador começa com 2 trabalhadores (o pai e a mãe) e, na sua vez, pode colocar um deles numa das acções disponíveis executando imediatamente a sua função. O processo repete-se enquanto houver jogadores com trabalhadores para colocar. Nada de novo aqui, pois já todos vimos isto numa série de outros jogos (Caylus, Pillars of the Earth, Tribune: primus inter pares, Stone Age, entre outros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto há aqui algumas nuances interessantes. Para começar há acções que vão acumulando recursos caso não sejam escolhidas, um pouco à semelhança do que acontece nos roles não escolhidos no Puerto Rico. Depois, o número de trabalhadores disponíveis para colocar não é fixo, já que quando os pais procriam o que acontece na prática é o jogador ficar com mais um trabalhador à disposição. Por último, é necessário alimentar os trabalhadores em rondas específicas do jogo - as alturas de colheita - e isso tem uma importância determinante no jogo. Posso dizer sem medo de mentir que a necessidade de arranjar comida para alimentar a família vai ser razão de muitos pesadelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra novidade muito importante são as cartas. No início do jogo cada jogador recebe 14 cartas divididas em 2 grupos, Ocupações e Pequenos Melhoramentos *. Estas cartas permitem obter vantagens importantes em variadíssimas áreas do jogo e podem ser colocadas em jogo, seleccionando a acção adequada. As ocupações representam a aquisição de conhecimento específico numa determinada área, que permite benefícios na execução de uma determinada actividade. Por exemplo, há uma ocupação que permite ganhar uma madeira extra, sempre que se recolhe madeira, ou outra que permite receber um estábulo de borla, sempre que se constrói um cercado para ter animais. As pequenas melhorias representam, tal como o nome indica, uma pequena melhoria que é construída na quinta e que também dá um benefício qualquer. Em termos práticos, as ocupações não custam recursos, mas exigem sempre uma acção dedicada para serem colocadas em jogo, enquanto as pequenas melhorias normalmente custam recursos e, às vezes têm pré-condições, mas podem ser colocadas como parte de outra acção qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez jogada, uma ocuipação ou uma pequena melhoria, esta fica em jogo até ao final e o jogador não recebe mais. Existem literalmente centenas destas cartas disponíveis, divididas em vários decks com flavours diferentes, e, em cada jogo, só são usadas 14 o que, em termos práticos, significa uma variabilidade de jogo para jogo praticamente infinita.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por último, outro aspecto que eu acho muito interessante é o sistema de pontuação. Há imensas categorias que podem pontuar, mas cada uma delas, salvo algumas excepções, pode contribuir no máximo com 4 pontos. Por outro lado, o falhanço total em qualquer uma das categorias, significa, na maior parte dos casos, pontos negativos! Assim, não ter cenouras significa 1 ponto a menos, enquanto ter 4 ou mais cenouras, significa 4 pontos. No final somam-se os resultados de todas as categorias. Isto obriga a um desenvolvimento equilibrado e proporciona algumas das tensões mais importantes do jogo, já que é muito difícil conciliar o crescimento nos vários sectores de uma forma eficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O feeling&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agricola é um jogo extremamente temático. As acções não estão abstraídas, como é normal neste tipo de jogos, e para se conseguir fazer qualquer coisa com relevância é preciso normalmente dar vários pequenos passos. Por exemplo, uma forma interessante de arranjar comida é cozinhar animais. Para cozinhar animais é preciso, antes de mais nada, construir um cercado com capacidade suficiente para os ter lá, que é uma das acções disponíveis. Mas, para se poder construir um cercado é preciso ter madeira! E para ter madeira, é preciso ir cortá-la, que é outra acção! Depois de se ter constuído o cercado, é necessário ter os animais para pôr lá dentro e obtê-los é outra acção. Mas para os poder cozinhar, é preciso ter uma lareira ou um forno e para os contruir sáo precisas mais 2 acções: uma para obter o barro e outra para construir efectivamente a lareira (ou o forno). Fazendo a contabilidade, são necessárias 5 acções, só para ter a possibilidade de cozinhar um animal! E fazer pão ainda é pior!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta granularidade das acções tem várias consequências positivas. Para já, obriga a que os jogadores passem o jogo a efectuar planos de curto/médio prazo, que lhes permitam ir obtendo os recursos necessários. Depois, as acções têm um valor altíssimo e qualquer uma que seja desperdiçada pode ter consequências muito graves. Se combinarmos isto com a existência simultânea de vários objectivos, às vezes nada conciliáveis entre si, é fácil perceber porque é que é normal ver homens adultos a chorar como meninas, quando jogam Agricola. Para além do mais, tudo isto é extremamente temático e bem integrado no jogo, o que torna toda a experiência muito intuitiva e ajuda muito a "digerir" a complexidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois temos as cartas, que providenciam a macro-estratégia. Quando pega nas 14 cartas, no início, um jogador experiente de Agricola toma imediatamente uma série de decisões que vão ter consequências ao longo de todo o jogo e vão definir as linhas gerais da estratégia. Depois é preciso encaixar as acções de que se vai dispondo nesse Grande Plano das Coisas... e isto, meus amigos, eu posso garantir que não é nada fácil! É que colocar cartas em jogo custa acções e as acções são muito escassas! Aquela acção que foi usada para pôr o Zé das Vacas só é útil se depois eu conseguir ter vacas, para rentabilizar o Zé. Senão, mais vale usá-la para outra coisa qualquer, como por exemplo ir buscar comida, para não ter de ir mendigar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Agricola também é um jogo bastante complexo. Há muitos recursos para gerir (comida, barro, madeira, pedra, colmo, milho e cenouras) e há muitas áreas que é preciso desenvolver. O sistema de pontuação obriga a que sejam "cumpridos os mínimos" em áreas muito distintas e a presença das cartas adiciona uma camada adicional que pode dar cabo da sanidade de um gajo! Mas o recurso mais difícil de gerir de todos são as acções! Não há ronda de Agricola em que eu não pense, com um ar sonhador e uma lágrima no canto do olho "ah, se eu tivesse só mais uma acçãozita, conseguia finalmente expandir a minha casa e dar à minha mulher o filho que ela sempre quis... e com outra, podia cozer o pão e escusávamos de estar aqui a mastigar milho cru".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_iTmB-99bKSk/SJAxyIdTfuI/AAAAAAAAAQM/zkw4c-Vbd_Q/s1600-h/pic353951_md.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228733904710762210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_iTmB-99bKSk/SJAxyIdTfuI/AAAAAAAAAQM/zkw4c-Vbd_Q/s320/pic353951_md.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A conclusão&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto se conjuga para fazer do Agricola um jogo excepcional! Há tensão a potes, há estratégia, há táctica, há variabilidade, há risos, há lágrimas, há depressões profundas, há mãos no ombro, solidárias e olhares desolados para o resultado final de 14 rondas de tormentos. Ouve-se muitas vezes, no final do jogo, "deixa lá que da próxima vez corre melhor".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas o que nunca falta é a vontade de tentar outra vez! &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Para mim é um grande jogo, que merece inteiramente toda a histeria que se tem gerado à sua volta! E é um sério candidato ao mais aguardado prémio do ano, o conceituadíssimo Estupendo de Ouro Estupendo 2007!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_iTmB-99bKSk/SJAxyExA7mI/AAAAAAAAAQU/C-t97uW4stY/s1600-h/pic250495_md.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228733903719689826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_iTmB-99bKSk/SJAxyExA7mI/AAAAAAAAAQU/C-t97uW4stY/s320/pic250495_md.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-3921157666493436147?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/3921157666493436147/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=3921157666493436147' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/3921157666493436147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/3921157666493436147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/07/agricola-difcil-vida-no-campo.html' title='Agricola: é difícil a vida no campo!'/><author><name>zorg</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730246793479077143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_iTmB-99bKSk/SJAxyCIXDAI/AAAAAAAAAQE/KXQip49kWaQ/s72-c/pic351549_md.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-494906482419110102</id><published>2008-07-11T21:57:00.007+02:00</published><updated>2008-07-12T16:54:55.384+02:00</updated><title type='text'>Estupendos de Oiro Estupendos: A previsão!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:arial;"&gt;Depois da entrega do conceituado e espampanante prémio do SpielPortugal e numa altura que se fala nos prémios Abreojogo que vão cair como um meteoro sobre a cabeça dos designers e jogadores, chegou a vez de começarmos a falar seriamente do Estupendo de Oiro Estupendo. O Estupendo de Oiro Estupendo é um prémio atribuído aqui neste blog e cujo critério depende apenas e exclusivamente da vontade e juízo do seu criador, o destemido e audaz Zorg. Do juízo, já se constou, não podemos esperar muito, mas agora da vontade, disso não se pode acusar o homem de a ter em falta.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:arial;"&gt;Como se lhe fossem poucos os méritos a apontar, Zorg nunca ganhou o aclamado geek of the week, de maneira que nada o pode credenciar mais para deliberar sobre o vencedor. Mais importante do que tudo isto, a atribuição deste galardão tem ainda a carga emocional de fazer Portugal, neste momento, o País Mundial com mais prémios atribuídos por numero de jogadores, facto que não se pode deixar de assinalar e também saudar com urras e vivas estridentes.&lt;br /&gt;Paralelamente a todas estas contingências que fazem as delícias dos internautas de todo o globo, assinala-se também que o prémio em questão nunca vai ser comunicado ao vencedor, ficando o mesmo na total ignorância quanto aos seus dotes, não se podendo exibir graciosamente aos seus pares nem tão pouco colocar um troféu catita no móvel da sala.&lt;br /&gt;Mediante isto, aqui fica a minha previsão em relação aos nomeados. Estes pequenos apontamentos que vão ler a seguir são baseados em pouca experiência, mas são de boa vontade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; line-height: 150%;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="" lang="EN-GB"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conquest of &lt;/span&gt;&lt;st1:place style="font-weight: bold;" st="on"&gt;Paradise&lt;/st1:place&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A GMT está em grande na mesa do Zorg. Sem se dar conta disso, de repente tornou-se “in” jogar aos jogos desta editora que aposta bastante na forte implementação do tema na experiência de jogo. Este é talvez o seu grande trunfo e, se é verdade que nos deliciamos com o magnífico Twilight Struggle e o nos regozijamos com meu jogo de eleição de todos os tempos Commands and Colors, Conquest of Paradise não consegue chegar a esse nível. É um bom jogo de facto, o tema insere-se muito bem nas mecânicas e conseguimos encarar os problemas que vão aparecendo como se fossemos chefes duma tribo com grandes pilas e carradas de crias espalhadas pelas ilhas da Polinésia. As primeiras tentativas podem-se tornar, contudo, bastante frustrantes uma vez que o jogo presta-se a que cada jogador adopte uma estratégia virada para o seu canto e não se interesse minimamente com aquilo que vai acontecendo nos mares. Uma vez que se desperte para as vantagens das guerras entre clãs e de como estas conseguem atrasar a estrutura económica dum jogador que leva vantagem, Conquest of Paradise ganha uma dimensão bem maior do que aquela que aparenta à primeira vista. Depois tem pormenores interessantes, nomeadamente as batalhas cujo resultado não é catastrófico para o derrotado o que possibilita vinganças memoráveis e um interesse redobrado para os turnos seguintes. Tem sido acusado por possuir um componente de sorte muito vincada. Tratando-se um jogo de exploração dos mares, o que acontece é que os jogadores quando fazem as explorações vão de encontro a ilhas mais ricas e outros a ilhas mais pobres tornando desiguais os argumentos dos participantes. É verdade sim senhor, mas quando os navegadores destas tribos se lançavam às águas certamente não sabiam o que iriam encontrar, podia ser uma viagem em grande ou não. Exactamente o que acontece no jogo. Seja como for, uma coisa já conseguimos perceber, não há nada que uma boa guerra não consiga fazer para equilibrar as coisas.&lt;br /&gt;Conquest Of Paradise tem poucas coisas hipóteses de ganhar o estupendo de oiro estupendo, mas tem um argumento muito forte, a aplicação do acrílico por cima do mapa. Todos sabemos da qualidade dos mapas da GMT (folhas normais de papel) de maneira que Zorg se viu obrigado a comprar uma placa de acrílico para proteger a área de jogo. Isto á primeira vista pouca importância tem, mas Zorg demonstra um orgulho muito grande no seu acrílico. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;A minha pontuação: 3&lt;br /&gt;Possibilidade de vitória: Pouca&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="" lang="EN-GB"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Race for the Galaxy:&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aqui a história já é outra. Se é verdade que conheci muita gente viciada em muita coisa ao longo da minha vida, desde a drogas, álcool, mulheres, casinos, Benfica, Playstation, etc, pela primeira vi alguém a viciar-se num jogo de cartas aparentemente inofensivo. Esse jogo chama-se Race for the Galaxy e a verdade é que já vi com estes olhos que o fogo há-de comer o Zorg a suar por ter passado 24 horas sem fazer uma partidinha. Confessou-me há dias que já fez mais de 100 jogos e ainda vai descobrindo pormenores que lhe passaram despercebidos na primeira centena de partidas. Verdade ou mentira o que se conhece é que o fenómeno não é exclusivo aqui do Zorg. Muita gente padece do mesmo e todos são unânimes em considerar Race for the Galaxy um dos jogos mais geniais e viciantes que alguma vez foi inventado.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Na senda de jogos tipo San Juan e Glory to Rome, Race for the Galaxy parece realmente ser um passo em frente nesta categoria. A mim, sou sincero, parecem-me todos iguais e repetitivos, mas se tiver de jogar a um deles prefiro o Race. Contudo sou frequentemente informado por quem percebe destas coisas que só lhe posso dar o devido valor quando fizer 20 jogos. Mas mais do que a beleza das cartas não há nada mais emocionante e enternecedor do que a alegria do Zorg a matar o vício. Além disso ganha sempre!&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;A minha pontuação: 2&lt;br /&gt;Possibilidade de vitória: O grande favorito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Brass:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Martin Wallace em grande. Como sempre este designer inglês brindou os seus fãs com um jogo brilhante. De tal forma que teve o mérito de fazer com que aqui a malta repetisse várias vezes seguidas a experiência de o jogar. Note-se que chegam por semana em média dois novos jogos da Alemanha a casa do Zorg, por isso é de enaltecer o feito deste diamante do mestre Martin.&lt;br /&gt;Mas esta boa notícia acabou por se revelar fatal. Brass não aguentou às constantes repetições e foi mostrando as suas fraquezas, nomeadamente na parte final do jogo onde foi sugerido, com alguma razão, que os jogadores ficam sem rumo e começam a construir ligações entre as cidades apenas para fazer pontos e não para construir algo proveitoso ao seu score porque já não têm tempo.&lt;br /&gt;A verdade é que nunca mais se jogou ao Brass e neste momento, passado o encantamento inicial a caixa está abandonada no móvel à espera de comprador. Eu como só fiz 2 jogos continuo seduzido, mas quem o já jogou várias vezes perdeu o interesse.&lt;br /&gt;Mas a bem da verdade, e nestas coisas há que ser justo, jogar um jogo que nos faça pensar nele e nas formas de poder ganhar, as vantagens e desvantagens das estratégias utilizáveis é uma coisa grandiosa. Brass foi isso tudo durante 2 ou 3 meses. Estudou-se até ao ínfimo pormenor as jogadas e as possibilidades, colocaram-se as mesmas em prática e com toda esta obsessão o jogo esgotou-se. É pena, mas para mim, se tivesse algum voto na matéria, era o grande candidato. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;A minha pontuação: 4&lt;br /&gt;Possibilidade de vitória: Nenhuma&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Container:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Outro! Tal como o Brass já foi alvo de grandes teorias e de grandes conversas. Cada cabeça sua sentença e ainda bem porque cada vez que se escreve ou se fala nele aprende-se sempre qualquer coisa. Um jogo económico por excelência, na sua vertente mais primitiva e simples, Container é um colosso do divertimento. É um jogo que me parece que se vai esgotar também, quando chegar a um ponto em que se já se percebeu como funciona as regras da oferta e da procura, mas contrariamente ao Brass, Container tem a vantagem de ter sido jogado poucas vezes e sempre com jogadores diferentes o que cria um empatia mais forte que o que aconteceu com o jogo de Wallace. Mas o sentimento dos jogadores é igual. Vão para a casa a pensar naquilo! Depois é um jogo bonito e atraente à vista, além de ser ideal para todo o tipo de jogadores. Sim, também é um pouco melhor que o Brass.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;A minha pontuação: 4&lt;br /&gt;Possibilidade de Vitória: Grande&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="" lang="EN-GB"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;In The Year of the Dragon:&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Jogo abstracto de Stefan Feld, bem ao estilo Euro que tem cativado todos. Um melhoramento em relação ao anterior Notre Dame, mas a mesma experiência de jogo. Difícil como o caraças, In the Year Of the Dragon coloca o jogador constantemente a suar e em dificuldades com várias decisões difíceis e também em grande interacção com os colegas (uma novidade em relação a Notre Dame). Tem a grande vantagem de demorar uma hora e é sempre a abrir.&lt;br /&gt;Não gosto muito de jogos abstractos em que o tema é posto ali à martelada. Aos poucos desenvolvi um gosto por jogos em que o tema envolva toda a experiência do jogador. Gosto também de ir a pensar no jogo para casa. O que fiz mal, o que deveria ter feito ou como posso melhorar a minha performance.&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="EN-GB"&gt;In the Year of The Dragon não tem nada disso. &lt;/span&gt;Mas o que sei é que é muito bom e teve um grande sucesso, havendo inclusivamente muitas cópias a serem compradas após a primeira partida.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;A minha pontuação: 3&lt;br /&gt;Possibilidade de Vitória: Alguma&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; line-height: 150%;font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; line-height: 150%;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tribune:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Entramos aqui nas últimas aquisições e que beneficiam do factor novidade. Estão naquela fase em que se pensa nelas com carinho e ternura. Tribune teve também bastante sucesso entre o grupo. Joga-se numa hora e é um jogo bastante limpinho em relação a mecânicas que funcionam como um relógio suíço. Se olharmos para o trabalho do seu designer, Karl-Heinz Schimel o mesmo que Die macher, conseguimos perceber que o jogo foi muitas vezes testados e seria impossível fazer melhor. Tecnicamente é perfeito.&lt;br /&gt;Apesar de bem disfarçado, com um tabuleiro magnífico, Tribune é um jogo abstracto que parece oferecer muito mas que, depois de exprimido, oferece realmente muito pouco. Exemplo disso é o sistema de acções ao estilo Caylus e Pillars. Na verdade existem muitas acções que podem ser escolhidas mas que mais não são do que a mesma, escolher cartas. Seja como for, Tribune tem consistência e demora mais ou menos uma hora para jogar o que joga a favor dele. Ninguém pensa muito naquilo e alguns leilões ajudam a aquecer as coisas. Mas não evitei uma certa frustração. Zorg gostou bastante e todos os outros companheiros também. Houve mesmo um que depois de jurar a pés juntos que não comprava mais jogo nenhum, mal jogou Tribune deu o dito por não dito e resolveu-se pela compra.&lt;br /&gt;Para mim, dentro do seu estilo, fica muito atrás de Taj Mahal de Knizia. Nada de novo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;A minha pontuação: 2&lt;br /&gt;Possibilidade de Vitória: Pouca&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;            &lt;p class="MsoNormal" face="arial" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Wabash Connonball:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É o jogo xunga do ano. Produzido com componentes tão pobres tão pobres que até dão pena, a única coisa que levaria um lunático como Zorg a comprar tamanha mediocridade seria a qualidade do jogo em si, ou então a possibilidade de usar mais uma vez a sua querida placa de acrílico para proteger a folha de papel do mapa.&lt;br /&gt;Inesperadamente, o jogo é um espanto e consegue sintetizar em apenas uma hora mecânicas já conhecidas de Imperial ou principalmente Indonésia. Ao mesmo tempo introduz um sistema económico mais ou menos complexo de compra de acções onde se alia a novidade do jogador fazer a jogada e gastá-la na companhia que bem entender. Ou seja, isso faz os jogadores colaborarem uns com os outros temporariamente para os lixarem depois. As acções são vendidas em leilão e há muita coisa interessante a acontecer.&lt;br /&gt;Ora isso introduz muitas contas, previsões de custo benefício e acesa troca de ideias após as partidas. Mais do que isso é um jogo que demora uma hora a ser concluído.&lt;br /&gt;É uma revelação por conseguir dar uma experiência de jogo intensa em tão pouco tempo.&lt;br /&gt;Além disso é o jogo mais fácil de piratear de todo o Boardgamegeek e existem fortes possibilidades do resultado da pirataria ter melhores componentes que o original. A única dificuldade é arranjar as regras, que não estão disponíveis nos locais habituais.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;A minha pontuação: 4&lt;br /&gt;Possibilidade de Vitória: Grande&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Agrícola:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não me posso presenciar porque nunca tive a oportunidade de o jogar. Seja como for Zorg telefonou-me após o seu “agrisolo” a dizer que estava fascinado. Em primeiro lugar porque foi a primeira vez que jogou um jogo sozinho e depois porque o raio do jogo oferece milhões de possibilidades. E quando digo milhões são mesmo milhões. Nem consigo imaginar esse numero aplicado a um jogo de tabuleiro. Nem na vida tenho milhões de opções...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; line-height: 150%; font-family: arial;"&gt;Possibilidade de vitória: Forte candidato&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-494906482419110102?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/494906482419110102/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=494906482419110102' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/494906482419110102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/494906482419110102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/07/estupendos-de-oiro-estupendos-previso.html' title='Estupendos de Oiro Estupendos: A previsão!'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-3564236624946658322</id><published>2008-07-10T12:34:00.003+02:00</published><updated>2008-07-10T12:44:07.715+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estupendo de ouro estupendo'/><title type='text'>Estupendo de Ouro Estupendo 2007: regresso</title><content type='html'>Emprego novo, vida nova, mas sempre a mesma motivação inquebrantável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desta pausa forçada pela parte menos fundamental da minha vida, o trabalho, eis-me de regresso à luta e com a motivação necessária para concluir a titânica empresa que me propus levar a cabo: a atribuição do Estupendo de Ouro Estupendo 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E será um regresso em força! Para que não restem dúvidas, calendarizamos já isto:&lt;br /&gt; - Review do Agricola até domingo, dia 13/7.&lt;br /&gt; - Review do In the year of the dragon até quarta, dia 23/7 .&lt;br /&gt; - Review do Wabash Cannonball algures, aqui no meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, o júri (eu), segue para uma semana de reclusão no Algarve, num resort de luxo, para poder tomar a decisão com tranquilidade e longe de todas as pressões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cerimónia oficial de entrega do(s) prémio(s), no dia 31/7, pelas 21h, ao vivo neste blog!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se até o Faidutti já atribuiu o prémio dele, eu não posso ficar atrás, porra!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-3564236624946658322?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/3564236624946658322/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=3564236624946658322' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/3564236624946658322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/3564236624946658322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/07/estupendo-de-ouro-estupendo-2007.html' title='Estupendo de Ouro Estupendo 2007: regresso'/><author><name>zorg</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730246793479077143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-7430959552466460776</id><published>2008-07-07T14:35:00.003+02:00</published><updated>2008-07-07T14:36:56.427+02:00</updated><title type='text'>Para jogar na areia (não se esqueçam do protector)!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois dos DVD’s, dos livros, dos Cd’s e das enciclopédias é a altura dos jogos de tabuleiro. Não é nada de extraordinário, mas a ideia não é nada má e pode contribuir mais um bocadinho para o despertar da curiosidade do público.&lt;br /&gt;A revista Visão e o Jornal Publico vão em conjunto distribuir jogos de tabuleiro todas as quintas-feiras aos seus habituais leitores. Desenganem-se os mais glutões que a coisa não é de graça. Antes pelo contrário. Cada joguinho terá o preço 8 euros além do preço normal da publicação.&lt;br /&gt;Desenganem-se também aqueles que esperam ver o Carcassonne, o Ticket To Ride ou o Catan a serem oferecidos como brinde. Não, estes jogos são matemáticos e desenvolvem a destreza de raciocínio no que toca a este particular.&lt;br /&gt;Vão ser, portanto, 10 jogos que fazem parte da história dos jogos de tabuleiro e que atravessam os séculos e os 5 continentes.&lt;br /&gt;Aqui vai a lista inteirinha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 Julho: Peteia (Grécia)&lt;br /&gt;17 Julho: Xian-Qi (China)&lt;br /&gt;24 Julho: Ur (Suméria)&lt;br /&gt;31 Julho: Senet (Egipto)&lt;br /&gt;7 Agosto: Shaturanga (Índia)&lt;br /&gt;14 Agosto: Shogi (Japão)&lt;br /&gt;21 Agosto: Bao (África)&lt;br /&gt;28 Agosto: Surakarta (indonésia)&lt;br /&gt;4 Setembro: Awithlasknannai (América Pré Colombiana)&lt;br /&gt;11 Setembro: Hex (Europa Moderna)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa rápida consulta feita ao insuspeito BGG, deverão os jogadores estarem atentos ao Shogi e também ao Hex, jogos que têm um ranking interessante para este tipo de desafio matemático, nem sempre do agrado de muita gente.&lt;br /&gt;Eu gostava de dar um link relacionado com os jogos, mas não existe nada nos sites do Publico e Visão que faça referência à veracidade do post.&lt;br /&gt;Mas podem confiar.&lt;br /&gt;A sério!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_iTmB-99bKSk/SHINopB8r3I/AAAAAAAAAP0/yslqvAFUgl8/s1600-h/hex.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220249909935779698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_iTmB-99bKSk/SHINopB8r3I/AAAAAAAAAP0/yslqvAFUgl8/s320/hex.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-7430959552466460776?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/7430959552466460776/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=7430959552466460776' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/7430959552466460776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/7430959552466460776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/07/para-jogar-na-areia-no-se-esqueam-do.html' title='Para jogar na areia (não se esqueçam do protector)!'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_iTmB-99bKSk/SHINopB8r3I/AAAAAAAAAP0/yslqvAFUgl8/s72-c/hex.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-5548464444026651651</id><published>2008-07-01T16:24:00.011+02:00</published><updated>2008-07-01T18:20:04.963+02:00</updated><title type='text'>Spiel des Jahres 2008</title><content type='html'>E o vencedor foi "&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Keltis&lt;/span&gt;" do Reiner Knizia.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_W555syWnFIg/SGpE3lFjKWI/AAAAAAAAAHI/QxEkGEnpq8M/s320/pic298866_t.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218058839901022562" /&gt;&lt;div&gt;A lista dos nomeados para o prémio "Spiel des Jahres 2008" era:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Stone Age - Michael Tummelhofer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Keltis - Reiner Knizia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Witch's Brew - Andreas Pelikan&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Blox - Wolfgang Kramer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Marrakech - Dominique Ehrhard&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;... e para o prémio especial "Melhor Jogo Complexo":&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agricola - Uwe Rosenberg&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A lista dos prémios atribuídos foi a seguinte:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Keltis&lt;/span&gt; - Prémio "&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Spiel des Jahres 2008&lt;/span&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Agricola&lt;/span&gt; - Prémio Especial "&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Jogo Complexo 2008&lt;/span&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Wer War's&lt;/span&gt; (Reiner Knizia) - Prémio "&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Melhor Jogo para Crianças 2008&lt;/span&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_W555syWnFIg/SGpFDw7lpzI/AAAAAAAAAHQ/ugktTSOeYj0/s320/pic250495_t.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218059049238898482" /&gt;&lt;div&gt;Reiner Knizia vence finalmente o "Spiel des Jahres" e faz o pleno este ano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto os espanhóis não derem cartas no mundo dos jogos de tabuleiro, os alemães continuarão a fazê-lo. (O mesmo já não se passa no mundo do futebol). :-)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O prémio provavelmente está bem atribuído e é merecido. Apesar do Keltis não passar de um Lost Cities com esteróides. Tinha algumas expectativas quanto ao Stone Age e o Witch's Brew, mas como o Knizia há muito que tinha esta distinção pendente, também lhe fica bem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma coisa é certa: quer os premiados quer os nomeados vão vender muito mais do que fariam em circunstâncias normais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sinceramente não me parece que vá a correr trocar o meu Lost Cities por este Keltis, até porque não estou convencido que seja propriamente um "upgrade."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quanto ao Agricola, esse já é uma certeza. Não é? :-)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que pensam desta atribuição de prémios? Deixa-vos desgostosos, indiferentes ou acham que assenta que nem uma luva?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-5548464444026651651?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/5548464444026651651/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=5548464444026651651' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/5548464444026651651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/5548464444026651651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/07/spiel-des-jahres-2008.html' title='Spiel des Jahres 2008'/><author><name>Spirale</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01730612844358172848</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='30' src='http://photos1.blogger.com/blogger/909/1719/1600/Green.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_W555syWnFIg/SGpE3lFjKWI/AAAAAAAAAHI/QxEkGEnpq8M/s72-c/pic298866_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-111906779545462036</id><published>2008-05-21T17:30:00.002+02:00</published><updated>2008-05-21T17:32:07.699+02:00</updated><title type='text'>Session Report: Conquest of Paradise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Crónicas da Polinésia&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O cheiro a maresia misturava-se com o suor e entrava pelas narinas dos guerreiros que remavam em esforço nas canoas. À frente do comboio de embarcações estava Teixeira Kokilu, o guerreiro cuja família gravou a sangue a honra do seu bom nome. Preparava-se para um ataque à ilha de Hawaiki. Uma terra mística cujo domínio pertencia a Hugo Lulipulu, navegador de grandes atributos que devia a sua fama às ilhas que encontrava e colonizava com grande competência. Em Samoa era tido como um Deus, venerado pelas mulheres, respeitado pelos homens, Lulipulu tinha todas as riquezas que um homem podia ambicionar. Os corpos quentes de mulheres na sua esteira, conchas de todas as cores e peixe sempre fresco à sua mesa. Dizem os murmúrios que tinha um filho em cada ilha que descobriu. A veracidade de tal afirmação é duvidosa, mas deste homem de inteligência suprema se disse sempre muita coisa. Mas uma das histórias vem em todos os registos: sempre que içava as velas encontrava terra rica.&lt;br /&gt;Os seus adversários temiam-no e invejavam-lhe a sagacidade para todos os assuntos marítimos.&lt;br /&gt;A inveja foi, de resto, o motivo que desencadeou a acção de guerra de Teixeira Kolipu. Confidenciou-lhe o oráculo que a vitória pertenceria a quem tivesse maior pénis. Convencido como era, Kokilu construiu a sua marinha de guerra. Três canoas e três guerreiros. Pouca coisa, mas o suficiente para ameaçar. Quiseram os deuses punir a audácia de Teixeira. Um tsunami de proporções nunca vistas afundou os barcos e matou os tripulantes. Os homens de Hugo nunca chegaram a ouvir os rugidos de guerra dos atacantes, apenas vislumbraram os seus corpos inchados quando estes deram à costa de Hawaiki.&lt;br /&gt;Mas Teixeira Koliku não era homem de desistir. Convocou todos os machos dos seus domínios e secretamente preparou uma ofensiva que iria ficar na história. Era de madrugada quando a sua máquina de guerra se fez ao mar. Ainda os colonos de Hugo dormiam, quando despertaram com a dor das lanças espetadas nos corações e gargantas. Era uma matança feita à traição. Diz-se mesmo que Teixeira tivera bebido o sangue das crianças num macabro ritual que lhe restabeleceu a juventude.&lt;br /&gt;Mas o heroísmo de Hugo era conhecido na Polinésia e por algum motivo era respeitado e temido. Numa acção logística sem precedentes, percorreu cada ilha onde tinha influência e um por um foi chamando todos os homens com força para pegar numa lança. Velhos, crianças e doentes não eram poupados à obrigação militar.&lt;br /&gt;Mesmo ouvindo ecoando pelas ondas do oceano o choro das mulheres e mães, Hugo Lulipulu não olhou uma única vez para trás. Mas, existem juramentos, que as lágrimas chegaram a lamber-lhe os olhos por ser responsável por acto tão vil.&lt;br /&gt;Os deuses ficaram do seu lado e a ilha mítica de Hawaiki foi novamente recuperada com muito suor e heroísmo enchendo o mar de sangue e carne humana.&lt;br /&gt;Agora, em todos os dias de lua cheia, um cheiro de putrefacção ergue-se do mar. Os cientistas não conseguem explicar o fenómeno, mas os pescadores, possuidores de toda a sabedoria ancestral, juram que é o cheiro da morte dos homens de Teixeira e Hugo que ali se ficaram. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SDRAUGZ_ymI/AAAAAAAAAPs/rCCO_xaTAUI/s1600-h/conquest.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202854183580977762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SDRAUGZ_ymI/AAAAAAAAAPs/rCCO_xaTAUI/s320/conquest.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-111906779545462036?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/111906779545462036/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=111906779545462036' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/111906779545462036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/111906779545462036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/05/session-report-conquest-of-paradise.html' title='Session Report: Conquest of Paradise'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SDRAUGZ_ymI/AAAAAAAAAPs/rCCO_xaTAUI/s72-c/conquest.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-6283440798700568399</id><published>2008-05-14T17:17:00.007+02:00</published><updated>2008-05-14T17:34:26.061+02:00</updated><title type='text'>Crítica: Container</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- Fod**-**, Car****, estes contentores são para levar até ao terminal 4. E são para carregar ainda hoje. Quem é o encarregado desta mer**?&lt;br /&gt;- Não olhe para mim, chefe! Eu apenas cumpro ordens. O Matias é que disse que os contentores da Alemanha são para o terminal 2. Agora não me fod**.&lt;br /&gt;- A mim é que já me fod**** bem fodi**. Mas o gajo não viu nas guias para onde é que iam os contentores? Onde é que está o filho-da-**** do Matias?&lt;br /&gt;- O Matias estava ali a beber uma cerveja com o Vladimryr.&lt;br /&gt;- Esse cabrão só sabe é beber. Depois fo** esta mer** toda. Cara*** para isto tudo. Arranja-me aí um cigarro! Que Cara***!&lt;br /&gt;(som dum peido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este podia ser muito bem ser um diálogo ouvido em qualquer porto de Portugal. Mas também, ao mesmo tempo, poderia ser escutado num qualquer jogo de Container caso as peças dum jogo de tabuleiro conseguissem falar. É verdade que o Zorg insiste em falar com elas nas noites de maior solidão mas, apesar dos seus esforços, até hoje ainda não existem relatos duma possível conversa. Esta contingência da vida, aliás, transformou Zorg numa alma amargurada e rancorosa que se costuma vingar na compra excessiva de jogos ou na prática doentia de Pro Evolution Soccer 6. Felizmente, no meio das suas compras, apareceu uma bela surpresa de nome Container que, curiosamente, não teve a recepção calorosa e espampanante que merecia tanto no seio dos grupos de jogadores de jogos de sociedade, como também na comunidade de trolhas e peões que fazem dos seus músculos o suado ganha-pão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SCsDL2Z_ygI/AAAAAAAAAO8/C6-F8Zq4qD0/s1600-h/con1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200253696847366658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SCsDL2Z_ygI/AAAAAAAAAO8/C6-F8Zq4qD0/s320/con1.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A arte dos componentes deste recente título da valley Games ficou a cargo do cada vez mais conhecido designer gráfico Mike Doyle. E se é verdade que muita gente não lhe aprecia o estilo, neste caso em particular esteve a um nível bastante alto. Container está artisticamente magnífico. O tema está bem expresso em todos os elementos do jogo, desde os tabuleiros até ao dinheiro, passando pela caixa e livro de regras. Pode-se dizer o que se quiser sobre componentes, mas não há nada como jogar num tabuleiro bonito que retrate duma forma condigna o tema que se quer incorporar na experiência de jogo.&lt;br /&gt;Não posso, contudo, abandonar este assunto sem aqui deixar um comentário aos barcos. O material em que são construídos é bem estranho e existem mesmo murmúrios de alergias terríveis causadas aos mais fracos de epiderme. Contudo, ao pegar neles pela primeira vez senti um arrepio e até era capaz de jurar que são as únicas peças dum jogo de tabuleiro que, se caírem ao chão, se partem em mil bocados. Aquilo é o quê? Barro plastificado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SCsDMGZ_yhI/AAAAAAAAAPE/XvwymMVBgQQ/s1600-h/cont4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200253701142333970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SCsDMGZ_yhI/AAAAAAAAAPE/XvwymMVBgQQ/s320/cont4.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As regras do jogo são simples. Cada um dos jogadores tem como objectivo ser o mais feliz negociante de contentores de que a memória é capaz de recordar. Para isso terá de, no final da partida, ter mais dinheiro que os demais. A tarefa não é nada fácil e vai dar algumas dores de cabeça, isto porque Container tem um sistema económico muito próprio que funciona consoante as leis da oferta e da procura que se vão alterando ao longo das jogadas. Ter a consciência disso e adaptar-se aos desafios crescentes do mercado idealizado por Thomas Evert e Franz-Benno Delonge é a base do sucesso. No entanto essa adaptação faz-se duma melhor ou pior maneira consoante a sabedoria que o jogador vai tendo em relação ao que se passa nos meandros sujos e mal cheirosos dos ancoradouros.&lt;br /&gt;O sistema é fácil de explicar e aprender. Cada jogador tem o seu porto e vai construir fábricas. Essas fábricas produzem mercadorias ou contentores de diferentes cores. Depois de produzidas, as mercadorias vão ser compradas pelos outros jogadores. Depois de compradas são guardadas nos armazéns dos compradores. Ficam à espera que um barco chegue e que as carregue. Depois disto são vendidas à melhor oferta na Ilha. E é só. Qualquer criança percebe o sistema. É bastante intuitivo e demora 5 minutos a ser explicado. Os problemas, esses, vêm depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SCsDMWZ_yiI/AAAAAAAAAPM/P7lkY0-kV7s/s1600-h/cont2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200253705437301282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SCsDMWZ_yiI/AAAAAAAAAPM/P7lkY0-kV7s/s320/cont2.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fazendo agora uma explicação mais detalhada para aqueles leitores que, sabe-se lá porquê, gostam de ler todas as frases deste blog:&lt;br /&gt;Após a produção das mercadorias o jogador que as produz coloca-as no mercado a um preço. Os jogadores interessados pagam o valor pedido que reverte, como é lógico para o bolso do produtor. O comprador, por seu turno, coloca o produto nos seus armazéns e estipula um preço para as mesmas. Imaginando que o comprador é um tipo com alguma inteligência, vai com toda a certeza revender a um preço mais alto do que comprou. A partir daqui as mercadorias ficam prontas para serem carregadas para os barcos, desde que alguém pague o preço da revenda. Carregados os barcos, estes vão para a Ilha. A ideia é que quantos mais contentores o jogador tiver na Ilha, mais dinheiro ganha no fim. Os barcos chegam ao arquipélago e o seu conteúdo é vendido através dum leilão secreto. Vendida a mercadoria, acaba-se um ciclo. Ora estes ciclos repetem-se várias vezes a longo da partida.&lt;br /&gt;Uma coisa interessante no meio disto tudo é a importância do valor da venda. Um jogador para ter sucesso comercial tem de vender as mercadorias a um preço mais competitivo que os parceiros. Isto porque quanto mais depressa vender o que tem no porto, mais depressa pode iniciar um novo ciclo e mais dinheiro pode ganhar. Dinheiro gera dinheiro meus amigos e quanto mais se tem mais se investe e mais se compra. Comprar é bom, vender é bom. O dinheiro passa de mão em mão e a economia cresce com as vendas. Todos os jogadores são intermediários e produtores ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Perceber o sistema económico não é fácil. Vamos imaginar que eu compro dois contentores que o Zorg produziu por 4 dinheiros. O Zorg ganha assim 4. Eu pego nos dois contentores que comprei e ponho-os à venda para os barcos por 6. O Spirale, após uma longa reflexão, compra duas mercadorias a mim, por exemplo, por 4 e coloca-as à venda para os barcos por 5. Claro que o jogador seguinte, se quiser carregar o seu barco, vai preferir as mercadorias do Spirale porque estão mais baratas. Com esta compra, o Spirale fica com os armazéns vazios e pode comprar mais e eu vou ficar com os mesmos cheios porque não existe comprador. Na verdade o Spirale está a ganhar uma acção em relação a mim. No entanto, se outro jogador quiser comprar-me as duas mercadorias por 6 (porque pode ser essa a única hipótese válida no momento de jogar), ficaria a ganhar um dinheiro em relação ao Spirale. Tudo bem que 1 é uma quantia irrisória, mas se um jogador conseguir ganhar 1 aos demais em muitos ciclos, no final o peso pode ser determinante para o resultado final.&lt;br /&gt;As considerações a tomar neste Container são muitas. E este é um elemento bastante refrescante. O sistema económico em que entramos é bastante subtil e matreiro. Depende também muito duma dinâmica de grupo, mas essencialmente torna-se bastante divertido e desafiante aprendê-lo. Por outro lado, os jogadores não podem comprar e vender todas as mercadorias que lhes apetecer. A tentação é grande, claro, mas precisam de ter infra-estruturas para o efeito. A produção depende das fábricas que compraram e a venda das mercadorias para os barcos depende muito de quantos armazéns construíram.&lt;br /&gt;Vou dar um exemplo. Neste jogo as acções são escassas. Só existem duas acções. Desta forma para poupar acções qualquer jogador que se preze prefere comprar muitas mercadorias duma só vez, do que comprá-las em duas vezes. A razão é simples. É preferível comprar 4 contentores numa única acção do que os mesmos 4 em duas acção diferentes (2+2). Face a isto, o jogador que tiver 4 armazéns, pode colocar no mercado 4 mercadorias para venda. Com isto pode também aumentar o preço das mesmas, porque assim vai permitir ao comprador poupar uma acção. Isso pode ser uma vantagem competitiva em relação aos demais. Como podem perceber, é preciso levar em conta muita coisa para se ser bem sucedido na empreitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SCsDMmZ_yjI/AAAAAAAAAPU/MnCZgThTtMg/s1600-h/moedas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200253709732268594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SCsDMmZ_yjI/AAAAAAAAAPU/MnCZgThTtMg/s320/moedas.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O valor dos contentores é muito subjectivo, o que torna o jogo ainda mais movediço. Na verdade é bastante difícil determinar o preço dum contentor. Isto porque eles vão ter um valor diferente para cada jogador desde o início do jogo. No princípio é distribuída aos jogadores, uma carta. Esta contém os valores das cores dos contentores que vão ser diferentes para cada negociante. No final do jogo, os valores das cores apresentados nas cartas vão ser multiplicados pelo número de contentores comprados por cada conviva na Ilha. Ou seja, no final da jogatana, o que se assiste é que uma mercadoria vermelha para mim pode valer 10, mas para o Zorg vale apenas 4. Para mim interessa-me ter várias vermelhas, mas para o Zorg não.&lt;br /&gt;Mas a coisa não é tão fácil como parece, porque é precisamente aí que o jogo dá um volte face. Os jogadores vão perder, na Ilha, todos os contentores da cor que mais compraram. Claro que isso gera uma onda de desconforto que se evidencia nos leilões. É muito difícil avaliar o preço das coisas. Os jogadores esforçam-se por salvar as cores que lhes rendem mais e compram as menos valiosas para que estas sejam eliminadas. No exemplo acima, tanto eu como o Zorg queremos comprar mercadorias vermelhas, embora o façamos por diferentes razões. Muito Bom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SCsDMmZ_ykI/AAAAAAAAAPc/kpcGzaDWSeo/s1600-h/cont3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200253709732268610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SCsDMmZ_ykI/AAAAAAAAAPc/kpcGzaDWSeo/s320/cont3.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não vale a pena escrever mais sobre este Container. É um grande jogo, muito interessante de aprender e que gera acesas discussões sobre a melhor forma de ganhar dinheiro. A comparação com Modern Art não é de todo estapafúrdia. Mas ao contrário do Modern Art, perceber a dinâmica económica de Container é mais difícil e o jogo não tem os mesmos problemas que o pequeno joguinho do Knizia possui. É preciso muito mais jogo de cintura para ganhar uma partida de Container do que Modern Art, onde por vezes parece que basta pôr no mercado apenas os quadros dos artistas mais badalados.&lt;br /&gt;Como só joguei uma vez, não sei muito bem se depois de percebido o mercado e se ter o seu domínio, se o jogo continua a constituir o mesmo desafio. Julgo que não vai sofrer disso, até porque quem comprar esta pequena maravilha vai ter muitas horas de aprendizagem pela frente, o que compensa em muito a sua aquisição.&lt;br /&gt;Container tem todos os elementos que aprecio num jogo. Leilões, interacção a rodos, Bluff, tema, bom material e a sensação que as peças se movimentam realmente no tabuleiro. Pedir mais é impossível. Além disso certamente é apreciado por toda a gente.&lt;br /&gt;Se bem que o caral** do jogo tenha o infeliz defeito de ser caro como a mer**!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação **** (é a classificação, não se trata de nenhuma asneira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SCsD32Z_ylI/AAAAAAAAAPk/dMXkSIdScoM/s1600-h/BOX%2BTOP.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200254452761610834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SCsD32Z_ylI/AAAAAAAAAPk/dMXkSIdScoM/s320/BOX%2BTOP.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-6283440798700568399?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/6283440798700568399/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=6283440798700568399' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/6283440798700568399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/6283440798700568399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/05/crtica-container.html' title='Crítica: Container'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SCsDL2Z_ygI/AAAAAAAAAO8/C6-F8Zq4qD0/s72-c/con1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-1433850248984803360</id><published>2008-05-08T14:12:00.009+02:00</published><updated>2008-05-08T18:39:05.207+02:00</updated><title type='text'>Crítica: Bang</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje acordei com vontade de escrever sobre os primeiros livros “só com letras” que li. Pensei um bocado sobre o assunto, de como eram esses dias de descoberta pela literatura e apeteceu-me partilhar alguma coisa. Ainda para mais quando esta malta, dada aos jogos de tabuleiro, tem tanta coisa em comum que muito provavelmente também passou pelo mesmo.&lt;br /&gt;Refiro-me aqueles livrinhos maravilhosos editados pela saudosa Agencia Portuguesa de Revistas escritos, julgo eu, durante os anos 60 e que constituem um espólio admirável da literatura “pulp”.&lt;br /&gt;Herdei o gosto do meu pai. Frenético devorador das inúmeras colecções de western que a editora tinha, era raro o título que ele não lia e mais raro ainda o autor que não conhecia.&lt;br /&gt;Comecei a ler estas histórias de 120 páginas, escritas às 3 pancadas ao mesmo tempo que lia as aventuras dos “5”. Mas claro que a minha paixão ia toda para os heróis que cavalgavam pelas pradarias e matavam os bandidos com as suas Colt 45.&lt;br /&gt;Arranjar estes livros era também uma aventura. Havia em Moscavide uma senhora que tinha a sua livraria no vão de umas escadas. Nesse vão de escada estavam prateleiras com centenas e centenas de títulos usados, desde a ficção científica até aos policiais, passando também pelos romances de amor escritos quase todos pelas mãos da mestre Corin Tellado. Tenho muita pena que só me tenha dado, na altura, para ler os westerns e deixar de lado, até com algum desdém, os outros géneros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SCLv1cm6hEI/AAAAAAAAAOc/JJLshYVS5R0/s1600-h/bang1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197980621430490178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SCLv1cm6hEI/AAAAAAAAAOc/JJLshYVS5R0/s320/bang1.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao negócio da senhora do vão de escadas, este funcionava mediante duas opções. Ou se comprava o livro e pronto, ia-se para casa com ele e juntava-se á colecção ou então trocava-se, ou seja, dava-se um livro e trazia-se outro pagando-se deste modo só metade. Este sistema de trocas tinha bastantes adeptos e o frenesim de leitura era tanto naquela vila nos subúrbios de Lisboa, que havia quem assinasse as capas dos livros para saber o que já havia sido lido e o que não. Claro está que as rubricas deixadas nas capas eram autêmticas obras de arte, feitas de forma a surpreender e maravilhar os leitores. Havia uma secreta paixão na forma como se assinava. O intuito era que a assinatura sobressaísse das demais. E acreditem que havia algumas mesmo bem desenhadas e, porque não dizê-lo, magníficas na sua composição mais artística.&lt;br /&gt;Seja como for, a verdade é que muitas das histórias que li nessa altura foram esquecidas. Todas excepto uma, chamada o “Homem que mata sempre 7 vezes” escrita pelo meu escritor preferido do género Clark Carrados. A história era simples. Um cowboy solitário viajava pelo Oeste e alguém lhe tinha posto um feitiço terrível. O feitiço era o seguinte: acontecesse o que acontecesse, o cowboy só podia matar 7 homens por dia. Se matasse mais do que isso cairia em desgraça. Mediante esta premissa pouco encantadora, o cowboy começou a ver a sua vida a andar para trás. Em livros em que havia 5 mortes por folha, compreende-se de como era difícil gerir o feitiço. Mas mal ou bem o homem lá ia conseguindo matar os seus 7 por dia. No final da história a situação estava mais complicada. Um bando de mal feitores andava atrás dele. Dividas antigas. Então face a tamanho perigo, o nosso herói teve de forjar a sua própria morte, de forma a poder ser posto num caixão e fugir, deste modo, aos seus inimigos. Os cangalheiros levaram o caixão para a praça, minutos antes da meia-noite. O bando era constituído por 14 homens, o dobro de vidas que o feitiço permitia pôr cobro. Mas num momento de clarividência, um minuto antes da meia-noite, o nosso herói desfere 7 tiros mortais às 23:59 e mal o sino da igreja bate as doze badaladas, desfere mais 7, acabando assim com o bando e salvando a pele.&lt;br /&gt;Lindo. O leitor ficou apenas sem saber como é que ele conseguiu as 14 balas quando os dois colts que tinha nas mãos só suportavam 6 balas cada. Mas é nestes pequenos pormenores que reside a magia da literatura “pulp”.&lt;br /&gt;Bem, seja como for, agora deu-me a nostalgia por estes livros e ando doido a ver se consigo voltar a comprá-los em algum lado. Mas queria abranger os outros géneros. Por isso se algum de vós sabe como arranjá-los, avise.&lt;br /&gt;Quem se interessar pelo assunto aqui tem dois links que explicam muita coisa e irão certamente fazê-lo lembrar de muita coisa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.historia.com.pt/APR/APRindex.htm"&gt;http://www.historia.com.pt/APR/APRindex.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.corintellado.com/"&gt;http://www.corintellado.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SCLwL8m6hFI/AAAAAAAAAOk/aGJOw65rjvo/s1600-h/bang2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197981007977546834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SCLwL8m6hFI/AAAAAAAAAOk/aGJOw65rjvo/s320/bang2.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas atenção. Afinal de contas, praza-se muito o saudosismo deste escriba, mas para o bem e para o mal, este blog ainda é de jogos de tabuleiro. E podem perguntar-se os que até aqui chegaram, mas que raio é que isto tem a ver com jogos de tabuleiro?&lt;br /&gt;Simples, isto tudo para falar do Bang. Um jogo de cartas muito pouco simpático que tenta dar ao jogador um pouco do ambiente dos tiroteios do velho oeste.&lt;br /&gt;O sistema é simples. Os jogadores são divididos em 3 grupos.&lt;br /&gt;O grupo da lei constituído pelo Xerife cuja função é matar os fora da lei e pelo Vice cuja função é proteger o Xerife e tem os mesmos objectivos que ele&lt;br /&gt;O grupo dos renegados. Estes homens têm como objectivo serem os novos Xerifes e para o efeito terão de ser os únicos homens vivos no final do jogo&lt;br /&gt;O grupo dos fora-da-lei que querem matar tudo o que mexa.&lt;br /&gt;O jogo termina quando o Xerife morrer ou então quando este matar toda a gente.&lt;br /&gt;O jogo funciona através de cartas. Cada jogador assume uma personagem que ninguém conhece. A partir daí vão sendo distribuídas cartas que o jogador poderá usar de forma a cumprir o seu objectivo. Vai receber armas, umas melhores que as outras que pode disparar contra os adversários. Vai receber também canecas de cerveja que lhe vão permitir pontos de vida. As cartas são várias. A ideia é que ao jogar uma que tenha em mão, o seu poder seja aplicado. O poder quando aplicado faz com que sejam disparadas balas certeiras, fazem com que os tiros sejam falhados etc, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SCLxIMm6hHI/AAAAAAAAAO0/JcsQRHWXUxQ/s1600-h/bang4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197982043064665202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SCLxIMm6hHI/AAAAAAAAAO0/JcsQRHWXUxQ/s320/bang4.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A ideia era boa, mas funciona pessimamente. Bang é um jogo muito mau, até mesmo para ser criticado. Só o faço porque queria mesmo escrever sobre as revistas. Mas para terem uma ideia da minha experiência de jogo, eis o que aconteceu. Éramos 10 a jogar. Demorei meia hora a poder jogar uma carta. Joguei uma que me permitia disparar sobre um determinado jogador. Disparei, mas falhei o tiro. Meia hora depois o jogo acabou com a morte do Xerife. Estive uma hora sentado à mesa para jogar uma carta. Horrível.&lt;br /&gt;Pode ser que o jogo funcione melhor com menos jogadores, mas as minhas experiência com muitos foram francamente más. Além disso o jogo tem muito pouco para oferecer. Até era capaz de afirmar que Bang foi o pior jogo que alguma vez joguei se excluirmos o jogo da glória.&lt;br /&gt;Seja como for, se é o espírito do Oeste que quer reviver, tente arranjar um livro do Carrados ou do M.L. Estefânia, que certamente vai ficar melhor servido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: &lt;strong&gt;*&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SCLwjMm6hGI/AAAAAAAAAOs/Egcq-FjNvys/s1600-h/bang3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197981407409505378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SCLwjMm6hGI/AAAAAAAAAOs/Egcq-FjNvys/s320/bang3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-1433850248984803360?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/1433850248984803360/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=1433850248984803360' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/1433850248984803360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/1433850248984803360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/05/crtica-bang.html' title='Crítica: Bang'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/SCLv1cm6hEI/AAAAAAAAAOc/JJLshYVS5R0/s72-c/bang1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-2092317873979954030</id><published>2008-04-17T12:58:00.004+02:00</published><updated>2008-04-17T13:11:21.654+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Treefrog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Martin Wallace'/><title type='text'>TreeFrog</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Warfrog, a editora de que Martin Wallace é proprietário, anunciou que vai lançar uma nova marca chamada Treefrog. A parte interessante disto é que esta nova marca corresponde a uma alteração da sua filosofia e modus operandi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de lançar um jogo por ano, a Treefrog lançará 3! Estes títulos, também da autoria de Martin Wallace, terão componentes de luxo e exclusivamente em madeira (com a excepção do tabuleiro, digo eu), um preço a condizer e um nível de complexidade menor do que o normal nos jogos lançados pela Warfrog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro jogo Treefrog é o &lt;a href="http://www.boardgamegeek.com/game/35570"&gt;Tinners' Trail&lt;/a&gt;, que deverá ser lançado  em 2008, antes de Essen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não é claro, mas aparentemente a Warfrog continuará a lançar um jogo por ano em paralelo com os lançamentos da Treefrog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boas notícias para os fãs do Martin Wallace, não?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-2092317873979954030?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/2092317873979954030/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=2092317873979954030' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/2092317873979954030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/2092317873979954030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/04/treefrog.html' title='TreeFrog'/><author><name>zorg</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730246793479077143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-921510357429593823</id><published>2008-04-11T15:43:00.002+02:00</published><updated>2008-04-11T16:04:18.672+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estupendo de ouro estupendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='melhor de 2007'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tom Lehmann'/><title type='text'>Race for the Galaxy, o sacana!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Contexto histórico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já toda a gente sabe como este jogo apareceu: o sacana do Seyfarth fez o Puerto Rico, o grande épico sobre a escravatura nas caraíbas, que vendeu como mortalhas no festival do sudoeste e se tornou no jogo número 1 do ranking do BGG. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gajo da Alea, que não é parvo nenhum, pensou "se um épico sobre a escravatura nas caraíbas vende como mortalhas no festival do sudoeste, um jogo de cartas sobre a escravatura nas caraíbas também é capaz de não vender mal. E se vender mal, posso sempre ir para o festival do sudoeste vender as cartas para os gajos fazerem filtros". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, numa das milhares de convenções anuais de jogos de tabuleiro, o gajo da Alea pediu ao Tom Lehmann e ao Richard Borg para pensarem no assunto. Os gajos pensaram no assunto e não chegaram a conclusão nenhuma. Durante a noite, decidiram ir beber umas jolas e falar de gajas, quando tiveram a ideia de usar as cartas multifunções, ou estaminais, como alguém muito inteligente uma vez lhes chamou. Quando mostraram ao gajo da Alea, no dia seguinte, ele ficou impressionado: &lt;br /&gt; - Grande ideia que vocês tiveram, meus grandes sacanas! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o Seyfarth também estava a trabalhar na sua própria versão do jogo. &lt;br /&gt; - Vem-te deitar, Andy.&lt;br /&gt; - Espera lá Karen, que estou aqui a trabalhar no jogo de cartas sobre a escravatura nas caraíbas.&lt;br /&gt; - Então e o jogo dos correios que me tinhas prometido? Só pensas é em escravatura nas caraíbas! Grande sacana! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o gajo da Alea lhe mostrou a ideia dos outros dois, ele ficou impressionado: &lt;br /&gt; - Grande ideia que os gajos tiveram... os sacanas! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Seyfarth decidiu incorporar a ideia no seu próprio protótipo e assim nasceu o San Juan, o jogo de cartas sobre a escravatura nas caraíbas. O autor é o Seyfarth, mas o Tom Lehmann e o Richard Borg merecem uma referência honrosa nas regras e uma pequena quantia em cada venda, como reconhecimento do seu contributo para o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto o Tom Lehmann tinha gostado da ideia das cartas multifunções, ou estaminais como alguém muitíssimo perspicaz uma vez lhes chamou, e, como estava a trabalhar num jogo sobre impérios espaciais, decidiu juntar o útil ao agradável e usá-las nesse título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que nasceu o Race for the Galaxy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo foi sendo desenvolvido, testado, mais desenvolvido, depois mais testado. E ia sendo mostrado nas milhares de convenções anuais de jogos de tabuleiro.  Quem tinha oportunidade de o jogar, voltava impressionado: &lt;br /&gt; - Estive a jogar o novo jogo do Tom Lehmann na convenção de jogos de tabuleiro de Katmandu.&lt;br /&gt; - E então?&lt;br /&gt; - Eh pá, aquilo usa cartas multifunções, ou estaminais como alguém muitíssimo bonito uma vez lhes chamou.&lt;br /&gt; - Grande sacana, esse Tom Lehmann!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mito foi crescendo. Ano após ano, convenção atrás de convenção, o jogo continuava a ser testado, aperfeiçoado, mais testado e mais aperfeiçoado. E quem o jogava voltava cada vez mais impressionado.&lt;br /&gt; - Joguei Race for the Galaxy ontem, na convenção internacional de jogos de tabuleiro de Coina.&lt;br /&gt; - E então?&lt;br /&gt; - Curou-me a artrite na mão direita.&lt;br /&gt; - A sério?&lt;br /&gt; - Juro-te! &lt;br /&gt; - Sacana do jogo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas apesar de tudo, parecia não haver maneira de arranjar uma editora que publicasse o jogo. O gajo da Alea estava satisfeitíssimo com o par de jogos sobre a escravatura das caraíbas e nem queria ouvir falar disso.&lt;br /&gt; - Vendem que nem mortalhas no festival do Sudoeste e, para além do mais, o San Juan já usa a ideia das cartas multifunções, ou estaminais como alguém muitíssimo viril uma vez lhes chamou, por isso não ia ser nada de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao Tom Lehmann restava continuar a aperfeiçoar, testar e ir mostrando o resultado nas convenções. Os sortudos que tinham oportunidade de o experimentar, voltavam cada vez mais impressionados.&lt;br /&gt; - Joguei o Race for the Galaxy na convenção de jogos de tabuleiro de Ipiritacuarijacuratinga.&lt;br /&gt; - E então?&lt;br /&gt; - Resolveu o problema de encontrar um infantário para a minha filha, tratou-me do IRS e parece-me, mas ainda não tive oportunidade de confirmar, que introduziu silicone nos seios da minha esposa, de forma a torná-los mais volumosos e libertos dos cruéis caprichos da gravidade.&lt;br /&gt; - Sacana! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, Jay Tummelson, o avozinho dos jogos e grande líder da Rio Grande, decidiu formar uma irmandade secreta, selada com sangue, com os tipos da Ystari e da Abacus, para lançar o jogo.&lt;br /&gt; - Lançaremos esse jogo milagroso de que falam! God bless America! &lt;br /&gt; - Vamos a isso, carraças! Vive la France!&lt;br /&gt; - Deutschland über alles! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o gajo da Alea é que não gostou. &lt;br /&gt;- Grandes sacanas! &lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O jogo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos de mecanismos, o Race for the Galaxy não renega as suas origens e apresenta muitas semelhanças com os seus antepassados esclavagistas das caraíbas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As plantações do Puerto Rico, que eram edifícios de produção no San Juan, agora são planetas. No entanto, os planetas podem ser de 2 tipos: militares ou não militares. Dentro de cada tipo ainda podem ser de produção, windfall ou cinzentos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Um planeta de produção produz mercadorias, um planeta windfall não produz mercadorias em condições normais (mas pode fazê-lo nalgumas situações) mas vem "carregado" com uma mercadoria na altura em que é colonizado. Os planetas podem também ter poderes especiais associados a uma das fases do jogo, o que não acontecia com as plantações do Puerto Rico, nem com os edifícios de produção do San Juan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os edifícios púrpura passam a chamar-se developments e dão poderes especiais, tal como acontecia nos outros dois jogos. A grande diferença aqui, é que os developments mais caros não só podem render muitos pontos, como já acontecia, mas também têm poderes muito úteis. Ou seja, aquela regra de ouro do San Juan e do Puerto Rico, de fazer os edifícios caros no fim, já não se aplica aqui com tanta certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem 5 roles disponíveis, mas dois deles vêm com 2 versões (com o bónus entre parêntesis): &lt;br /&gt;1. Explore (+5 ou +1+1)&lt;br /&gt;2. Develop (-1 na colocação de developments)&lt;br /&gt;3. Settle (+1 carta, quando se coloniza)&lt;br /&gt;4. Consume (Trade ou 2x)&lt;br /&gt;5. Produce&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Explore permite explorar, ou seja, ir buscar cartas ao baralho. Em condições normais, cada jogador tira 2 cartas e escolhe 1. Quem escolher o role, tem 1 de 2 bónus à disposição: tira mais 5 cartas do baralho, perfazendo um total de 7, e fica com uma ; tira mais uma carta do baralho, perfazendo um total de 3, mas fica com 2. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Develop permite colocar um development, descartando um número de cartas da mão igual ao preço indicado na carta.  O bónus  de quem escolhe o role é simplesmente descontar 1 ao preço. É muito parecido com o builder do Puerto Rico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Settle permite colonizar um planeta. Se o planeta não for militar, tem de se descartar um número de cartas igual ao preço indicado na carta. Se o planeta for militar, então o jogador tem de possuir o poder militar necessário para o poder colonizar. O bónus do Settle é receber uma carta logo a seguir a ter efectuado a acção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Consume corresponde, grosso modo, ao Capitão do Puerto Rico (não existe equivalente no San Juan), mas numa versão mais complicada e é normalmente o role que dá mais trabalho a explicar. Basicamente o que o Consume faz é activar todos os poderes de consume que o jogador tiver, pela ordem que o jogador escolher. Cada poder de consume, normalmente, permite trocar uma mercadoria por 1 ou mais pontos e/ou cartas. Existem poderes de consume que permitem consumir uma só mercadoria por um ponto, existem poderes que consomem mercadorias específicas, etc (estes poderes encontram-se nos planetas e nos developments que o jogador já construiu ou colonizou). A ordem pela qual se activam os poderes é relevante, porque dependendo dela, pode-se consumir mais mercadorias ou menos e, tal como acontece no Puerto Rico, nem sempre é interessante trocar os bens por pontos. Para complicar um bocadinho mais a coisa, um dos dois bónus possíveis do Consume, é o Trade. Ou seja, em vez de haver um role específico para fazer Trade, o único gajo que pode trocar mercadorias por dinheiro é o tipo que escolheu o Role de Consume (apesar de todos serem obrigados a consumir os bens, depois). Fora isto, o Trade funciona de uma forma simples: cada mercadoria tem um valor base (há 4 mercadorias diferentes) e a esse valor aplicam-se todos os bónus de trade aplicáveis e o jogador recebe esse valor em cartas. O outro bónus do Consume é o 2x, que duplica o total de pontos que o jogador recebe nessa fase de consume. Este é um must, para quem quer seguir estratégias produtivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, há o Produce onde se produz. Todos os planetas de produção produzem e o bónus de quem escolher o role é poder produzir num planeta windfall à escolha (os tais que, em condições normais não produziam). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande diferença para o Puerto Rico e o San Juan é que os roles são escolhidos simultaneamente por todos os jogadores, em vez de sequencialmente e só se executam os que forem escolhidos por alguém. Esta alteração é, provavelmente aquela que mais fundamentalmente muda o jogo, para melhor, na opinião de alguns, ou para pior, na opinião de outros. Para além disso, os planetas abrem mais possibilidades, por terem uma estrutura mais complexa do que as plantações e toda a lógica do Consume também enriquece substancialmente o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A apreciação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Race for the galaxy não é um jogo fácil de digerir. Não porque as regras sejam muito complicadas - porque não são - mas porque é daqueles jogos que confronta o jogador desde o início com uma árvore de decisão bastante larga e não lhe dá pistas absolutamente nenhumas sobre qual o melhor caminho a seguir. E para se jogar o jogo com um mínimo de competência, é preciso elaborar e pôr em prática planos de médio prazo que exigem algum conhecimento do jogo. Para piorar as coisas, a iconografia das cartas, que funciona bem para os jogadores minimamente experientes, tem de ser aprendida. E antes de ser aprendida, confunde muito mais do que ajuda. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por exemplo, para montar um motor produtivo que renda 8 pontos a cada 2 jogadas, é preciso fazer vários Settles de planetas de produção, reunir o capital necessário para os conseguir pagar e garantir que existem consume powers suficientes para que os bens produzidos nesses planetas possam ser trocados por pontos. E depois é preciso operar esse motor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que um jogador, que está às aranhas a tentar perceber para que é que as cartas que tem na mão servem, há-de saber que precisa de fazer isto tudo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é simples: não vai saber. Ou pelo menos, não vai saber durante os primeiros 2 ou 3 jogos, no mínimo. E se não jogar mais do que esses 2 ou 3 jogos, vai ficar a pensar que o Race não mais do que uma espécie de San Juan muito mais confuso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois há a questão da interacção. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para ser claro: este não é um jogo que facilite, ou promova a conversa e o convívio entre os jogadores. Nunca num jogo de Race vai haver o tipo de ambiente barulhento e participado que existe, por exemplo, num jogo de El Grande, ou de Settlers of Catan. A escolha simultânea dos roles faz com que uma parte do jogo decorra normalmente em silêncio e o número brutal de possibilidades e decisões difíceis com que cada jogador é confrontado a cada ronda, também não facilita o convívio. Assim, os jogos de Race for the Galaxy costumam ser relativamente silenciosos, com todos os jogadores concentrados no que pretendem fazer. Normalmente a conversa acontece mas é no fim do jogo, sobre as estratégias que se seguiram, as opções que se fizeram, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o facto de este não ser um jogo social, que não é, não quer dizer que este não seja um jogo em que não exista interacção. Pelo contrário, as acções de cada jogador influenciam bastante o jogo dos outros, embora de uma forma indirecta. Quem se focar exclusivamente no seu próprio jogo, dificilmente vai ter hipóteses de se sair bem. Mas, mais uma vez, o jogo não força essa interacção, ou dá sequer pistas sobre ela. Esta necessidade de prestar atenção ao que os outros estão a fazer tem de ser aprendida com a experiência. É perfeitamente possível jogar um jogo de Race exclusivamente focado no próprio jogo... e até é o que acontece normalmente, durante os primeiros 5 ou 10 jogos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Estes factores fazem com que este Race for the Galaxy não seja um jogo que vai agradar a toda a gente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; São necessários 2 ou 3 jogos para interiorizar os mecanismos o suficiente, para se poder começar a aprender estratégias. São necessários 5 ou 10 jogos para aprender as estratégias básicas. São necessários 15 a 20 jogos para começar a aprender a reagir ao jogo dos adversários e a aproveitar as oportunidades que eles proporcionam e são necessários mais de 30 jogos, para começar a conseguir utilizar o tempo, no sentido mais gamey do termo, de uma forma eficaz (e isto sei, porque joguei 30 jogos até agora  e ainda não consigo fazê-lo correctamente :) ). Só isto já chega para afastar uma boa parte dos jogadores.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Por outro lado, este é um jogo bastante "euro", no sentido mais negativo do termo. Ou seja, não há aqui um tema envolvente, nem mecanismos que façam sentido para o servir. Os jogadores não se sentem no papel de governantes de um império intergaláctico, nem nada que se pareça, pelo que quem mais valoriza este tipo de experiência, provavelmente também não vai apreciar este Race for the Galaxy. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Agora, para aqueles que, como eu, não precisam de tema e que gostam de jogos complexos, com decisões muito complicadas em todas as jogadas, muitos factores a ponderar e grande variedade estratégica, este Race for the Galaxy é uma benção dos céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem se tinha cansado do Puerto Rico, por achar que se tornava um pouco repetitivo ao fim de algumas dezenas de jogos, este Race for the Galaxy é a solução. Aumenta substancialmente o número de estratégias possíveis, aumenta dramaticamente a variabilidade de jogo para jogo e resolve o maior problema do Puerto Rico, na minha opinião, que era a questão da ordem pela qual os jogadores se sentam na mesa e que dá grande vantagem ao tipo que tiver a sorte de se sentar à esquerda do novato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há aqui muitíssimo terreno a explorar e muitas estratégias possíveis para aprender. É daqueles jogos em que não é possível arranjar uma receita e depois aplicá-la sempre. É necessário escolher o melhor caminho a seguir, em função das condições que vão sendo apresentadas.  Ainda para mais, como o jogo é muito comprimido, graças à selecção simultânea dos roles, cada partida joga-se muito depressa e não é invulgar jogarmos 3 ou 4 jogos numa sessão. E funciona muito bem com 2 jogadores apenas, o que também é uma vantagem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nos nossos jogos tem-se revelado obrigatório ficar a conversar sobre o que cada um fez, o que poderia ter feito, o que resultou, o que falhou, etc, a seguir a cada jogo. É dos meus jogos favoritos de sempre, aquele que mais joguei em 2008 e, por isso, um sério candidato ao título de Estupendo de Ouro Estupendo 2007, embora ainda não me tenha curado a artrite nem modificado a anatomia da minha cara-metade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é caso para dizer: sacana do Tom Lehmann!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-921510357429593823?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/921510357429593823/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=921510357429593823' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/921510357429593823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/921510357429593823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/04/race-for-galaxy-o-sacana.html' title='Race for the Galaxy, o sacana!'/><author><name>zorg</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730246793479077143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-743987176405108943</id><published>2008-03-19T16:53:00.002+01:00</published><updated>2008-03-19T16:55:14.153+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Martin Wallace'/><title type='text'>A Santíssima Trindade de Martin Wallace *</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou a tentar descobrir qual é a "Santíssima Trindade" do Wallace.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que:&lt;br /&gt;O Pai é o Age of Steam,&lt;br /&gt;O Filho é o Princes of the Renaissance,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Espírito Santo... ainda não sei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pegarmos nos seus jogos mais emblemáticos e os anos em que foram editados, temos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2001 - Pampas Railroads, Liberté&lt;br /&gt;2002 - Age of Steam&lt;br /&gt;2003 - Princes of the Renaissance&lt;br /&gt;2004 - Struggle of Empires, Runebound&lt;br /&gt;2005 - Byzantium, Conquest of the Empire, Railroad Tycoon&lt;br /&gt;2006 - Perikles, Tempus&lt;br /&gt;2007 - Brass&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando 2006 como o "annus horribilis" do Martin Wallace, e excluindo também o Runebound - porque é de outro campeonato - e o Pampas Railroads - porque sendo emblemático, tem pouca expressão comercial - ficamos com:&lt;br /&gt;Liberté, Struggle of Empires, Byzantium, Conquest of the Empire, Railroad Tycoon e Brass.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aqui que fico baralhado...&lt;br /&gt;Sei que provavelmente o Soledade recomenda o Liberté, o Zorg talvez o Byzantium, e o Hugo recomenda... TODOS! :-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é que vocês recomendariam para o "slot" de "Espírito Santo" nesta Trindade e porquê?&lt;br /&gt;Ou será que têm outra "Santíssima Trindade?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Com a devida vénia ao Spirale, que é o autor moral e material deste post.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-743987176405108943?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/743987176405108943/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=743987176405108943' title='27 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/743987176405108943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/743987176405108943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/03/santssima-trindade-de-martin-wallace.html' title='A Santíssima Trindade de Martin Wallace *'/><author><name>zorg</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730246793479077143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>27</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-4789410461923066989</id><published>2008-03-14T01:38:00.003+01:00</published><updated>2008-03-14T01:46:54.721+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estupendo de ouro estupendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Martin Wallace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='melhor de 2007'/><title type='text'>Brass: o ressurgir da fénix*</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após a chocante tragédia familiar (já &lt;a href="http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2007/02/age-of-steam-review-em-2-actos.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; descrita) que se abateu sobre si e a sua família, Martin Wallace nunca mais foi o mesmo. Com o coração despedaçado pela ignóbil traição e incapaz de voltar a amar, entrou numa espiral descendente de decadência e degradação. O chatíssimo abstémio convicto, anti-tabagista fervoroso e frequentador assíduo da missa de domingo, deu lugar a um beberrão barulhento, fumador compulsivo e cliente habitual do prostíbulo da sua área de residência! Esta transformação teve um impacto profundo sobre todos os que eram forçados a conviver de perto consigo e as manifestações de júbilo sucederam-se, entre familiares, amigos, conhecidos e meretrizes habituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única excepção foi John Bohrer, pastor evangélico, fundador do clube dos ornitólogos amadores, conselheiro espiritual e amigo de longa data, que não aprovou esta transformação! Já se sabe que o barulho não é bem aceite entre os ornitólogos amadores e o aumento da concorrência no prostíbulo pelos favores das quengas mais pneumáticas, também não ajudou. As coisas chegaram mesmo a vias de facto e, não só a amizade terminou, como Martin ainda foi excomungado da igreja dos adventistas dos últimos dias e a sua alma condenada a arder para sempre no 19º inferno adventista, o dos que não souberam partilhar desinteressadamente a sua a quenga predilecta com o próximo. O mundo aguarda, assustado, as consequências desta luta fraticida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, todas estas qualidades recém-adquiridas não passavam de uma máscara para disfarçar a dor profunda que dilacerava o coração, ainda puro e cristão de Martin Wallace. A ex-esposa não lhe saía da cabeça e tinha muitas saudades das sessões de catequese dominicais com o seu filho adoptivo africano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por isso, as asneiras sucederam-se naturalmente: Tempus é unanimemente considerado mais chato do que um filme musical inspirado no discurso de abertura do novo ano judicial e o Perikles mais desajeitado e barulhento do que uma manada de búfalos sob o efeito de anfetaminas, a correr num armazém do IKEA. As coisas não estavam mesmo nada bem e, o outrora talentoso criador de clássicos, parecia ter perdido o seu mojo para sempre. Alguns dos mais bonitos membros da comunidade de jogos de tabuleiro chegaram mesmo a afirmar:&lt;br /&gt;- O Wallace perdeu o seu mojo para sempre, Hugo.&lt;br /&gt;- Não perdeu nada! O Wallace é lindo, perfeito... e sempre será!&lt;br /&gt;- Pronto, 'tá bem... não é preciso chorar... vá, Hugo, acalma-te. Pronto. O Wallace é o maior. Pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que Wallace tomou uma não-decisão que haveria de se revelar determinante: expulso de casa pelo banco devido à sua incapacidade em manter os pagamentos da hipoteca - não é fácil levar uma vida decadente com o magro salário de autor consagrado de jogos de tabuleiro - decide voltar a viver com a mamã, no Lancashire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ares saturados de metais pesados cancerígenos, a paisagem desordenada, o clima húmido e deprimente, as intragáveis tartes de vísceras de carneiro cozido da mamã, o regresso à sua velha cama, a cerveja morna... tudo isto contribuiu para que as feridas começassem a sarar. Lentamente foi recuperando o seu equilíbrio emocional. A sua mulher e o seu filho adoptivo africano foram-se tornando recordações de um passado longínquo, já ultrapassado. Já só sentia falta das quengas! E, numa tarde abençoada, num dos seus inúmeros passeios pelas colinas do Lancashire em busca de um bordel como deve ser, Martin Wallace sentou-se debaixo de um frondoso carvalho a descansar e contemplou a paisagem salpicada de canais e caminhos de ferro, com o oceano no horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, todo o barulho cessou e o sol cresceu até ocupar todo o céu. Ofuscado pela luz, foi com muita dificuldade que Martin Wallace conseguiu ver dois anjos pousarem suavemente à sua frente, carregando nas mãos um tabuleiro em ouro maciço onde estava representada precisamente a magnífica paisagem do seu Lancashire natal. E um deles disse, com voz celestial:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Terás de virar indústrias para receber os pontos e necessitarás de carvão para umas indústrias mas não para outras. Não haverá leilão nem dados, mas terás cartas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Martin Wallace ajoelhou-se, maravilhado, benzeu-se muitas vezes e balbuciou a custo:&lt;br /&gt;- Posso ficar com esse tabuleiro em ouro maciço e transformá-lo em lingotes para garantir a minha independência financeira? É que viver com a mamã nesta idade é profundamente embaraçoso... e tenho saudades do convívio carnal com a Lenusya, a flor proletária de Leninegrado, que não é nada barata...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anjos sorriram candidamente, elevaram-se nos ares... e levaram consigo o tabuleiro, enquanto mostravam ao nosso herói a perfeição absoluta do celestial dedo médio das respectivas mãos, mantendo-o bem esticado, com todos os outros encolhidos. Martin Wallace reflectiu, maravilhado, no que tinha acabado de presenciar e deu graças ao Senhor:&lt;br /&gt;- Anjos dum cabrão, não só não me deixam ficar com o ouro, como ainda me fazem caralhadas! Nunca mais vou conviver carnalmente com a Lenusya, a flor proletária de Leninegrado, que não é nada barata!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, a semente estava plantada na mente do nosso herói e não demorou muito a germinar. Pouco a pouco, a ideia de virar indústrias foi crescendo, os pormenores do tabuleiro de ouro foram ganhando nitidez e, de repente, tudo começou a fazer sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse momento que nasceu Brass!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, antes que perguntem: sim, está comprovado cientificamente que os metais pesados podem provocar alucinações, particularmente em pessoas que sofram de algumas formas de sífilis, muito comuns na ex-União Soviética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O jogo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A acção de Brass tem lugar no início da revolução industrial, no Lancashire natal de Martin Wallace. Os jogadores representam não se sabe muito bem o quê e têm de tentar montar uma economia o mais eficaz possível. Para isso vão construir indústrias de vários tipos (fábricas de têxteis, portos, minas de carvão, indústrias metalúrgicas, ou estaleiros navais). Essas indústrias vão gerar dinheiro e recursos, para construir mais indústrias, e pontos que servirão para decidir o vencedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo uma obra de inspiração divina, seria de esperar que este Brass tivesse mecanismos muitos inspirados e originais, ou não fosse Deus o mais inspirado de todos. Como é uma obra inspirada por substâncais cancerígenas em conjugação com uma forma comum de uma doença venérea, este Brass é ainda mais inspirado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como se joga&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada jogador recebe 8 cartas no início do jogo. Uma carta pode ser de 2 tipos: localização ou indústria. Uma ronda começa, com a fase de rendimentos onde todos os jogadores recebem o dinheiro a que têm direito. Na sua vez, um jogador fará 2 acções e para cada uma delas terá de jogar uma carta. No entanto, só na acção de construção é que é relevante qual a carta que se joga. Em todas as outras, só é obrigatório jogar uma carta porque estas servem como temporizador de jogo: quando o baralho acaba pela primeira vez, termina a era dos canais e tem início a dos caminhos de ferro. Quando acaba a segunda vez, termina o jogo. Depois de todos os jogadores terem efectuado as suas acções, a ordem de jogo para a próxima ronda é determinada de uma forma curiosa: o jogador que gastou menos dinheiro na ronda corrente será o primeiro a jogar, seguido pelo segundo mais gastador e assim por diante. Cada jogador também recebe 2 cartas para substituir as que jogou e tem início uma nova ronda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 5 acções que podem ser feitas pelos jogadores: construir indústrias, pedir empréstimos ao banco, vender algodão e desenvolver a sua tecnologia. Também se pode passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só na acção de construção é que a carta que se joga é relevante. Se for uma carta de localização, pode-se construir uma indústria numa localização específica, desde que essa localização suporte essa indústria (cada localização no mapa tem desenhadas as indústrias admissíveis) e desde que seja possível transportar os recursos necessários à construção dessa indústria específica para lá. Se a carta usada na construção for de indústria, então só pode ser usada para construir essa indústria específica numa localização que esteja ligada à rede de um determinado jogador pelos seus próprios canais/carris. Mais uma vez, também é necessário que seja possível transportar os recursos necessários à indústria em causa, caso sejam necessários alguns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 2 tipos de recursos, carvão e ferro, e as regras de transporte são diferentes para cada um. No caso do carvão, tem de haver um caminho contínuo de canais/carris de qualquer jogador, desde a mina que o vai fornecer, até à localização onde vai ser construída a indústria que dele necessita. No caso do ferro não é necessário existir ligação. Há indústrias que necessitam de recursos para serem construídas e há indústrias para as quais só é necessário dinheiro. Caso não exista carvão ou ferro no mapa (ou, no caso do carvão, em condições de ser transportado para o local) e haja uma ligação entre a localização de construção e um porto, então é possível comprar esse carvão, usando um mecanismo parecido com o de compra dos combustíveis no Power Grid: as primeiras compras são mais baratas e, à medida que a procura vai aumentando, o preço da matéria prima vai aumentando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma indústria é representada por um tile. Numa das faces tem o preço, o símbolo que a identifica e o nível de desenvolvimento tecnológico que tem. Pode ter ou não um carril ou um canal, caso seja exclusiva de uma das eras. Do outro lado, para além do símbolo identificador, tem o número de pontos que vale e o rendimento que proporciona.  E isto leva-nos a uma das ideias mais inspiradas do jogo: virar tiles! Eu sei que "virar tiles" não parece a ideia mais inspirada do mundo, mas é! Passo a explicar: quando se constrói uma indústria ela fica com a face dos pontos e do rendimento virada para baixo. Isto significa que não vale pontos nem dinheiro. Para que passe a valer, é preciso "virar" a indústria, o que corresponde a virar a tile ao contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada indústria "vira" de forma diferente: as minas de carvão e as fundições de ferro vêm com recursos em cima (cubos pretos, representando o carvão, ou laranja, representando o ferro) e "viram" quando esses recursos são consumidos pelos jogadores ; as fábricas de têxteis e os portos viram aos pares, quando um jogador escolhe a acção "vender algodão" ; os estaleiros viram mal são construídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos temáticos, virar uma indústria significa que ela está a funcionar em pleno e a escoar a sua produção. Por isso é que o seu dono está a receber o lucro dessa actividade económica continuada, através do rendimento no início de todas as rondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pormenor importante é que uma indústria não tem de ser virada pelo seu dono e é bastante comum que, por exemplo, uma mina de carvão, ou uma metalúrgica, sejam viradas por outro jogador que necessita dos recursos em causa, ou que necessita do porto para vender o seu algodão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando isto acontece, é sempre o dono da indústria que recebe os pontos e o rendimento respectivos. O génio de toda esta mecânica do "virar" tiles - e acreditem que há uma dose considerável de génio aqui - é que permite, de uma forma muito versátil e simples, modelar as relações económicas complexas entre as várias indústrias e as flutuações da oferta e da procura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que as indústrias custam dinheiro e recursos a construir, também é importante perceber onde é que se vai buscar esse dinheiro. Há três hipóteses: o rendimento no início de cada ronda, pedir um empréstimo, ou amuar e dizer "o jogo é meu e se não me deixam tirar 500 libras do banco, já ninguém joga mais"! Apesar de só as duas primeiras opções estarem contempladas nas regras, a terceira é muito usada em minha casa, particularmente quando estou a perder. O rendimento no início de cada ronda, corresponde ao somatório do rendimento das indústrias que já foram "viradas" e está marcado numa escala que também é usada para marcar os pontos nas fases de scoring, pelo que lhe chamarei escala de income/scoring. Está dividida em zonas, que são maiores (contêm mais divisões), quanto mais alto for o income. Para pedir um empréstimo joga-se uma carta (embora seja irrelevante qual) e o  jogador decide quanto dinheiro vai pedir, até um máximo de 30 libras. Por cada 10 libras que peça emprestadas, recua uma "zona" na escala de scoring/income. Ou seja, quanto mais alto for o nível de income do jogador que o pede, maior é a cacetada que leva no seu rendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A acção de desenvolvimento também é uma ideia muito inspirada. As indústrias estão agrupadas por nível tecnológico e têm de ser construídas por ordem. As mais modernas normalmente dão mais pontos e são mais caras, enquanto as mais antiquadas, dão mais rendimento e são mais baratas. Como têm de ser construídas por ordem (primeiro todas as de nível 1, depois todas as de nível 2 e por aí fora), antes do jogo começar, são divididas por pilhas ordenadas, com as mais antigas em cima e as mais modernas em baixo. A acção de desenvolvimento tecnológico é simplesmente "deitar fora" uma ou duas indústrias mais antigas, pagando para isso, abrindo assim caminho para que sejam construídas as mais recentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na acção de construção, também se pode construir canais (na era dos canais), ou carris (na era dos caminhos de ferro). Estes têm um preço fixo e, no caso dos carris, é necessário carvão para os construir. A carta que se usa para os construir é irrelevante, mas só se pode construir a partir de uma localização que contenha uma indústria do mesmo jogador, ou que esteja ligada por canais/carris do jogador a outra localização nessas condições. Os jogadores são assim incentivados a irem expandindo a sua rede a partir de localizações onde possuam indústrias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da era dos canais, todas as indústrias de nível 1 são retiradas do tabuleiro e é levantada a restrição que impede que cada jogador tenha mais do que uma indústria na mesma localização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais uma série de regras e excepções mas, em termos genéricos, o jogo é mais ou menos isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O resultado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os parágrafos anteriores parecem confusos, isso tem uma explicação simples: o reviewer é um labrego, embora extraordinariamente bonito! Para além disso, o jogo em si também não ajuda nada! As regras não são muito intuitivas e têm a sua quota parte de excepções que é preciso interiorizar. Há conceitos semelhantes que são regidos por regras diferentes e isso é um pouco confuso para um novo jogador. Tem também muitas regras sobre pormenores relativamente insignificantes, que só introduzem mais confusão (o canal virtual de Liverpool para Birkenhead é um dos exemplos maiores). Por isso, é normal que existam muitas dúvidas e erros de interpretação das regras, por parte dos jogadores menos experientes. Quem for o explicador, que se prepare para dizer muitas vezes "não podes fazer isso" e ouvir muitas vezes "não tinhas explicado isso assim", mesmo quando tiver explicado isso assim! Mas, à medida que se vai ganhando experiência, as coisas vão ficando mais claras e a experiência mais fluída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vale a pena ultrapassar essa barreira inicial, porque este é um jogo muito interessante. É um jogo sobre a criação de uma infraestrutura económica complexa de uma forma mais eficiente que os outros jogadores. Também é um jogo sobre oferta e procura, onde os jogadores são constantemente obrigados a adaptar-se e a tirar partido das flutuações do mercado provocadas pelas acções de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cartas condicionam a estratégia inicial, porque restringem os locais e as indústrias que cada jogador pode construir (e impedem estratégias pré-definidas de serem aplicadas), mas não são castradoras a ponto de condenarem um jogador ao fracasso, só porque não teve uma boa mão de cartas. O melhor plano é, assim, aquele que aproveita as cartas disponíveis e tem flexibilidade suficiente para tirar partido das incidências do jogo. Há considerações de médio/longo prazo que se prendem principalmente com as acções de desenvolvimento e os empréstimos, mas também há muitas oportunidades tácticas que também é preciso saber aproveitar. Não há praticamente interacção directa, no sentido de se poder destruir alguma coisa que os outros jogadores façam (há uma excepção,  em que é permitido construir uma mina "sobre" a mina de um adversário, mas as condições em que isso é permitido, fazem com que aconteça poucas vezes), mas há uma grande dose de interacção indirecta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negar oportunidades de construção aos adversários, aproveitar a jogada de outro jogador para conseguir ganhos imediatos, tirar partido da geografia para negar o acesso a recursos importantes aos outros jogadores... tudo isto são formas possíveis de interagir com os outros no Brass.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também há pontos menos fortes. Para já, há a  questão das regras: estão mal escritas e são muito pouco limpas. Há muitas excepções, que às vezes não se compreende como foi possível que tenham chegado a um jogo publicado. Mas mais importante, há a questão do fim de jogo, que este Brass, na minha opinião, não consegue "resolver" de uma forma completamente satisfatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início e fases intermédias são empolgantes, interessantes e até desafiantes, porque a componente de construcção e exploração da infraestrutura está, de facto, muito bem implementada. É compensador e divertido criar uma rede de indústrias interdependentes, gerir o dinheiro e ir resolvendo os imprevistos colocados pelos outros jogadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, chega-se a uma determinada altura do jogo e já não há muita coisa a construir. Em todos os jogos em que joguei, nas duas ou três últimas jogadas houve sempre vários jogadores que, pura e simplesmente, não tinham nada de lucrativo a fazer. A solução mais óbvia seria, pedir empréstimos ao banco, já que o dinheiro em caixa vale 1 ponto por cada £10 e o income não vale absolutamente nada. Só que, provavelmente para evitar que as últimas rondas se transformassem numa sucessão de pedidos de empréstimo, Martin Wallace resolveu este problema de uma forma muito pouco elegante: pura e simplesmente proibiu os empréstimos nas últimas 4 rondas do jogo. Eu não consigo pensar em nenhum motivo temático que justifique esta regra e tenho muito poucas dúvidas que ela só existe para evitar o tal festival de empréstimos no final do jogo. Como a regra existe, o que acontece muitas vezes nos nossos jogos, é que há jogadores que pura e simplesmente passam, na última e/ou penúltima rondas. No fundo, parece que o jogo atinge o seu clímax antes do tempo e, na altura em que devia ser mais emocionante e mais empolgante - o final - já a emoção passou e já toda a gente está a fumar um cigarro e a pensar na vida. Uma espécie de ejaculação precoce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, sinceramente, não sei qual seria a melhor solução para resolver este problema, mas sei que a solução encontrada não é boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, esta ejaculação precoce, que, como é sabido, é perfeitamente normal nos homens a partir de uma determinada idade e que não significa nada a não ser que andam cheios de stress com o trabalho, não impede este Brass de ser um excelente jogo! Toda a parte inicial a preparar a entrada na era dos caminhos de ferro, o mar de oportunidades que se abre quando se muda de era em virtude do levantamento da restrição de construção de várias indústrias do mesmo jogador por cidade (e também por algumas regiões do mapa só serem acessíveis por carris) é muito bem conseguida e faz deste Brass um dos melhores jogos de Martin Wallace e o melhor dos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que este Brass é um dos candidatos ao título de Estupendo de Ouro Estupendo 2007!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Baseado numa história verídica**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** Não, afinal não&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-4789410461923066989?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/4789410461923066989/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=4789410461923066989' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/4789410461923066989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/4789410461923066989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/03/brass-o-ressurgir-da-fnix.html' title='Brass: o ressurgir da fénix*'/><author><name>zorg</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730246793479077143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-237036381987395084</id><published>2008-03-12T20:08:00.004+01:00</published><updated>2008-03-13T12:40:06.832+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estupendo de ouro estupendo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='melhor de 2007'/><title type='text'>O melhor de 2007, de acordo com o Homem Estupendo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Homem  Estupendo, tem uma força estupenda, um raciocínio estupendo, uma visão estupenda  e uma capacidade estupenda de avaliar jogos de tabuleiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o Homem Estupendo também é um gajo de uma generosidade estupenda, resolveu colocar neste estupendo blog uma série de estupendas reviews onde serão dissecados ao pormenor os jogos candidatos a receber o Estupendo de Ouro Estupendo, ou seja, o título de mais estupendo jogo de 2007!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final desta série estupenda, o Homem Estupendo anunciará ao mundo então, qual a sua escolha estupenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro jogo a ser analisado nesta estupenda série, será o estupendo Brass. A estupenda review será aqui colocada antes do final da semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que dizer disto tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hmmm... estupendo?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-237036381987395084?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/237036381987395084/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=237036381987395084' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/237036381987395084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/237036381987395084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/03/o-melhor-de-2007-de-acordo-com-o-homem.html' title='O melhor de 2007, de acordo com o Homem Estupendo'/><author><name>zorg</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730246793479077143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-7760545385887632297</id><published>2008-02-12T18:19:00.000+01:00</published><updated>2008-02-12T19:01:53.771+01:00</updated><title type='text'>Session Report: Race for the Galaxy e Reef Encounter</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nota muito prévia&lt;/strong&gt;: Esta session report foi escrita, para além do amor normal destas ocasiões, com uma grande dose de ironia. Apesar da utilização desse estilo ser, por si só, motivo de grande orgulho para o seu autor, ele refere-se especialmente e exclusivamente a 3 visados que, por várias razões, podem ser bastante queridos para muitos dos que têm o prazer de ler este blogue. Assim, se ama incondicionalmente os jogos Race for the Galaxy, Reef Encounter e tem uma admiração pelo Sporting Clube de Portugal e é facilmente susceptível, aconselho vivamente a que não passe os seus olhos e a sua atenção para nada do que vier a seguir.&lt;br /&gt;O que eu quero evitar, a todo o custo, são mais chatices. Em todo o caso, se vinha com boas intenções e devido a este aviso ficou de pé atrás, clique num dos links do lado onde, certamente, se sentirá compensado pelo incómodo causado.&lt;br /&gt;A todos os outros, depois não digam que não os avisei.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um dia, mais um jogo.&lt;br /&gt;Desta vez o entusiasmo dos meus comparsas era sentido duma forma muito peculiar. Tinham experimentado recentemente o Reef Encounter que se revelou uma bela surpresa sobre vários aspectos e andavam doidos por o jogar uma segunda vez:&lt;br /&gt;- É muito bom – diziam enquanto comiam mais um naco da entremeada de leitão servida em doses bastante generosas no Benfiquista, restaurante de tradição mediana e que deve o nome à feliz filiação clubística do dono.&lt;br /&gt;Não contentes com a confiança e ainda imbuídos dum espírito de alegria em sequência dos golos do Fátima que iam entrando na baliza do grande rival do clube dos seus corações, avançaram mesmo para planificação daquela que seria considerada, por muitos, como a noite mais que perfeita no que toca a jogos. Uma sessão de Race for the Galaxy para aquecer os motores e logo de seguida uma de Reef Encounter.&lt;br /&gt;A convicção do sucesso da noite foi tanta que até houve lugar a brinde, coisa rara nos momentos de repasto, mas que, devido à imperial oferecida pelo dono do Restaurante, pouco mais havia a fazer.&lt;br /&gt;- Ao Fátima e aos jogos!&lt;br /&gt;- Ao Fátima e aos jogos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explicação do Race for the Galaxy foi complicada de perceber. Mas a coisa começou logo mal. Afinal a primeira frase da explicação foi uma já bastante conhecida e que me começa a enervar bastante a alma de jogador:&lt;br /&gt;- Existem vários roles. Cada vez que um jogador joga uma carta de role, todos podem e devem fazer a correspondente acção.&lt;br /&gt;Mas, se as regras, que tirando a 1ª frase, foram difíceis de perceber, pô-las em prática foi ainda pior. Qualquer carta que eu punha na mesa, com aquele tão característico entusiasmo dum novato num misto de infantilidade e descoberta, era logo abafada pelas vozes mais experientes a transbordar austeridade e punição:&lt;br /&gt;- Não podes!&lt;br /&gt;E se, após alguns momentos de profunda reflexão, colocasse outra:&lt;br /&gt;- Não podes!&lt;br /&gt;Por isso, o desespero foi grande mas, com algum esforço, lá consegui jogar uma carta válida, embora não estivesse certo para o que servia. Os meus adversários, como seria de esperar, tratavam já o jogo por tu e as cartas saiam-lhes das mãos com bastante ligeireza, fazendo-me lembrar a agilidade dos croupiers dum qualquer casino do mundo.&lt;br /&gt;Mediante a desvantagem no marcador, que com o passar das rondas era mais vincada e humilhante para a minha pessoa, lembrei-me de fazer uma pergunta bastante pertinente e reveladora daquilo que espero quando me sento à mesa. Quais eram, afinal de contas, as formas de poder atacar directamente um adversário. Tinha lido que há uma estratégia militar que pode ser usada…&lt;br /&gt;- Não podes!&lt;br /&gt;Bem, revelado todo o entusiasmo que uma partida de Race for the Galaxy pode ter, pelo menos no que concerne à parte militar, concentrei-me numa forma de ganhar alguns pontos. Fiz a acção correspondente e a coisa não correu como eu esperava:&lt;br /&gt;- Ora bem deixa lá ver, esta parte é um bocado difícil de perceber numa primeira fase, por isso toma atenção para perceberes todo o processo. Tens aqui esta carta amarelinha que te dá um ponto e esta azulinha que te dá outro. Eu tenho esta vermelhinha que em conjugação com esta amarelinha me dá 3 pontos. Tas a ver? Agora pego nesta verdinha e ganho mais 1 ponto e nesta azulinha e ganho mais 3 pontos. Percebeste?&lt;br /&gt;O mistério adensava-se e comecei a desejar o fim daquele suplício. Entretanto fui olhando com muito agradado para a arte das cartas que estava verdadeiramente brilhante. Bem bonitas as cartas. No meio daquilo tudo alguém escolheu a produção. Tal como previa a coisa não foi favorável para o meu lado:&lt;br /&gt;- Ora bem, tu tens um planeta amarelo, ganhas uma cartinha amarela. Recebes mais uma azul por causa desta cartinha aqui. Tas a ver? Eu recebo duas amarelas, três azuis, uma verde…&lt;br /&gt;Terminado o jogo e feitas as contas, o resultado não foi coisa que me pudesse orgulhar. No entanto, na conversa pós sessão, não pude evitar de ouvir alguns comentários bem interessantes e, porque não dizê-lo com toda a sinceridade, estranhos:&lt;br /&gt;- É espectacular o jogo. Cada vez que jogo gosto mais dele. É mesmo brilhante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próximo jogo, Reef Encounter.&lt;br /&gt;Devo confessar que tinha tido uma jornada de trabalho um pouco cansativa. Muita coisa a fazer, e parecendo que não, nos dias de maior movimento, uma pessoa acaba por ficar mais fatigada do que em dias de menor exercício laboral. A verdade é que o jogo Race for the Galaxy não ajudou a arrebitar e portanto estava numa posição debilitada. A explicação das regras correu bem, mas percebi logo o que me esperava.&lt;br /&gt;O jogo começou e desde logo instalou-se um silêncio desconfortável. Ninguém falava e estavam todos absortos nas tiles que lhe caíram em sorte. Comecei a ouvir o tic tac do relógio de parede e aquele som deu-me para adormecer. Comecei a sonhar com mulheres nuas a snifar coca e a beber champagne. Despi-me também de preconceitos e snifei com elas. Tinha acabado de vender 3 quadros num leilão de arte moderna e o tempo era de comemoração. Agarrei-me a uma delas e senti-lhe os seios ainda a desabrochar, mas rijos…&lt;br /&gt;- Joga pá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despertei do idílio e pensei no jogo. Joguei quatro tiles amarelinhas e depois coloquei o camarão em cima delas. Saquei 3 tiles vermelhinhas e uma azulinha.&lt;br /&gt;Quando passei, o jogador seguinte demorou algum tempo a fazer a sua jogada. Tudo em silêncio, nem um pio se ouvia a não ser a o som da urina da vizinha de cima que tinha ido à casa de banho. Esse som fez-me adormecer novamente e vi-me na pele dum príncipe renascentista a percorrer a cavalo as bonitas cidades italianas, comprando influência aqui e ali. À minha frente todos os homens abriam, com respeito, passagem e todas as mulheres olhavam-me encantadas e com desejo. Não havia na renascença homem mais corajoso que eu e de família mais prestigiada…&lt;br /&gt;- Joga pá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda atordoado fiz a minha jogada. Mudei uma tile amarelinha para uma verdinha, depois comi uma tile azulinha com as minhas tiles amarelinhas. Joguei 4 tiles laranjinhas e saquei do meio 2 azulinhas e outras duas vermelhinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechei novamente os olhos á procura de melhores momentos. Estava frio e senti os dentes a bater. Estava no Lancashire com a minha amada Camila e planeávamos, juntos, construir a maior rede de linhas-férreas de Inglaterra. Chegaríamos a todas as cidades e poderíamos contribuir para o desenvolvimento do país, ganhar muito dinheiro…&lt;br /&gt;-Joga pá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá joguei umas cores quaisquer, tanto fazia, e coloquei um camarão em cima. Afinal, e segundo o que me foi explicado desde o início, o camarão e a sua colocação era de especial importância para a estratégia. Com tudo isto já se tinha passado uma hora e a namorada do dono da casa apareceu vinda das brumas:&lt;br /&gt;- Vocês estão todos bem? Não os oiço há que tempos. Estão tão sossegados…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o sono voltou e sonhei com Lisboa a ser atacada por criaturas mitológicas e que eu fugia delas a todo o custo. Safava-me à morte de forma ágil e ao meu redor sentia a morte dos lisboetas e o cheiro a sangue. Centauros, Fénix, Titans, Krakens atacavam sem piedade, mas eu conseguia-me safar energeticamente de todos os perigos que encontrava pela frente…&lt;br /&gt;-Joga pá! Estás para aí a dormir e depois dizes que os jogos não prestam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho até casa o Rádio dava então a notícia que eu não esperava. O Sporting, por obra do destino, deu a volta ao marcador e ganhou o jogo ao Fátima. Paulo Bento falava da atitude e do espírito de sacrifício. Cheguei a casa ainda ensonado e quando me deitei a mulher perguntou interessada:&lt;br /&gt;- Divertiste-te?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R7Hb9A7mvGI/AAAAAAAAAOM/iRj6sp_mvI0/s1600-h/medium_lagaffe_repos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166152088839175266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R7Hb9A7mvGI/AAAAAAAAAOM/iRj6sp_mvI0/s320/medium_lagaffe_repos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-7760545385887632297?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/7760545385887632297/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=7760545385887632297' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/7760545385887632297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/7760545385887632297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/02/session-report-race-for-galaxy-e-reef.html' title='Session Report: Race for the Galaxy e Reef Encounter'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R7Hb9A7mvGI/AAAAAAAAAOM/iRj6sp_mvI0/s72-c/medium_lagaffe_repos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-1880106133595165376</id><published>2008-02-06T14:54:00.000+01:00</published><updated>2008-02-06T17:45:32.491+01:00</updated><title type='text'>Crítica: La Città</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Com a queda do Império Romano do Ocidente, iniciou-se um novo período chamado de Idade Média. Assistiu-se, então, a grandes alterações na Europa, tanto a nível político, como económico, social e cultural. Uma das principais consequências de todas estas mudanças foi o colapso das cidades que, como sabemos, eram um dos principais pilares do Império.&lt;br /&gt;Com a chegada dos povos do Norte, passou a existir menos comércio entre as urbes e as populações acabaram por as abandonar, migrando para os campos afim de trabalhar neles. Mediante a perda das transacções financeiras e do desaparecimento da moeda, a terra passou a ser o meio principal de subsistência.&lt;br /&gt;Com o passar dos séculos, as cidades voltaram a ter a importância merecida, nomeadamente em Itália. Voltaram a florescer os mercados, as trocas comerciais e com o esgotamento das terras, as pessoas procuraram melhores condições nestes pólos.&lt;br /&gt;É precisamente aqui, nesta fase de desenvolvimento urbano que Gerd Frenchel chama os jogadores de todo o mundo para tentarem eles fazerem parte deste processo. Assim surge La Cittá, um jogo já com 8 anitos mas que, passado todo este tempo, ainda é falado e jogado por todos os que gostam de jogos de tabuleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada jogador que decidir sentar-se à mesa, faz o pomposo papel dum príncipe italiano e tem como objectivo, além de constar nos livros de história, a árdua tarefa de fundar e fazer crescer as suas cidades. Para o efeito vai começar o jogo com duas no mapa. Esse começo equivale a dois castelos, um em cada cidade e com 3 bonecos de população neles. A partir daqui o megalómano príncipe terá de se esforçar por conseguir prosperar a sua urbe, construindo para esse fim edifícios e mais edifícios e também chamando mais população para as terras em questão. A ideia do jogo é bastante sedutora e desde de início consegue convencer. O mapa é bonito e as dezenas de bonecos de plástico fazem acreditar que existem ali pessoas. Eu gosto de jogos com bom aspecto e fico muito feliz quando as editoras se dão ao trabalho de substituir os cubos por miniaturas. Portanto, neste aspecto, pouco mais se pode pedir a La Città.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R6m9LGB6q1I/AAAAAAAAANs/ZSZG2RRzgJE/s1600-h/citta1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163866446051846994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R6m9LGB6q1I/AAAAAAAAANs/ZSZG2RRzgJE/s320/citta1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Existem algumas regras que têm de ser cumpridas desde o início. Aconteça o que acontecer, cada cidade vai ter de possuir um mercado quando existirem nela 5 bonecos (cada boneco são 1000 pessoas). Se atingir esse máximo e não tiver um mercado, a cidade não poderá crescer. Por outro lado, também terá de ser construída uma fonte ou uns banhos públicos sempre que a cidade chegar aos 8000 elementos. Estas construções terão obrigatoriamente de serem feitas junto aos lagos disponíveis no mapa. Tudo muito terra a terra e lógico. Como se fosse pouco, o príncipe terá de ter em atenção duas coisas importantes. A primeira é a alimentação da sua população. Quanto mais a cidade crescer populacionalmente, mais terras para cultivadas terá de ter. Isso resolve-se com a construção de uma quinta. No entanto poderá ser necessário recorrer à construção de mais quintas caso o jogo comece a correr de feição. Quanto mais gente, mais difícil é administrar e ter controlo. Outro dos problemas que se colocam ao jogador é dinheiro. Como está bom de ver, para fazer as construções, é necessário haver metal. Esse metal vem das pedreiras, que tal como a quinta tem de ser construída em locais específicos. Isso permite ao jogador ter alguma liquidez para as rondas, podendo construir edifícios melhores e mais valiosos.&lt;br /&gt;Relembro que inicialmente os pobres jogadores começam com duas cidades e terão de pensar nas duas e desenvolvê-las em conjunto, que é mais um problema bastante complicado de resolver. O dinheiro e a comida vale para o conjunto das duas cidades.&lt;br /&gt;Este é um desafio bastante interessante. Dá dores de cabeça e faz um jogador ter de tomar decisões complicadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população que se estabelece nas cidades existentes no mapa migra dumas para as outras em sequência das suas necessidades e importância que a sua opinião dá a determinados assuntos. Ou seja, a população procura melhores condições na Saúde, Ensino ou Cultura. Até aqui tudo bem. Todas as rondas, os jogadores conhecem as necessidades do povo e mediante essas necessidades os príncipes são confrontados com as migrações. É aqui, em resultado disto, que as cidades crescem em população ou diminuem. Exemplo: Os cidadãos decidem que querem melhor ensino. A partir desta altura as cidades que tenham mais edifícios dedicados a esta área da vida, recebem novos moradores das cidades vizinhas. Como se verifica, a coisa tem sentido e enquadra-se bem no tema.&lt;br /&gt;O problema é a forma como essa opinião é expressa. Gerd Frenchel não gere bem esta particularidade do jogo. São colocadas quatro cartas viradas para baixo e uma para cima. Essas cartas representam precisamente as áreas de Saúde, Ensino e Cultura. O problema neste sistema é que os jogadores só sabem qual é o assunto da primeira carta, desconhecendo as restantes. Isto quer dizer que um dos aspectos mais importantes do jogo está confinado a um golpe de sorte. Ora, isto origina um total desconhecimento sobre que tipo de estruturas a construir afim de evitar a migração da população do jogador. Claro que nem tudo é negro. Existem acções que poderão estar disponíveis onde o jogador poderá ver algumas das cartas escondidas. Mas essa acção nem sempre está livre e quando está, não está para todos. Muitas vezes só alguns jogadores poderão ter uma ideia de qual a opinião da população e assim defender-se das migrações. É pura sorte. O melhor é construir edifícios de todos os tipos. Mas nem sempre todos os tipos de edifícios estão disponíveis. Outro problema. O que acontece neste jogo é que o jogador pode ver todas as portas fechadas e ter de fazer uma acção que não seja a melhor para a situação que vive no mapa. Este é um aspecto que me deixou desanimado e que não me convenceu de todo. No jogo que fiz fiquei muitas vezes encravado porque as opções disponíveis eram pouco convidativas, tendo de optar por o mal menor, ou no pior dos cenários, passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R6m9LWB6q2I/AAAAAAAAAN0/Lo_Hk9awlOk/s1600-h/citta2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163866450346814306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R6m9LWB6q2I/AAAAAAAAAN0/Lo_Hk9awlOk/s320/citta2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As acções do jogo processam-se da seguinte maneira. Do baralho retiram-se as primeiras sete cartas que ficam viradas para cima e o jogador pode escolher uma delas como acção, pagando o respectivo valor. As acções disponíveis são construir edifícios, que podem ser melhores ou piores, duplicar a produção de comida, trazer mais população, ver algumas das cartas de opinião que estão tapadas e dobrar uma cor. Por outro lado cada jogador tem na mão 3 cartas que poderá usar quando quiser que permitem ir buscar dinheiro ou construir um edifício básico (fonte, quinta ou mercado).&lt;br /&gt;As acções que estão disponíveis são aleatórias, podendo o jogador quando jogar ter do bom e do melhor, ou não ter nada. O destino que decida. Normalmente quando não aparece nada de interessante, o jogador pode entreter-se a buscar moedas ao banco ou então construir os edifícios básicos enquanto as cartas que lhe dão jeito não aparecem.&lt;br /&gt;Não gostei muito deste sistema. A ideia de só algumas acções estarem disponíveis é pouco entusiasmante e pode prejudicar um jogador de forma gratuita. Normalmente há opções também elas válidas, mas a sensação de um jogador ter de bandeja uma determinada acção e outro não arrepia-me um bocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dos aspectos que não gostei é a forma como se conta a influência aquando da opinião da população. Cada edifício tem uma cor. Essa cor pode ter um valor de 1 a 3, consoante o preço do edifício. O valor em questão aparece em forma de arcos (estilo Mc donald’s) cada arco vale um ponto. Imaginemos que a população achou que a saúde é a coisa mais importante. Os jogadores que tiverem cidades vizinhas contam os arcos brancos. Quem tiver mais arcos ganha. Pessoalmente não gosto de contar cores. Detesto andar a contar cubinhos com cores que não sejam a minha. Acho parvo. Mas isso é uma coisa pessoal, mas normalmente não afecta os jogadores mais habituados a estas coisas, por isso não levem a sério esta opinião. Cada um de nós tem as suas manias e a minha é esta. No entanto a coisa tende a ficar ainda mais negra quando uma das acções que se pode escolher é colocar um boneco por cima dum arco e assim esse arco vale dois. Para mim é uma coisa patética. Qual a necessidade disso e que integração é que uma particularidade dessas tem no tema? Não gostei, porque além de ter de contar as cores dos arquinhos ainda tenho de contar os bonecos que estão em cima das cores dos arquinhos. Novamente é uma idiossincrasia minha que mais nenhum jogador que conheço partilha. Seja como for deito-me muitas vezes a pensar porque diabo não gosto de contar cores nos jogos de tabuleiro que não sejam a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R6m9MGB6q3I/AAAAAAAAAN8/JqMQzREvTBI/s1600-h/citta3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163866463231716210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R6m9MGB6q3I/AAAAAAAAAN8/JqMQzREvTBI/s320/citta3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em suma, La Città não é um mau jogo. Joga-se com bastante agrado e permite muito falatório na mesa. É um jogo que se explica bem e que facilmente se põe toda a gente a jogar. Tem decisões a tomar, nem sempre fáceis e entretêm bem a matilha. Consegue ter momentos muito bons quando o raciocínio do jogador é puxado para os elementos mais terra a terra, como alimentar a sua população ou ter de construir mercados e fontes. No entanto parece-me que é um jogo cuja experiência é diminuída por causa do elemento sorte. É um jogo agradável mas que parece que nunca chega a arrancar embora não envergonhe a família do seu designer. Mas, verdade seja dita, o jogo tem um ritmo interessante e os turnos decorrem duma forma rápida. Seja como for é bastante melhor para quem não se importa de contar cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação **&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R6m9MGB6q4I/AAAAAAAAAOE/18ubS0UGItc/s1600-h/citta4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163866463231716226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R6m9MGB6q4I/AAAAAAAAAOE/18ubS0UGItc/s320/citta4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-1880106133595165376?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/1880106133595165376/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=1880106133595165376' title='42 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/1880106133595165376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/1880106133595165376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/02/crtica-la-citt.html' title='Crítica: La Città'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R6m9LGB6q1I/AAAAAAAAANs/ZSZG2RRzgJE/s72-c/citta1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>42</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-4611846383712352721</id><published>2008-01-28T14:52:00.000+01:00</published><updated>2008-01-28T16:52:38.098+01:00</updated><title type='text'>Crítica: Kaivai</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;De tempos a tempos não é fora do comum descobrir-se um jogo que, duma forma ou de outra, fora esquecido pelos jogadores e remetido para os lugares mais obscuros do insuspeito BGG. Exemplos desses há muitos. Este ano descobrimos o Glory To Rome e o Kogge (ouvi dizer). Claro que, para que estas descobertas sejam convenientemente feitas, tem de existir no grupo alguém que perca amiúde a razão e gaste somas consideráveis em caixas vindas da Alemanha. No meu grupo gente desse calibre é que não falta. Portanto, como devem imaginar, temos acesso a quase todos os jogos que existem no planeta. O que nem sempre é bom sinal, diga-se de passagem. Principalmente quando as mulheres deles chegam perto de mim e em beicinho abordam o assunto:&lt;br /&gt;- Hugo, tu que és o mais sensato de todos, e também o mais belo, podes por favor pedir para que ele não gaste tanto dinheiro em jogos e me leve a passear de quando em vez? Mas não para Essen!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que no meio de tantas partidas e experiências que trazem tão pouco de novo apareceu já no final do ano, um pequeno título que foi recebido de maneira exuberante e graças a ele voltei mesmo a acreditar que ainda é possível desenhar jogos suficientemente interessantes que me consigam prender a atenção e me façam pensar: “Eh pá, isto tem lógica! Que sensação de frescura é essa que me percorre a alma de jogador?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de me iniciar na crónica ao jogo, deixem-me dar primeiro as más notícias. Vão ser poucos os que estiverem a ler estas linhas a ter a oportunidade de jogar este kaivai. Pode parecer pretensioso da minha parte, mas acreditem que vai ser difícil arranjar o jogo. A editora é pequena e os exemplares que saem cá para fora também são escassos. Por outro lado, o 1009º lugar da lista dos melhores jogos de sempre não ajuda na sua procura. Posso mesmo arriscar que uma das possibilidades de poder adquirir o jogo é esperar que o dono da nossa cópia o queira vender para levar a mulher a passear. Mas duvido que tal venha a suceder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kaivai, para quem não sabe, é uma ilha do Hawai que está a abarrotar de surfistas, turistas e hotéis de 5 estrelas. Para se ter uma ideia de toda a dimensão deste pedaço de terra, posso afiançar que foi nela que se rodaram o Parque Jurássico, a cena inicial dos Salteadores da Arca Perdida e também, mais recentemente, o Seis Dias e Sete Noites.&lt;br /&gt;Mas nem sempre foi assim. Antes de toda esta azáfama, a ilha jardim como é conhecida, viveu dias bem mais tranquilos. São precisamente esses dias que a dupla Anselm Ostertag e Helge Ostertag quiseram reconstruir recuando no tempo e levando o jogador até ao momento em que os primeiros pescadores começaram a desenvolver a sua actividade nas águas profundas e límpidas da polinésia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R53fTmB6qxI/AAAAAAAAANM/2_104D22Uc8/s1600-h/kaivai1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160526275755551506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R53fTmB6qxI/AAAAAAAAANM/2_104D22Uc8/s320/kaivai1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O jogador vai ter muito que fazer. A primeira coisa é construir cabanas. Estas podem ser religiosas ou de pescadores. As de pescadores, como o nome indica, vão permitir atrair mais famílias para ilha e assim aumentar a mão-de-obra disponível para as actividades piscatórias. São essenciais no desenvolvimento económico da região, pois elas permitem fabricar barcos que desbravam o mar na procura do melhor pescado. O peixe apanhado, se o jogador tiver juízo, é vendido para alimentar as cabanas dos jogadores. A venda permite algum desafogo financeiro ao vendedor e, caso não o gaste todo em meretrizes, pode comprar mais cabanas e amplificar a sua posição no mapa.&lt;br /&gt;As outras cabanas em jogo, as religiosas, servem para os jogadores conseguirem pontos de influência que são outro recurso disponível além do dinheiro e peixe. Estes pontos servem para comprar acções. Vai ser difícil ter muitos pontos de influência e, portanto, os jogadores vão ter de escolher muito cuidadosamente as acções que vão querer (a saber: construir cabanas, pescar, vender peixe, mover os barcos, desenvolver barcos para serem mais rápidos e celebração de ritos religiosos). A coisa é tão difícil de gerir que vai haver alturas em que o jogador vai ter de passar a sua jogada porque não vai ter pontos de influência suficientes para fazer seja o que for. Até porque Kaivai introduz uma regra engraçada para a escolha das acções. Elas vão-se tornando mais caras à medida que forem escolhidas. Ou seja, o primeiro paga zero, o segundo jogador a escolher uma determinada acção paga 1 , mas o 3º paga 2 e o 4º 4. Este é um aspecto importante porque o recurso que paga as acções é escasso e as coisas tendem a ficar muito, mas mesmo muito apertadas para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção de cabanas não é homogénea. O jogo é pensado desde o início para se irem formando várias ilhas de cabanas em torno do mar. Os jogadores vão comprando cabanas nessas ilhas contribuindo para o crescimento das mesmas. Mas, como toda a gente sabe, os pescadores têm as suas crenças e para eles não há nada mais importante do que o Grande Deus dos Pescadores. Este Deus vai visitar uma das ilhotas todas as rondas (a escolha da ilha pertence a um jogador). A ilha escolhida vai render um ponto de influência por cada cabana religiosa que os jogadores possuírem. Se o jogador azul tiver duas cabanas religiosas nessa ilha ganha 2 pontos de influência. Se não tiver nada, não ganha nada. Relembro, para quem está a ler isto na diagonal, que os pontos de influência compram as acções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da aplicação inteligente da inflação no preço das acções, também o mesmo se aplica no dinheiro. Explicando melhor, se um jogador vender o seu pescado nas cabanas e ganhar 10 moedas (o dinheiro é representado por conchas) na ronda seguinte em vez de 10 moedas, tem 8. E se não o gastar, terá 6 na seguinte. Esplêndido não é? Por isso a ideia é gastar tudo o mais depressa possível porque senão em vez de 3 cabanas compra apenas 1 ou duas. O peixe, por seu lado vai apodrecendo aos poucos. Teoricamente isso tem pouca influência no jogo, uma vez que é relativamente fácil vender o pescado, mas pelo sim e pelo não mais vale não arriscar e despachar o que se tem depressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R53fUGB6qzI/AAAAAAAAANc/noygcFX9ySw/s1600-h/kaivai3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160526284345486130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R53fUGB6qzI/AAAAAAAAANc/noygcFX9ySw/s320/kaivai3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os pontos de vitória são ganhos através de rituais religiosos que são celebrados nas ilhotas. Uma das acções é precisamente fazer a celebração. O jogador que comprar a acção pode escolher em que ilha é que a faz. Os pontos são calculados através do número de peixes que existem nas cabanas.&lt;br /&gt;Explico melhor. Ao longo do jogo os jogadores vão pescando e vendem o peixe para as cabanas. As cabanas ficam com o peixe vendido. Quando se faz celebração, cada peixe rende ao dono da respectiva cabana um ponto. Contudo, o jogador que fizer a celebração ganha um ponto por cada 3 peixes na ilha, além dos pontos do peixe consumido nas suas cabanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ordem do jogo é feita através dum pseudo-leilão. O jogadores escolhem a ordem do jogo na sua vez, desde que a ordem que pretendem esteja disponível. No entanto não pagam nada no leilão, apenas escolhem a ordem com que jogam. De maneira a ficar tudo equilibrado, os irmãos Ostertag vêm com mais uma boa ideia: o primeiro a jogar paga mais pelas cabanas do que o último e, além disso, os seus barcos podem ficar mais lentos, o que dificulta o movimento. O primeiro a jogar, em compensação, tem todas as acções ao preço mínimo e pode escolher o que lhe der mais jeito. Existe vantagem em ser o primeiro quando se quer celebrar, porque aconteça o que acontecer é na celebração em que se ganha pontos.&lt;br /&gt;O aspecto, talvez menos conseguido no jogo é a ordem em que se faz o leilão. O jogador que vai à frente é o último a leiloar. Isto deixa-o numa posição fragilizada, porque na maioria das vezes, fica com as posições intermédias o que pode ser prejudicial para o seu jogo, principalmente se esta situação se mantiver durante muito tempo. No entanto continua a ter muitas opções em aberto, mas fecham-se algumas portas. Nestas ocasiões o melhor é usar a imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R53fT2B6qyI/AAAAAAAAANU/U_7A511ZJ8M/s1600-h/kaivai2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160526280050518818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R53fT2B6qyI/AAAAAAAAANU/U_7A511ZJ8M/s320/kaivai2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma outra ideia, bastante engraçada, é a forma como se pesca. O jogador lança um dado de 6 faces sendo cinco delas azuis e uma vermelha. Se sair a azul pesca um peixe, se sair a vermelha não pesca nada. Isso provoca uma sensação de realidade muito boa. Ou seja, existem vezes em que a pesca corre melhor que outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei bastante agradado com este Kaivai e ando com imensa vontade de o repetir. É um jogo muito divertido, bem agarrado ao tema, existe movimento dentro do mapa, o jogador é confrontado com decisões complicadas e uma gestão apertada de recursos. Por outro lado existem muitas boas ideias, nomeadamente a inflação e o leilão. Não é uma obra-prima, mas é seguramente um jogo refrescante, dinâmico e genuinamente divertido. É um bom exemplo do que deve ser um jogo de tabuleiro. Seguramente agradará a todos, dos mais experientes aos menos, aos homens e ás mulheres.&lt;br /&gt;Por vezes, quando existem muitas peças no mapa, nota-se que o jogo anda aos soluços, um bocado à semelhança do que acontece nos jogos de PC quando há muito movimento e a placa gráfica não aguenta, mas mantém sempre o nível altíssimo e são três horas bem passadas. Interacção a rodos, muito falatório na mesa e no fim fica a promessa de repetir a experiência.&lt;br /&gt;Existe uma frase no BGG que diz mesmo que Kaivai é um Puerto Rico com mapa. Percebo a intenção, mas comparar Kaivai ao Puerto Rico é o mesmo que comparar o Celtic de Glasgow ao Sporting. Ambos os clubes têm riscas verdes nos equipamentos e disputam com o Benfica os segundos lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Classificação: ****&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R53fUGB6q0I/AAAAAAAAANk/W1ossEnUPJU/s1600-h/kaivai4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160526284345486146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R53fUGB6q0I/AAAAAAAAANk/W1ossEnUPJU/s320/kaivai4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-4611846383712352721?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/4611846383712352721/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=4611846383712352721' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/4611846383712352721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/4611846383712352721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/01/crtica-kaivai.html' title='Crítica: Kaivai'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R53fTmB6qxI/AAAAAAAAANM/2_104D22Uc8/s72-c/kaivai1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-1806151807526744551</id><published>2008-01-14T18:16:00.000+01:00</published><updated>2008-01-14T18:25:38.135+01:00</updated><title type='text'>Session Report: Game of Thrones</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Após 3 anos de espera, finalmente pude experimentar convenientemente um dos jogos que mais curiosidade me tem despertado ao longo deste tempo.&lt;br /&gt;Quando comprei o primeiro jogo da minha vida, estava na dúvida entre Struggle of Empires e este Game of Thrones. Acabei por escolher o Struggle of Empires e não me arrependi, antes pelo contrário, mas este Sábado chegou a hora de finalmente me sentar para uma partida de Game Of Thrones. Aliás, a altura não podia ser melhor, uma vez que acaba de ser lançado em português a obra de George R. R. Martin que, por acaso, ando a ler neste momento com bastante agrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Game Of Thrones é um épico. É um jogo pesado, com muitas regras, tem de ser jogado a 5, demora tempo a perceber e a jogar e há porrada do princípio ao fim. Além de todas estas premissas, aconselha-se que, para ser apreciado convenientemente, não existam pressões de tempo e de fome.&lt;br /&gt;A explicação das regras demorou. Não é coisa fácil. Tem muitas, muitas, muitas regras e é difícil entender tudo sem jogar primeiro. Pelo que, só depois de duas rondas é que finalmente percebi o que andava ali a fazer, embora tivesse uma pequena ideia antes.&lt;br /&gt;Um dos jogadores, coitado, não tinha qualquer experiência de jogos e no fim das explicações, muito honestamente, avisou logo que não fazia a menor ideia do que haveria de fazer e que se calhar não era má ideia desistir já.&lt;br /&gt;Passado o susto, começámos a jogar. O objectivo era conquistar 7 castelos. Acontecesse o que acontecesse, só com 7 é que se ganhava. E para se ter os 7 tinha de se andar à pancada com tudo e todos.&lt;br /&gt;Qualquer jogador está rodeado de adversários por todas as fronteiras e o que se aconselha vivamente é arranjar uma aliança com algum dos vizinhos ou então arrisca-se a levar na tromba durante 3 horas e tal. Uma aliança com um vizinho permite que pelo menos algumas fronteiras estejam seguras. E isso é um descanso.&lt;br /&gt;Sabido o conselho, o Rui quis logo fazer uma aliança comigo. A ideia era boa não fosse o pormenor de ele querer o sul todo para ele. A aliança não foi selada e para comemorar o feito houve logo uma guerra a larga escala por regiões sulistas. O Zorg acabou por se unir a mim com uma condição bem mais vantajosa. Dividir o sul pelos dois.&lt;br /&gt;Diga-se a abono da verdade que o Rui conquistou logo o sul quase todo, muito embora não conseguisse avançar mais para Norte para conquistar mais Castelos. A Aliança entre mim e o Zorg não o deixou alargar os horizontes de conquista. As escaramuças eram muitas e não era fácil assumir uma posição de poder nas regiões.&lt;br /&gt;A Norte não houve muita porrada devido à posição pacifista do Joaquim. Uma vez que era a primeira vez que jogava, e porque não percebeu inicialmente as regras, o melhor era ficar quieto e apenas dedicar-se à defesa dos territórios iniciais. Ora isso provocou um desequilíbrio porque enquanto os povos do Sul estavam asfixiados uns contra os outros, o André teve alguma liberdade para organizar os seus exércitos e atacar o sul quando estivesse numa posição vantajosa. Inteligentemente o que o André fez foi construir calmamente uma forte armada que conseguiu uma posição vantajosa nos mares do Este. Esses barcos deram então o suporte necessário para a conquista definitiva dos últimos castelos, que por acaso eram meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo foi divertido e jogado com bastante agrado. É um jogo militar puro e duro. Traz consigo um bom ambiente medieval e também tem o atractivo de se falar da obra de George R. R. Martin que aliás, para quem não sabe, está a ser adaptada para televisão pela HBO.&lt;br /&gt;Depois tem alguns pormenores interessantes. Existe uma fase política em que se vai leiloar a ordem de jogo, a supremacia em combate e também a utilização de tiles de Bónus. Tudo muito bem afinadinho. Por outro lado os combates são bastante originais. Além de se contar a força total militar dos adversários, cada jogador põe na mesa uma carta de personagem. Essa carta tem um número e normalmente uma habilidade. O número é somado ao poder militar e aplica-se a habilidade. Os jogadores ficam sem as cartas e não as poderão jogar nas próximas batalhas. Muito bom. Até porque essas cartas são personagens do livro e trazem com elas o gosto sabor duma adaptação, que na verdade é aquilo que o jogo pretende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R4ua1VliuDI/AAAAAAAAAM8/BPCH_lxgQNA/s1600-h/thrones2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155384439574018098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R4ua1VliuDI/AAAAAAAAAM8/BPCH_lxgQNA/s320/thrones2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gostei imenso deste jogo. As regras são difíceis de perceber e por vezes nota-se que podiam ser simplificadas, até porque existem certos pormenores que poderiam ser resolvidos duma forma mais simples. Depois os portos só complicam e ainda não percebi muito bem o que estão lá a fazer. Mas o maior defeito é o jogador não saber ao certo quando vai conseguir arranjar tropas. Isso depende da altura em que a carta para esse fim sair. Ora, isto acaba por tramar um bocado o desenrolar do jogo, porque o jogador não pode organizar as suas tropas para esse momento. Porque há momentos mais propícios do que outros para a “construção” de exércitos. Se o jogador soubesse o exacto momento em que isso acontecia podia preparar o seu jogo de forma a sair beneficiado com isso. Assim é uma questão de sorte. É que, se o jogador não estiver preparado, pode perder alguns reforços, o que num jogo militar tem alguma influência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas este é um jogo de pancadaria total, da 1ª até à última ronda e com uma boa dose de diplomacia para tentar sobreviver no meio de tantos adversários de espada na mão.&lt;br /&gt;A expansão traz com ela novas unidades de combate e novas cartas que tornam o jogo mais interessante. Além disso é possível jogar com 6 jogadores. Sente-se o cheiro a sangue no ar, o som das espadas a cortar a carne e o gelo de inverno nas montanhas.&lt;br /&gt;Depois do extraordinário Brass é a vez deste Game Of Thrones.&lt;br /&gt;Este é um começo de ano bastante auspicioso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R4ua1VliuEI/AAAAAAAAANE/qP6rSj1GoWc/s1600-h/thronescapa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155384439574018114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R4ua1VliuEI/AAAAAAAAANE/qP6rSj1GoWc/s320/thronescapa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-1806151807526744551?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/1806151807526744551/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=1806151807526744551' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/1806151807526744551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/1806151807526744551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/01/session-report-game-of-thrones.html' title='Session Report: Game of Thrones'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R4ua1VliuDI/AAAAAAAAAM8/BPCH_lxgQNA/s72-c/thrones2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-673136140781455826</id><published>2008-01-03T14:52:00.000+01:00</published><updated>2008-01-03T15:04:19.591+01:00</updated><title type='text'>As melhores sessões de 2007</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em relação a jogos, que é o que interessa para este espaço, considero que 2007 foi um ano a dar para o fraquinho. Nada de extraordinário aconteceu no panorama nacional e internacional que merecesse grande alarido. Não é de todo surpreendente. Afinal foram 12 meses que correram mal para quase tudo. Para o cinema, para a música, para a economia, para a política, para a justiça, para o Benfica…&lt;br /&gt;Ironicamente, 2007 foi o ano em que acabei por jogar mais do que é costume, primeiro porque o número de jogadores cresceu bastante ao meu redor e também porque há mais disponibilidade de todos para perder umas boas horas com uma partida.&lt;br /&gt;Apesar desta tendência positiva, 2007 é contudo marcado com a minha consciência de saturação pessoal no que toca a este hobby. A verdade é que começo a sentir que a maioria das sessões nem sempre é divertida e a magia de outrora perdeu-se no meio de tanto jogo. Esta luta de acompanhar as novidades e jogá-las umas a seguir ás outras fez-me pensar na vida e no caminho que quero para mim enquanto jogador. Infelizmente aconteceu aborrecer-me no meio de muitos jogos, isto apesar de até compreender os seus méritos. No Phoenicia, no Race for the Galaxy, Yspahan, Reef Encounter ou o El Capitan. Jogos que tiveram um sucesso incrível entre o meu grupo mas que não me disseram absolutamente nada.&lt;br /&gt;Mas nem tudo ficou perdido. Afinal no meio do enfado, apareceu um jogo que me fez voltar às emoções perdidas. Chama-se Kaivai e é pena que esteja tão escondido dos jogadores. No meio de tanto marasmo, dou os parabéns ao Zorg por ter conseguido descobrir esta beleza que, ou muito me engano, ou vai ser esquecida para sempre quando esgotar a corrente edição. O que é uma pena.&lt;br /&gt;Como habitualmente faço nestes primeiros dias de ano novo, dou as minhas vivas às melhores sessões do ano que passou. Desta vez tive que pensar um bocado, mas lá consegui arranjar as dez e, acreditem ou não, são dominadas pelos clássicos de sempre. Outra vez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 – Die Macher&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer ridículo, mas a melhor sessão do ano, para mim, foi um jogo que não chegou ao seu fim. Fizemos três rodadas até nos apercebermos que utilizámos um sistema de pontuação que inflacionava de tal maneira o resultado que comprometia de forma decisiva o restante da partida. Tivemos, com mágoa e dor, de a dar sem efeito, mas apesar da tristeza de termos de arrumar tudo sem chegar a um veredicto quanto ao vencedor, foram 3 rodadas de profundo rebuliço emocional, onde houve uma descoberta arrebatadora que nos fez sair do mundo real e nos colocou 100% concentrados naquelas eleições. É este o grande mérito de Die Macher. Fazer sentir ao jogador que é secretário-geral dum partido.&lt;br /&gt;Na mesa, havia cartas espalhadas, dinheiro, cubos, canetas, papéis, tiles, etc. Die Macher é um jogo pesado (para todos os efeitos só a explicação das regras demora uma hora a que se deve juntar mais 3 de jogo) e até repetitivo na forma como se processa, mas tudo nele é saboroso e inteligente.&lt;br /&gt;O jogador tem de ter cuidado com o jogo dos outros, tem de lixar os outros, aliar-se aos outros, comprar sondagens, leiloar e pensar em 50 coisas ao mesmo tempo. Apesar de ser um jogo tido como gamer’s game, tem o atractivo que poucos jogos deste tipo têm, é um regabofe pegado. Consegue conciliar o divertimento com o desafio.&lt;br /&gt;Tem a desvantagem de demorar muito tempo e também de precisar de 5 pessoas para se tornar interessante. Mas raios, se é para jogar a sério, jogue-se a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2 – Imperial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para muitos tido como o jogo de 2006, seria de mau tom não o referir aqui. Até porque merece bastante a fama que tem. Se foi em 2006 que viu a luz do dia, foi só neste ano que foi jogado e apreciado convenientemente por todos. Teve até o mérito de conseguir que, num espaço de 60 dias, fosse jogado 3 vezes, coisa que é um recorde absoluto na minha experiência de vida.&lt;br /&gt;Porrada económica e militar a dar com um pau, sentido de oportunidade e a feliz sensação de que a única coisa que interessa mesmo é o dinheiro, faz deste Imperial uma experiência única e sempre excitante. Os componentes são maus, mas o jogo é bom. E então se tiver bom vinho a acompanhar, é como ir ao céu e vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3 – Notre Dame&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Este é pois, para mim, o jogo de 2007, muito embora ainda não tenha experimentado o muito aguardado Brass, que todos os wallaccianos têm em boa conta. Numa época em que a expressão “interacção indirecta” se tornou chique e entrou no léxico de todos, muitas vezes pelas piores razões, Notre Dame dá uma lição de como um jogo com pouca interacção se podem tornar numa experiência única, cheia de decisões difíceis e tormentosas e onde os adversários não são precisos para nada. Gosto dele porque é antítese de tudo aquilo que espero dum jogo. Sou um acérrimo defensor de muita interacção e de muito falatório na mesa. Aqui não há nada disto. Mas está tão bem feito que, depois de 5 minutos a tentar gerir uma mão, só queremos que tudo acabe o mais depressa possível e que ninguém fale connosco.&lt;br /&gt;Grande jogo este!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4 – Struggle Of Empires&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nem mais. Fiz uma promessa a mim mesmo. Aconteça o que acontecer, terei de fazer anualmente uma sessão de Struggle. Já vou no 3º e cumpri sempre o estipulado. Sou um gajo de palavra.&lt;br /&gt;Contudo, nem sempre é uma tarefa fácil. 5 horas é um tempo brutal de jogo. Felizmente os adeptos desta obra-prima vão-se revelando e cada dia que passa aparece mais um. Agora que a malta de Oeiras conheceu o brilhantismo desta maravilha, até já se consegue fazer uma partida com o nº máximo de jogadores permitidos (7).&lt;br /&gt;Struggle Of Empires é um dos meus preferidos e todas as palavras que possa gastar para o definir pecam por escassas. Sou até capaz de dizer, com a convicção dos velhos capitães, que se só pudesse fazer uma sessão por ano, escolheria de caras Struggle of Empires para o efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5 – Taj Mahal/Princes Of Florence&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Depois de ter sido vedada a entrada a bebidas alcoólicas em casa do Zorg, era necessário alguém fazer as despesas e ressuscitar de alguma forma as tardes de jogatana.&lt;br /&gt;Claro que só um Homem como eu era capaz da tarefa. E foi o que aconteceu. Uma bela jogatana, com vinho do bom (oferta do Luís) e queijo saboroso.&lt;br /&gt;Os jogos foram jogados com calma, no meio de confraternização e de boa música e o momento ficou marcado.&lt;br /&gt;Afinal não é por causa disto que jogamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R3zpcVliuBI/AAAAAAAAAMs/MhbcKtZmJSo/s1600-h/taj.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151248746845222930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R3zpcVliuBI/AAAAAAAAAMs/MhbcKtZmJSo/s320/taj.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6 – Ticket To Ride: Marklin edition&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Obrigatório. Se é uma lista das melhores sessões que se pretende elaborar, Ticket To Ride aparece sempre. Dá-me um gozo do caraças convidar um amigo que nunca jogou e pô-lo em contacto com Ticket to Ride.&lt;br /&gt;O resultado, como toda a gente deveria saber, é fácil de adivinhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R3zpcFliuAI/AAAAAAAAAMk/wEf8Q8INxl8/s1600-h/ticket%252B001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151248742550255618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R3zpcFliuAI/AAAAAAAAAMk/wEf8Q8INxl8/s320/ticket%252B001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7 – Carcassonne: The Castle&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Este é dos poucos jogos que me conseguiu enganar. Não tive boa impressão quando o comprei. Mas como era o único jogo para 2 jogadores que tinha em casa lá o fui jogando. E sabem que mais? Acabei por me render. É divertido, não exige grande concentração e tem algumas decisões interessantes. Óptimo para jogar com a cara metade e não só. Foi um dos mais requisitados este ano e merece o respeito devido. Afinal é um Knizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8 – Glory to Rome/Princes Of Renaissance&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O dia foi de despedida de solteiro. Tinha prometido dar o nó e a despedida foi uma longa e farta jogatana. Entre o encanto de Glory To Rome e a mestria de Princes, derramou-se vinho e festejou-se. Deu tempo para alguns jogos de Pró Evolution e ficamos todos convencidos que não há nada como a vida de solteiro.&lt;br /&gt;Foi bom voltar a jogar Princes Of renaissance. Já tinha saudades e até me tinha esquecida como o jogo é tão bom.&lt;br /&gt;As más noticias é que a nova edição, que era para sair agora, ficou suspensa até quando Deus quiser.&lt;br /&gt;Mas o casamento está a correr bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R3zpcFlit_I/AAAAAAAAAMc/9ureSJW010U/s1600-h/glory3,5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151248742550255602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R3zpcFlit_I/AAAAAAAAAMc/9ureSJW010U/s320/glory3,5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9 – Formula Dé&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Finalmente lá consegui arranjar malta para uma corrida. Tinha saudades. E o jogo foi engraçado, com muita emoção e com o Violão a marcar presença, esse grande defensor do Nélson Piquet.&lt;br /&gt;Três horas de corrida foram suficientes para sairmos de lá com o coração aquecido e com a sensação que não é preciso complexidade para haver diversão.&lt;br /&gt;Normalmente as coisas mais simples são também as mais puras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R3zpcVliuCI/AAAAAAAAAM0/xDVpggdUY6w/s1600-h/fde1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151248746845222946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R3zpcVliuCI/AAAAAAAAAM0/xDVpggdUY6w/s320/fde1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10 – Street Soccer&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Mais uma surpresa. Street Soccer fez-me voltar aos jogos online depois da paranóia pelo Tigris e também Walleinstein. Jogo torneios, faço jogos com jogadores de todas as partes do mundo e, neste momento, tenho para aí 50 jogos a correr. Não me consigo cansar.&lt;br /&gt;O jogo é simples, tem sorte envolvida e futebol como tema. Joga-se em 10 minutos e é difícil não se fazer a desforra logo a seguir a uma derrota.&lt;br /&gt;Depois tem aquela particularidade deliciosa: quanto mais se joga, mais difícil é marcar a porcaria dum golo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-673136140781455826?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/673136140781455826/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=673136140781455826' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/673136140781455826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/673136140781455826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2008/01/as-melhores-sesses-de-2007.html' title='As melhores sessões de 2007'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R3zpcVliuBI/AAAAAAAAAMs/MhbcKtZmJSo/s72-c/taj.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-5099107076787974355</id><published>2007-12-26T15:10:00.000+01:00</published><updated>2007-12-26T18:51:04.707+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica'/><title type='text'>1960: a paixão carnal</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Apaixonei-me pelo Twilight Struggle desde a primeira vez que o joguei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adorei o tema da guerra fria, o mapa com aquele aspecto anos 70, as caras dos líderes na Space Race Track, as referências ao Dr. Strangelove... era tudo perfeito! Quase chorei de alegria, quando li alguns dos eventos nas cartas e me apercebi da forma inteligente como tinham sido concebidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estarei a mentir se disser que foi amor à primeira vista, como o amor a sério tem de ser sempre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ouvi dizer que o Jason Mathews estava a desenvolver um novo jogo que utilizava o mesmo sistema básico, senti uma raiva a crescer-me nos dentes, como diz a canção. Como é que ele se atrevia a trair o Twilight Struggle desta maneira? Como é que se faz isto ao próprio filho, pensei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi imediatamente que não faria o mesmo! Seria fiel ao meu verdadeiro amor desse por onde desse!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, à medida que o tempo foi passando e as críticas elogiosas foram aparecendo, começou a ser difícil não olhar. Ouvia vozes demoníacas a sussurrar-me ao ouvido. "Os componentes são muito bons", diziam, e eu não conseguia evitar pensar no humilde mapa de papel do Twilight Struggle. "O jogo tem momentum markers", cantava um demónio com voz de sereia, e eu não conseguia deixar de sentir pena por não existirem momentum markers no Twilight Struggle, apesar de não saber o que eram ou para que serviam. "O jogo tem menos sorte e joga-se em menos de 2 horas", disse-me Satanás em pessoa... e eu fui fraco e cedi à tentação, em vez de colocar o cilício e rezar 450 Avé Marias e 700 Pais Nossos, como se impunha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R3KUM1lit8I/AAAAAAAAAME/Uk2eby1nkxY/s1600-h/19601.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148340272301782978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R3KUM1lit8I/AAAAAAAAAME/Uk2eby1nkxY/s320/19601.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Encomendei secretamente o 1960 e esperei pela sua chegada, sentindo-me sujo e desprezível. Não estou orgulhoso do que fiz e tenho perfeita consciência de que mereço ser castigado para toda a eternidade... como é que tive coragem de corromper algo tão belo e delicado como o nosso amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas encomendar o jogo ainda não era suficiente! Não, ébrio de paixão e cego pela libido, eu tinha de jogar aquela merda! Virei a caixa do Twilight Struggle para a parede para a poupar à minha traição e pequei! E depois pequei outra vez, e outra... um total de 5 vezes! 5 vezes! O peso da culpa esmaga-me os ombros com o peso de 10000 planetas! Sou um monstro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, depois da 5ª joga, caí em mim ao fumar um cigarro sentado à mesa, enquanto o jogo descansava, satisfeito: eu não tenho nada em comum com este jogo! Não partilhamos interesses comuns, não me surpreende todos os dias nem me faz rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tens de encarar a realidade", pensei, "o que te atrai aqui são os componentes! Isto não é amor... é uma espécie de atracção carnal doentia... é obra do demónio!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então olhei para a caixa do Twilight Struggle, modesta, silenciosa e orgulhosa e ainda virada para a parede... e fui-me abaixo! Ajoelhei-me à sua frente a chorar convulsivamente e a implorar por perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloquei o meu amor em risco por este 1960... e o que penso dele agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R3KUNFlit9I/AAAAAAAAAMM/bqkvHZ-HdFg/s1600-h/19602.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148340276596750290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R3KUNFlit9I/AAAAAAAAAMM/bqkvHZ-HdFg/s320/19602.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acho que tem componentes deslumbrantes, mas não acho que seja um jogo fora de série! A sorte desempenha um papel determinante - muito maior do que no Twilight Struggle - apesar de se manifestar só nas cartas e não haver dados. E isto porque o jogo não fornece aos jogadores mecanismos suficientes para lidar com ela. Não há Space Race onde se possa enterrar cartas prejudiciais, não há condicionalismos geopolíticos no mapa, que possam ser usados pelos jogadores para se livrarem de certos eventos prejudiciais e a gestão da mão de cartas é muito menos interessante, por tudo isto e, principalmente, porque não há reciclagem de cartas. Por exemplo, e ao contrário do que acontece no Twilight Struggle, planear para o aparecimento de um evento específico não faz grande sentido, porque há muito poucas hipóteses de ele vir a ser executado, num timing que faça sentido para o planeamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda há a questão do Issue Track que, na minha opinião, é demasiado determinista. Eu ponho dois cubos lá, tu jogas a seguir e anulas os meus, eu jogo a seguir e anulo os teus... e isto pode prolongar-se por várias jogadas, onde o vencedor será o jogador com a melhor mão de cartas. E a Issue Track é importante o suficiente para que este tipo de disputa obsessiva possa fazer sentido. Acho que teria sido útil condicionar a colocação de cubos de alguma forma, talvez até usando um elemento aleatório qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto não significa que eu ache o 1960 um mau jogo. Não acho. Só que não é, na minha opinião, um jogo extraordinário como o Twilight Struggle. E era isso que eu esperava que fosse, vindo de quem vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sequer acho que seja um jogo quase extraordinário, que falhe por pouco o panteão dos deuses. Acho que é um jogo razoável, que não me custa jogar se alguém sugerir e que eu até posso sugerir ocasionalmente. Um 7 no BGG. Mas não me consigo imaginar nunca a jogar 1960, se tiver tempo para jogar Twilight Struggle... e a diferença entre os tempos de jogo não é assim tão grande como isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tenho a certeza absoluta hoje que este 1960 não é bom a ponto de merecer que se arrisque o amor de uma vida, como eu fiz. Sei que não mereço, mas tudo o que peço agora é que o Twilight Struggle me perdoe por ter posto em causa o nosso amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R3KUNVlit-I/AAAAAAAAAMU/ngEsSg1ir5M/s1600-h/19603.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148340280891717602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R3KUNVlit-I/AAAAAAAAAMU/ngEsSg1ir5M/s320/19603.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-5099107076787974355?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/5099107076787974355/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=5099107076787974355' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/5099107076787974355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/5099107076787974355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2007/12/1960-paixo-carnal.html' title='1960: a paixão carnal'/><author><name>zorg</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730246793479077143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R3KUM1lit8I/AAAAAAAAAME/Uk2eby1nkxY/s72-c/19601.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-7657068461235290239</id><published>2007-12-11T14:45:00.000+01:00</published><updated>2007-12-11T18:59:57.346+01:00</updated><title type='text'>Lançamentos Portugueses</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estamos em Dezembro e o Natal vai chegar num esfregar de olhos. Muitos dos nossos leitores não sabem, mas começa a existir uma leve movimentação no mercado nacional de jogos de tabuleiro. Nada que se note a olhos vistos, mas se olhar com mais atenção nas estantes da Fnac poderá facilmente dar-se conta disso.&lt;br /&gt;Por isso, fazemos aqui e agora a nossa parte no que toca a divulgação dos ditos lançamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lista de jogos editados pela &lt;a href="http://www.morapiaf.com/"&gt;www.&lt;strong&gt;Morapiaf&lt;/strong&gt;.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lobisomens da Aldeia Velha&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Baseado num jogo popular Russo – Máfia, Lobisomens da Aldeia Velha pode ser um divertimento bastante interessante para grupos grandes, especialmente nesta época natalícia onde as mesas costumam estar cheias de gente de todas as idades.&lt;br /&gt;O jogo é bastante simples de aprender e o ambiente de mistério e terror pode-se sentir facilmente na mesa. Para o melhor ou menor funcionamento da sessão, o grupo de jogadores está dependente da capacidade do moderador e da forma como ele consegue desenvolver a partida. A melhor ou pior aceitação do jogo depende muito deste moderador, muito embora se ele tiver em conta que se trata dum jogo que quer incutir algum desconforto e se souber gerir os silêncios das acções, Lobisomens vai certamente divertir todos os que se propuserem a jogá-lo.&lt;br /&gt;O desafio é o seguinte. Numa aldeia vão haver lobisomens e aldeões. Cada jogador interpreta um papel e como está bom de ver os lobisomens querem matar os aldeões e estes querem eliminar os lobisomens.&lt;br /&gt;São distribuídas secretamente cartas pelos jogadores. Uns ficam lobisomens, outros aldeões. Os aldeões, contudo, terão capacidades especiais. Assim de entre os aldeões vão haver as meninas, as bruxas, os ladrões, etc. Todos eles terão capacidades especiais que poderão ser usadas no decorrer da partida e que servirão para desmascararem os lobos.&lt;br /&gt;A premissa é que todas as noites, o moderador mande todos os jogadores fecharem os olhos e, à vez, vai mandando as personagens abrir os olhos. Enquanto uma personagem joga em silêncio, todos os outros continuam de olhos fechados. Este estratagema é bastante interessante porque incute algum desconforto nos jogadores. Isso é particularmente evidente quando os lobisomens são mandados jogar e escolhem a sua vítima. A personagem menina, durante a fase dos lobisomens, pode espreitar ficando a saber, assim, qual a identidade das criaturas do mal. O problema é que não pode ser vista a espreitar porque senão transforma-se na vítima. Mas existem mais papeis. A bruxa pode ressuscitar jogadores mortos pelos lobisomens, a Vidente pode ver algumas cartas ficando a saber mais sobre as identidades dos jogadores, e o Capitão cujo voto vale por dois.&lt;br /&gt;De noite são feitas as jogadas e de dia sabe-se quem foi o jogador escolhido para morrer nas garras dos lobisomens. Após esta informação, todos os jogadores se reúnem e discutem quem vai ser o jogador eliminado do jogo por votação. A ideia é tentar saber quem são os lobisomens para serem eliminados. Aqui o importante é saber negociar e os lobisomens terão de fazer jogo duplo de forma a não serem escolhidos pela assembleia do povo.&lt;br /&gt;Ganha quem sobreviver.&lt;br /&gt;É um jogo barato, de 8 a 18 jogadores, que tem a duração de meia hora. Lobisomens Da Aldeia velha assume-se uma óptima escolha para grupos grandes e para colocar os miúdos e graúdos entretidos numa festa ou mesmo para ser desfrutado numa sala de aula. No meu tempo de petiz jogávamos a coisas deste tipo nas comemorações da aula 100 duma disciplina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R16WyL6TGPI/AAAAAAAAALc/4HaCSQ2dEYE/s1600-h/lobisomens.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142713613438621938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R16WyL6TGPI/AAAAAAAAALc/4HaCSQ2dEYE/s320/lobisomens.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lobo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Lobo foi o jogo do ano em França no ano de 2002. É um jogo muito simples para 2 a 4 jogadores cujo objectivo é reunir o maior rebanho de ovelhas. Para isso os jogadores vão colocando peças na mesa de forma a aumentar os rebanhos da sua cor e tentar diminuir os rebanhos dos adversários. Os jogadores vão retirando peças do saco e formando as quintas, ou seja vão tentar aumentar a sua e fecharem as dos oponentes. Por outro lado tentaram colocar lobos junto às florestas para que estes comam os rebanhos adversários. A defesa a estes animais selvagens poderá ser feita por caçadores que anulam as suas acções. Portanto vão haver algumas decisões a serem tomadas que nem sempre serão fáceis.&lt;br /&gt;Num misto de dominó e puzzle, Lobo é um jogo muito simples que agradará aos menos familiarizados com os jogos de tabuleiro. No entanto passará ao lado dos jogadores mais experientes e que procuram desafios mais complexos. Seja como for, a vantagem deste Lobo está na facilidade com que se explicam as regras e, por isso, ser bastante acessível, especialmente para crianças a partir dos 12 anos que poderão ter aqui um bom presente de Natal para desfrutar com os pais, ao mesmo tempo que desenvolvem a sua capacidade de raciocínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R16Wyb6TGQI/AAAAAAAAALk/79Fx_HO1YJE/s1600-h/lobo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142713617733589250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R16Wyb6TGQI/AAAAAAAAALk/79Fx_HO1YJE/s320/lobo.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Time’s Up&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Este jogo é um chamado party game. Compete directamente com colossos de vendas como Pictionary, Trivial Persuit ou Party &amp;amp; Co. Não traz nada de novo ao mercado, mas consegue atingir os seus objectivos que é entreter um bom punhado de gente que se senta à mesa para passar uma noite divertida.&lt;br /&gt;As regras são simples. O objectivo é as equipas conseguirem descobrir a identidade de 40 personagens (reais ou fictícias). Cada equipa joga á vez e com a ajuda duma ampulheta tenta, através de pistas, saber de que personagem se fala.&lt;br /&gt;Por exemplo: O Jogador encarregue de dar a pista diz que é uma personagem de banda desenhada, criada por Franquin e que a acção das suas histórias se passa num escritório. A resposta seria Gaston Lagaffe. Acertada a personagem, tira-se outra carta e continua-se no mesmo sistema. Quando o tempo acabar, contabiliza-se as personagens adivinhadas e será a vez de outra equipa passar á acção. Isto vai-se repetindo até as 40 personagens serem adivinhadas.&lt;br /&gt;Numa 2ªfase, e com as mesmas 40 figuras (todas elas agora já conhecidas pelos jogadores) a pista será dada apenas com uma palavra. Apenas uma. Para o mesmo Gaston a pista poderia ser Franquin. A escolha da palavra é muito importante porque existem personagens que têm pontos de contacto. Haverá muitos músicos, actores, etc. Se a equipa não acertar, passará a vez á seguinte que beneficiará da palavra da equipa anterior e poderá assim acrescentar mais uma.&lt;br /&gt;A 3ª fase faz-se exactamente a mesma coisa, mas desta vez com mímica. Se calhar seria interessante saber como se iria imitar fisicamente o Gaston.&lt;br /&gt;Pronto e é isso. É um Party Game como qualquer outro, tem as desvantagens e as vantagens dum jogo deste tipo, mas é uma boa opção para quem gosta deste género de desafios. Não será tão divertido como um pictionary, mas será certamente melhor que responder a 50 perguntas de enfiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R16Wy76TGRI/AAAAAAAAALs/5NqriHCtiKk/s1600-h/timeup.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142713626323523858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R16Wy76TGRI/AAAAAAAAALs/5NqriHCtiKk/s320/timeup.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Outra das editoras que se lançou no mercado foi a &lt;strong&gt;RunaDrake&lt;/strong&gt;. Lançou recentemente Wings of War em Português que também pode ser encontrado em qualquer prateleira da Fnac. É um jogo de cartas que simula as batalhas de aviões da 1ª guerra mundial nos céus da Europa e é um divertimento enorme para quem gosta de batalhas aéreas e que não se importe de se sentir criança outra vez. É um jogo com alguma complexidade e que joga tudo no poder de antevisão dos jogadores. Pode saber mais numa critica editada neste blog em Maio deste ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R16Wy76TGSI/AAAAAAAAAL0/PAbvVXLKzac/s1600-h/wings.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142713626323523874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R16Wy76TGSI/AAAAAAAAAL0/PAbvVXLKzac/s320/wings.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-7657068461235290239?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/7657068461235290239/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=7657068461235290239' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/7657068461235290239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/7657068461235290239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2007/12/lanamentos-portugueses.html' title='Lançamentos Portugueses'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R16WyL6TGPI/AAAAAAAAALc/4HaCSQ2dEYE/s72-c/lobisomens.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-909941101231860909</id><published>2007-12-03T15:00:00.000+01:00</published><updated>2007-12-05T09:08:31.128+01:00</updated><title type='text'>Crítica: Street Soccer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando era mais pequeno, estava eu então entre os meus 10 e os 15 anos, a minha grande paixão era sem sombra de dúvidas o Subbuteo. Passava horas, sozinho, no chão a jogar àquilo. Fazia grandes jogos, sempre com as melhores equipas da Europa, e quer acreditem quer não, os campeonatos que organizava e jogava sozinho, eram sempre ganhos pelo grande Benfica.&lt;br /&gt;O Subbuteo é um jogo de futebol género futebol de carica, mas muito mais evoluído. Tem bonecos sobre uma base de plástico que escorregam sobre um pano verde e a coisa está tão bem feita que até podem chutar à baliza, passar a bola e até partir pernas (o que acontece mais vezes do que devia).&lt;br /&gt;A partir dos 15 anos passei a ter vergonha de jogar Subbuteo sozinho. Poderia ser mal interpretado pela família e amigos. Por isso esqueci-me deste jogo mas, confesso, com muita pena minha.&lt;br /&gt;O Subbuteo passou por várias alterações ao longo dos últimos 19 anos. Algumas boas, outras más, mas a pior de todas foi a que os miúdos já não jogam ao jogo. Se falar com algum rapaz de 10 anos certamente ele não sabe o que é o Subbuteo.&lt;br /&gt;A Playstation e o PES acabaram definitivamente com esta pequena maravilha que viu as montras pela primeira vez em 1947. Seja como for durante cerca de 50 anos foi a melhor simulação de futebol do mundo e o gozo que dava passar horas a movimentar os jogadores com a perícia dum pianista era tanto, que me vou lembrar para sempre desses momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R1QMOL6TGMI/AAAAAAAAALE/7_PGrGGh1hk/s1600-R/street.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139746512591591618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R1QMOL6TGMI/AAAAAAAAALE/Cot6VRcgmGQ/s320/street.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas a vida não ficou definitivamente perdida para as simulações de futebol de mesa. Isto porque surgiu há cerca de 5 anos atrás um designer que achou que estava hora de agir. Falo de Corné van Moorsel, grande jogador de Subutteo, que tal como a mioria dos ex-jogadores atingiu a idade em que teve de desistir. É sempre um data difícil aquela em que se desiste oficialmente de jogar subbuteo. Não é exagero dizer que é como um jogador deixar o futebol. Dói, mas tem de ser.&lt;br /&gt;Mas agora os dias tornaram-se menos cinzentos com Street Soccer. Pode-se jogar abertamente à frente de toda a gente que ninguém nos olha de lado. Street Soccer elimina a sensação de imaturidade dum jogador de subbuteo aos olhos dos outros e isso sabe bastante bem.&lt;br /&gt;Street Soccer é um jogo muito simples. 5 jogadores para cada lado, uma bola e um dado. O objectivo é meter a bola na baliza. Uma partida joga-se em 10 minutos e dá um gozo do caraças, mesmo sabendo que há um dado envolvido e que ele determina o desenrolar da partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R1QMQr6TGNI/AAAAAAAAALM/FMNvk605fPo/s1600-R/street2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139746555541264594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R1QMQr6TGNI/AAAAAAAAALM/JYIzRyU9I5k/s320/street2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As regras são fáceis. Lança-se o dado e o jogador movimenta os jogadores, o número de casas que o dado determina. Se o jogador não gastar todos os movimentos e chegar à casa da bola, pode utilizar o excedente para rematar a redondinha, passar ou então afastar a mesma para o mais longe possível.&lt;br /&gt;Exemplo: O Zorg está a perder comigo 5-0. Vamos imaginar que manda um dado e lhe sai 6 (numero mais usual num lançamento do Zorg). Ele movimenta o jogador dele 3 casas e chega até à bola. Isto quer dizer que agora pode movimentar a bola 3 casas. Pode chutar á baliza, passar para outro companheiro ou então colocá-la o mais longe possível para eu ter mais dificuldade em chegar lá quando lançar o dado. No entanto, uma regra tem de ser acrescentada. Sempre que um jogador toca na bola, soma um ponto ao valor que lhe resta. Ou seja, quanto mais jogadores tocarem na bola num movimento, mais ela avança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é isto. Pode parecer estúpido mas há mais sabedoria num jogador de street soccer que aquela que se manifesta numa primeira partida. A posição é tudo. O jogador tem de ter a consciência que se perder a estrutura da equipa leva uma cabazada como aquela que o Boavista levou do Benfica há umas semanas atrás.&lt;br /&gt;Quando os jogadores são experientes, consegue-se ver que dão muito mais importância aos jogadores e não tanto à bola. Isso dá a sensação que somos mesmo treinadores e estamos a equilibrar a equipa no terreno.&lt;br /&gt;A sorte é um elemento que tem peso, mas o grande desafio está em minimizá-lo duma forma a que não se sofra grandes consequências num golpe de azar. Às vezes dá, outras não, mas a bom da verdade, como já disse noutro lado, nos campeonatos e nos sites dedicados ao jogo, ganham sempre os mesmos. Isso deve querer muita coisa em favor de Street Soccer.&lt;br /&gt;Seja como for conte com jogos memoráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pontos Positivos:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Jogo muito divertido e que dura 10 minutos e custa 17 Euros.&lt;br /&gt;Tem uma curva de aprendizagem interessante.&lt;br /&gt;Normalmente ganham sempre os mesmos .&lt;br /&gt;É futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pontos Negativos:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Tem um dado que é o coração do jogo.&lt;br /&gt;Por muita boa vontade que possam ter, nenhum dos jogadores vai gritar golo quando a bola bate nas redes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R1QMRL6TGOI/AAAAAAAAALU/QvR9TNA1TLU/s1600-R/street3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139746564131199202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R1QMRL6TGOI/AAAAAAAAALU/mlzAwoEJY9g/s320/street3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-909941101231860909?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/909941101231860909/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=909941101231860909' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/909941101231860909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/909941101231860909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2007/12/crtica-street-soccer.html' title='Crítica: Street Soccer'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/R1QMOL6TGMI/AAAAAAAAALE/Cot6VRcgmGQ/s72-c/street.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-3075829337169885200</id><published>2007-11-17T22:08:00.000+01:00</published><updated>2007-11-23T13:11:29.407+01:00</updated><title type='text'>Last 30 days</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde que assumi a minha condição de geek - daqueles de cave escura, óculos com lentes de vidro de garrafa, caneta no bolso da camisa e terror absoluto de contacto com o sexo oposto - e passei a registar religiosamente os jogos que vou fazendo no boardgamegeek, utilizando o mecanismo disponibilizado para o efeito por outros geeks da minha igualha, que sonho com o dia em que vou colocar aqui um post a falar dos jogos que joguei no último mês, ou na última semana. Ultimamente, fruto de alguns acasos do destino que puseram alguns gamers mais entusiastas no meu caminho e da paciência quase infinita da minha cara-metade que não se importa de aturar 4 ou 5 macacos lá em casa a fazer barulho, uma vez por semana pelo menos, tenho tido oportunidade de jogar mais do que o habitual. Estou assim em condições de aqui colocar o tão ambicionado post "Últimos 30 dias". E aqui vai ele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6x&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve 2 jogos que foram jogados seis vezes, nos últimos 30 dias: StreetSoccer e Phoenicia. O StreetSoccer é um jogo brilhante para 2 jogadores de Corné Von Moorsel, o génio do mal por trás do nome Cwali! Cada jogador controla uma equipa de futebol de rua e cada jogo corresponde a uma partida. As regras são muito simples, mas o jogo é interessantíssimo! O posicionamento é extremamente importante e há momentos mágicos em que parece mesmo que se está a jogar futebol a sério, com uma equipa a perder e a encostar a outra à área, a tentar o empate, enquanto o relógio se esgota! Muito bom e um dos melhores jogos para 2 jogadores que para aí anda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Phoenicia foi outra surpresa e é um dos melhores jogos de 2007, na minha opinião. É um remake do lendário Outpost, em que o autor procurou retirar tudo o que não é essencial e, nas palavras dele, "todas as falsas decisões"! O resultado é um jogo económico complexo, com recursos extremamente limitados! No Phoenicia todos os tostões são importantes, todas as decisões têm muita implicações e, em consequência, todos os erros são punidos. Para além do mais, joga-se em menos de 1h! Altamente recomendado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3x&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprei o StreetSoccer por impulso. Gosto de futebol, gosto de jogos, gosto do Benfica e, por isso, não fui tão exaustivo na análise pré-aquisição, como de costume. A coisa correu tão bem e fiquei tão impressionado, que resolvi avançar para outro jogo do mesmo autor. Underrated? Brainburner? Um dos jogos mais injustiçados do ranking do BGG? De logística? Contem comigo! E foi assim que Logistico chegou às minhas mãos! E a única coisa que posso dizer é que é tudo verdade! Mais uma vez, regras muito simples (1 página e meia, já com exemplos) e um jogo com uma complexidade notável! Se um neurónio puder queimar por excesso de carga, como se fosse um fusível, este é um dos jogos que provocaria um apagão no cérebro! Na primeira vez que se joga, é complicado fazer mais do que tocar de ouvido. Mas, à medida que se vai ganhando experiência, as estratégias vão ficando mais evidentes, o jogo ganha outra dimensão. Este holandês é tramado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mr. Jack é outro excelente jogo para 2 jogadores. Não é um jogo de dedução, como se escreveu para aí. É um jogo de posicionamento, de bluff e de planeamento a 2/3 jogadas. É muito mais fácil jogar com o polícia do que com o Jack, não por o jogo ser desequilibrado, mas porque um erro enquanto Jack pode deitar tudo a perder, enquanto com o polícia há mais margem para errar. Os jogos são muito rápidos (entre 10 e 30 minutos) e recomendo que se joguem sempre 2 jogos de seguida, para que os jogadores alternem como Jack. Também é um jogo que tem uma curva de aprendizagem interessante. No início parece tudo óbvio, mas ao fim de alguns jogos já se percebe que há muita coisa menos óbvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2x&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprei o Alhambra porque a minha mais que tudo gosta mesmo do jogo. É dos poucos que ela pede para jogar. E sabem como é, se ela gosta mesmo do jogo eu gosto ainda mais! Até agora, ela tinha ganho TODOS os jogos de Alhambra que tinha jogado, o que me tinha dado algumas luzes sobre as verdadeiras razões que a levam a apreciar o Alhambra e, ao mesmo tempo, me tinha deixado com a ligeira desconfiança de que, se calhar, havia espaço para melhorias na minha estratégia infalível. Nesta última vez, jogámos em casa de uns amigos e no primeiro jogo ela voltou a ganhar. No segundo concentrei-me, calculei, planeei, adivinhei, chorei, rezei e... ganhei! A minha primeira vitória de sempre e logo frente à campeã mundial! O Alhambra é, de facto, um jogo fora de série! :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Elasund teve azar. Jogámos há muito tempo e um dos participantes, que por sinal é uma das presenças mais regulares do nosso grupo e não é lá muito brilhante (sim, Francisco, estou a falar de ti), ficou confundido com o jogo e, como sempre faz quando um jogo o confunde, declarou solenemente que não gostava deste magnífico exemplar da fábrica do Dr. Teuber. Infelizmente o referido senhor agora tem andado com menos disponibilidade para a amizade e tem comparecido menos nos nossos encontros. Foi prontamente substituído por outro gamer, mais sagaz e arguto e, principalmente, menos confundível, que depois de jogar Elasund declarou solenemente que este era um dos seus jogos favoritos. Eu, pessoalmente, gosto muito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Glory to Rome foi, para mim, uma das grandes surpresas dos últimos tempos. É um jogo complexo e interessantíssimo, onde é fácil aprender as regras, mas muito difícil jogar bem. É da mesma equipa que jogos como o Puerto Rico, mas a sua maior abertura torna-o mais difícil de dominar. É preciso paciência e dedicação, para aprender a jogar bem Glory to Rome. Ainda bem que sou um gajo paciente e dedicado! A caixa é atroz, numa espécie de acrílico transparente, e vai-se partir mais cedo ou mais tarde. Recomendo vivamente que seja substituída por outra comprada na loja dos chineses, até porque é muito difícil conseguir que o jogo caiba todo dentro da caixa original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1x&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joguei, finalmente, o Age of Empires  e achei engraçado. Não é o grande jogo de 2007, nem é um clássico daqueles mesmo, mesmo clássicos. Mas é interessante e engraçado. Há ideias engraçadas e integra bem vários géneros. Parece-me que há ali alguma talha dourada a mais... se calhar o Tom Lehmann, o gajo que eliminou tudo o que é superfluo e reduziu o Phoenicia àquela deliciosa aridez em que tudo o que lá está é essencial, teria um desafio bastante interessante a limpar este jogo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Indonesia jogámos ontem e foi, mais uma vez, uma bomba! É um jogo complexissímo, embora em termos de regras seja mais simples do que o Caylus, ou o Puerto Rico, por exemplo. É daqueles jogos em que se fazem planos perfeitos, que depois são demolidos, sem apelo nem agravo, pelo jogador que joga a seguir. Há imensa interacção entre os jogadores, há leilões tensos, há uma malha complexa de consequências pendurada em cada decisão... é, provavelmente, o melhor jogo económico que já joguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim dos triunviratos é um valor seguro. Relativamente rápido, com vários caminhos para a vitória e altamente confrontacional é uma escolha de eleição para quando há 3 jogadores que têm a mania que são maus. Tenho de jogar mais vezes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Twilight Struggle é um dos meus jogos favoritos e está tudo dito. Há uma review deste jogo neste blog, da autoria de um dos gajos mais bonitos e inteligentes de que há memória. Recomendo vivamente a sua leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Perikles deixou-me um sabor amargo na boca. Gosto  bastante da parte política, gosto da forma como se integra com a parte militar, mas não gosto da forma como são resolvidas as batalhas. Acho que resolver todas as batalhas em série e estar 20 minutos a lançar dados foi das ideias mais estúpidas que qualquer designer já teve. Infelizmente faltou alguém, leia-se, o developer do jogo, um amigo, ou a própria mãe do Wallace, que, logo a seguir a ele explicar a ideia para a resolução das batalhas lhe desse um estalo no meio da tromba e berrasse "20  minutos a lançar dados? Estás parvou ou quê? Isso é das ideias mais estúpidas que qualquer designer já teve!". Ainda lhe vou dar mais uma hipótese, porque a parte política é, de facto, muito interessante, mas este é daqueles jogos que podia ter sido um clássico... e não é!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Reef Encounter era um desejo antigo. Andei a namorá-lo á distância durante muito tempo, como um adolescente apaixonado, mas demasiado envergonhado para dar o passo decisivo. É que o jogo era caro como o caraças! Felizmente Deus Nosso Senhor criou os saldos ainda antes de ter criado o homem e, numa dessas sagradas ocasiões, lá me declarei. E não me arrependi: este sim, é um clássico!  Interessante, complexo, único, temático, mas de uma forma estranha... é um jogo para degustar! Não me vou alongar mais, porque estou a pensar colocar aqui uma review mais detalhada em breve. Mas recomendo vivamente! Nunca os recifes de coral foram tão interessantes!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-3075829337169885200?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/3075829337169885200/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=3075829337169885200' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/3075829337169885200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/3075829337169885200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2007/11/last-30-days.html' title='Last 30 days'/><author><name>zorg</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730246793479077143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-8929651898164861628</id><published>2007-11-08T14:17:00.000+01:00</published><updated>2007-11-08T14:37:53.312+01:00</updated><title type='text'>Crítica: Princes of Florence</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Passados os dias em Roma, cidade eterna e de ruínas extravagantes, era a vez de apanhar o comboio e rumar a Florença. Essen, felizmente, já me tinha saído da cabeça e, por isso, acabei por concordar que não foi de todo má ideia passar a lua-de-mel em Itália.&lt;br /&gt;A esposa, radiante com a vida, transbordava o devido contentamento. Postos de lado os problemas do quotidiano, poderíamos finalmente gastar a toda a nossa atenção um no outro e assim compreendermos, em conjunto, até que ponto o amor pode ser mágico.&lt;br /&gt;Ela, imbuída duma bondade extrema prometeu:&lt;br /&gt;- Para o ano vamos a Essen, ou que raio é aquilo!&lt;br /&gt;Contrariamente ao esperado e às vozes opinativas, a primeira impressão de Florença não foi das melhores. Carros por todo o lado, barulho, confusão e japoneses em fila indiana a comprar tudo o que lhes aparecia à frente.&lt;br /&gt;Felizmente, aos poucos, a primeira impressão foi ficando esquecida, principalmente quando os principais palácios surgiram no horizonte deixando-nos espantados com a beleza dos mesmos:&lt;br /&gt;-Isto é tão lindo, se calhar em vez de Essen ou que raio é aquilo, voltamos é a Itália!&lt;br /&gt;Para ser sincero, o que eu gostei mesmo foi das florentinas a andar de bicicleta. Pedalavam que nem doidas por aquelas estradas movimentadas e perigosas. Sempre impecavelmente vestidas com as melhores marcas do mercado, guiavam as suas pasteleiras com uma destreza tal, que era normal assistir a razias monumentais a carros e autocarros, escapando elas, felizmente, airosas do desastre por apenas um centímetro. Bem sei que sou um homem casado, mas se há coisa sexy neste mundo, é uma florentina a andar de bicicleta. Existe qualquer coisa de imortal nelas que me deixa louco.&lt;br /&gt;Louco também fiquei com as esculturas e as obras de arte que enchiam os museus. Enquanto passeava pelas ruas interroguei-me sobre o que sentiria um Medici enquanto percorria as ruelas de Florença. Quais seriam os seus problemas, os seus anseios, os seus objectivos e onde gastava o dinheiro. Como se comportava em público, quais eram as tradições que respeitava, etc.&lt;br /&gt;Foi então que me veio à memória o jogo Princes of Florence e todas as minhas interrogações foram satisfeitas, ou não fosse o jogo em questão um dos melhores de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RzMPh8c8BqI/AAAAAAAAAKU/S_WbKS2Ybz4/s1600-h/florence.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130461476342728354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RzMPh8c8BqI/AAAAAAAAAKU/S_WbKS2Ybz4/s320/florence.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Wolfgang Kramer é um designer bastante prolifero e que conquistou merecidamente um nome no panteão dos grandes nomes dos jogos de tabuleiro. Ter dois títulos (Princes of Florence e El Grande) no Top 10 do insuspeito Boardgamegeek é um feito de grande monta, o que, aliás, muito tem orgulhado a sua mulher, a simpática Úrsula, que não se cansa de comentar os feitos do marido, especialmente quando está na cabeleireira a armar o cabelo. É justo também juntar o nome Richard Ulrich ao feito, porque justiça seja apregoada, o trabalho de desenvolvimento nestes dois títulos foi feito em conjunto.&lt;br /&gt;A história de Princes of Florence é simples de ser contada. Cada jogador é um príncipe de Florença cuja obsessão é a arte e a ciência e, portanto, de forma a conseguir satisfazer a obsessão, o príncipe vaie-se esforçar por contratar para o seu palácio os artistas e cientistas mais talentosos de Itália.&lt;br /&gt;Mas como toda a gente sabe, os grandes génios são flores muito sensíveis e normalmente, para produzirem um trabalho em condições, precisam que certas e determinadas circunstâncias estejam reunidas de forma a se poderem inspirar convenientemente.&lt;br /&gt;Por exemplo, um pintor só conseguirá pintar a sua obra-prima se tiver no palácio bobos (deixem-se de piadas porcas), um lago com cisnes e peixes e lhe for concedida alguma liberdade religiosa. Se o palácio do patrono tiver estas condições, a obra saída da mente deste pintor será compensada com uma pontuação alta.&lt;br /&gt;Se for um médico, então a pontuação será maior se houver um Hospital e um jardim.&lt;br /&gt;A ideia é que cada vez que um jogador mostrar a obra dum protegido seu ao mundo, essa obra obtenha a maior pontuação possível. Para que isso aconteça é necessário, ao jogador, comprar alguns itens no mercado. Os itens permitem construir edifícios, contratar os melhores arquitectos e bobos (lá estamos nós outra vez), edificar florestas, lagos e parques, além de permitirem liberdades (como liberdade religiosa por ex.) e contratar outros artistas ou cientistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RzMQE8c8BsI/AAAAAAAAAKk/mT1Ih1aeUdU/s1600-h/princes4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130462077638149826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RzMQE8c8BsI/AAAAAAAAAKk/mT1Ih1aeUdU/s320/princes4.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como se pode perceber, num jogo de Princes Of Florence há muito para ser feito.&lt;br /&gt;Metade dos itens necessários ao trabalho dos artistas são comprados num sistema de leilão, a outra metade é comprada directamente sem necessário andar a subir paradas.&lt;br /&gt;O sistema de leilão aqui apresentado não é um artifício simplista. Isto porque, por turno, só vai poder ser leiloado um item da mesma família. Isso é particularmente tenso porque, se houver 2 jogadores com vontade de contratarem um arquitecto, alguém vai ficar a chuchar no dedo e terá de esperar pelo próximo turno para poder comprar um.&lt;br /&gt;O leilão, em Princes Of Florence, é pois a alma do jogo porque foi genialmente desenhado de forma a poder ser manipulado pelo jogador activo. Eu passo a explicar. O jogador activo coloca à venda um item, mas não é obrigado a oferecer nada por ele. O que acontece é que o jogador activo, ciente desta vantagem, coloca à venda itens que não lhe interessam só para ver o circo pegar fogo e assim eliminar os outros jogadores (os jogadores que compram itens em leilão vão saindo do jogo e não podem leiloar mais durante o turno). Quantos menos jogadores estiverem a licitar, maior a possibilidade de poder comprar o item que lhe interessa ao menor preço possível, uma vez que a concorrência foi eliminada nos turnos anteriores.&lt;br /&gt;O que se assiste é toda uma manipulação do leilão consoante os interesses do jogador activo. Isto é impagável e constitui por si só toda a magia deste jogo. O mais interessante nisto tudo é que num leilão de Princes of Florence tudo pode acontecer, e portanto dá um gozo do catano fazer parte disto.&lt;br /&gt;Além do leilão, o jogador tem mais duas acções por turno que podem ser gastas na compra de itens que não exigem leilão ou para apresentar trabalhos de artistas. Estes trabalhos vão receber pontos consoante os itens que o jogador comprou ao longo do jogo. Se um médico precisar dum hospital e dum jardim para realizar a sua obra e se o jogador conseguir ter comprado o jardim e o Hospital, ganhará mais pontos que, por exemplo, só possuir o Hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RzMQT8c8BtI/AAAAAAAAAKs/FZa8VO9PNlE/s1600-h/princes2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130462335336187602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RzMQT8c8BtI/AAAAAAAAAKs/FZa8VO9PNlE/s320/princes2.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os pontos ganhos nas obras serão convertidos imediatamente em dinheiro ou pontos de vitória. Esta é uma decisão tramada porque, paralelamente, é necessário não só gerir a quantidade de dinheiro que se quer ter em mãos para ganhar os concorridos leilões mas também porque não convém acabar a partida com muitas moedas no pecúlio pessoal. Quanto maiores forem as sobras de florins no fim, menos pontos o jogador vai ter no resultado final. Bom, bom, é acabar o jogo com zero florins no bolso. Seja como for, fica já avisado o leitor que a administração do dinheiro não é fácil e a piada está na premissa de quanto menos se gastar mais pontos se ganha. Daí a importância de haver algum oportunismo na forma como o jogador activo vai manipulando o leilão. A ideia é que, quanto mais dinheiro os adversários gastarem nas suas compras, menos pontos vão ter no final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do leilão, o jogo tem uma componente mais solitária, onde o jogador tenta encaixar os edifícios que vai comprando no seu palácio. Assim, vai ser necessário arrumar os edifícios (que possuem formas esquisitas) bem ao estilo de Tetris. A tarefa não é muito difícil, mas também não é fácil. É que os edifícios não se podem tocar e isso queima muito espaço disponível inviabilizando compras futuras. No entanto, sempre que um jogador consiga ganhar 2 arquitectos, poderá juntar os edifícios e assim ter um palácio mais bem composto. O pior é que os arquitectos ganham-se nos leilões e já se vê a dificuldade que há em os obter. Mas se a vontade do jogador passar por ter dois arquitectos, terá a sua possibilidade de manipular o leilão para que isso seja possível.&lt;br /&gt;O jogo basicamente é isso. Uma componente de leilão onde existe uma luta muito apertada pelos itens postos à venda com muita interacção e muita disputa e depois uma componente de administração de acções, mais solitária e menos interessante também. Evidentemente que as acções nesta segunda fase são poucas e portanto é natural nos primeiros jogos haver muitos a serem cometidos. A piada disto tudo é que o jogador não consegue saber que itens é que ganha em leilão, e isso vai fazer toda a diferença quando for necessário gastar as acções. Acaba tudo por depender de como correr o leilão. Às vezes corre bem, outras não corre nada de especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RzMQq8c8BvI/AAAAAAAAAK8/yiH3wAAZk8U/s1600-h/princes3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130462730473178866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RzMQq8c8BvI/AAAAAAAAAK8/yiH3wAAZk8U/s320/princes3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Numa última análise, Princes of Florence é um clássico e vai ser jogado ao longo dos anos sempre que houver oportunidade. É uma presença obrigatória nas estantes dos jogadores e tende a agradar a todos, desde os mais experientes aos menos.&lt;br /&gt;A forma como o leilão se processa é muito inteligente a a experiência de jogo é única. Nenhum jogo no mercado tem um leilão tão motivante (se excluirmos o RA).&lt;br /&gt;Atenção contudo. Existem 2 versões no mercado e ambas têm componentes diferentes. Pelo que se diz por aí a edição da Rio Grande é melhor e mais bonita e pelo que tenho visto é realmente verdade.&lt;br /&gt;Mas uma ideia fica. Apesar das dificuldades, era mais fácil, na altura, um príncipe aturar os caprichos dos humanistas que um produtor aturar, hoje em dia, cineastas portugueses depois de realizarem um filme sobre os meandros do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pontos Positivos:&lt;br /&gt;O Leilão e o bluff que ele desperta&lt;br /&gt;A administração do dinheiro que terá de ser sempre ao florim&lt;br /&gt;É um jogo que agrada a todos&lt;br /&gt;É um clássico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pontos Negativos:&lt;br /&gt;A componente solitária, com a experiência, pode-se tornar previsível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RzMPicc8BrI/AAAAAAAAAKc/kWM9pdlQKzY/s1600-h/princes5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130461484932662962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RzMPicc8BrI/AAAAAAAAAKc/kWM9pdlQKzY/s320/princes5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-8929651898164861628?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/8929651898164861628/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=8929651898164861628' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/8929651898164861628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/8929651898164861628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2007/11/crtica-princes-of-florence.html' title='Crítica: Princes of Florence'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RzMPh8c8BqI/AAAAAAAAAKU/S_WbKS2Ybz4/s72-c/florence.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-5015940795269471892</id><published>2007-10-25T14:50:00.000+02:00</published><updated>2007-10-25T22:08:13.202+02:00</updated><title type='text'>Crítica: Glory to Rome</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pois é meus caros, para todos aqueles que se interrogam anualmente porque Diabo é que estes gajos, que escrevem tão efusivamente sobre jogos de tabuleiro, não vão a Essen e relatam todas as novidades desse certame, a resposta é simples. A mulher não deixa.&lt;br /&gt;Este ano, então, a altura não podia ter sido mais conveniente. Tinha acabado de casar e pensei para comigo que o destino mais acertado para a lua-de-mel seria, como todos já devem ter adivinhado, Essen.&lt;br /&gt;- Porque não vamos a Essen passar a nossa lua-de-mel, minha querida, meu amor?&lt;br /&gt;Não imaginam o que ouvi depois de ter feito esta pergunta tão inocente. Que não sabia onde isso ficava, que nunca tinha ouvido falar e que provavelmente tinha qualquer coisa a ver com jogos por isso, o melhor era esquecer e que além do mais a viagem já estava escolhida, Itália.&lt;br /&gt;E foi por isso que deixei Portugal, não para Essen, com muita tristeza minha, mas para o país das massas e das pizzas, mais concretamente para Roma e Florença.&lt;br /&gt;A viagem acabou por valer a pena. Claro que nada, nem mesmo o colossal coliseu, consegue ser mais importante do que a hipótese de receber um autografo do Martin Wallace em pessoa, mas mesmo assim, não foi nada mal.&lt;br /&gt;Os dias passados em Roma foram, sem dúvida, os mais interessantes. Passear pelo Fórum e pelo monte Palatino é uma coisa que transcende a pessoa e que nos deixa derreados perante tamanha beleza e imponência.&lt;br /&gt;Enquanto passeava pelas ruínas foi tentando perceber, entre carradas de japoneses e americanos, o que sentiria um senador a andar por aqueles caminhos. Em que pensava ele? Quais eram os seus problemas? Que desejos tinha? As respostas não vieram evidentes, e enquanto equacionava possibilidades e hipóteses, chegou-se-me à memória um pequeno jogo reeditado este ano com o nome de Glory to Rome, que me ajudou e de que maneira, a resolver algumas dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RyDMSsNw3-I/AAAAAAAAAKM/eXRqhnzJiA0/s1600-h/italia+141.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125320997426225122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RyDMSsNw3-I/AAAAAAAAAKM/eXRqhnzJiA0/s320/italia+141.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ora bem, este pequeno jogo da autoria do desconhecido jovem Carl Chudyk faz parte dos jogos de cartas a que o Zorg muito convenientemente chama “San Juan com esteróides”. A definição não podia ser melhor, uma vez que é isso mesmo que Glory to Rome é. Um San Juan mais atlético, mais vibrante, com mais pujança e também mais difícil de jogar. De tal forma que é um bocado incompreensível o 6,3 no BGG.&lt;br /&gt;A ideia do jogo é dar ao jogador a possibilidade de experimentar, através dum singelo jogo de cartas, a sensação de ser um homem político em Roma. Teremos então de construir criteriosamente a nossa clientela a quem poderemos recorrer a pedir favores, teremos de construir edifícios que nos darão prestígio e, como não podia deixar de ser, teremos também de colocar o máximo de moedas no nosso cofre particular, longe dos olhares públicos de forma a enriquecer ostensivamente. Ganha, quem no fim, conseguir ser mais rico e influente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RyCSn8Nw37I/AAAAAAAAAJ0/akuteLAkqD0/s1600-h/glory3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125257590824034226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RyCSn8Nw37I/AAAAAAAAAJ0/akuteLAkqD0/s320/glory3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto gira com um sistema que já nos é já bastante familiar. As cartas são, ao mesmo tempo, edifícios, materiais de construção, clientes (roles) e moedas. Assumem a sua identidade consoante o nosso desejo e a altura em que são jogadas pelo jogador.&lt;br /&gt;Por outro lado existe a escolha criteriosa de roles. Ou seja, à boa maneira de Puerto Rico e San Juan, cada jogador, na sua vez de jogar, vai escolher um role ou personagem e activar assim a sua característica.&lt;br /&gt;Existem 6 personagens ou roles em Glory to Rome, a saber:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Artesão&lt;/em&gt; permite iniciar um edifício ou avançar nas obras dum que esteja incompleto. Todas as cartas têm edifícios. Os edifícios, tal como acontece no San Juan, quando construídos dão benefícios ao seu dono. Existem 40 tipos diferentes, por isso não se preocupe o leitor que, com toda a certeza, vai encontrar algum ao seu gosto. Desta panóplia há os mais poderosos e os menos, e esse poder sente-se no custo de construção. Em Glory to Rome os edifícios são construídos e não comprados. Imaginemos que o jogador quer dar uma de vedeta e inicia-se na construção do Fórum. A carta do Fórum tem a cor roxa e o valor de 3. O jogador, para acabar de construir o Fórum, vai ter de jogar mais 3 cartas roxas. Neste caso, as cartas roxas que o jogador colocar para o seu fórum assumem o papel de materiais de construção. Serão necessárias 3 jogadas, porque o jogador vai ter de colocar 3 cartas roxas (uma de cada vez) no edifício para o tornar activo. Quando o construir, recebe 3 moedas de prestígio.&lt;br /&gt;Os pontos de prestígio permitem ao jogador ampliar o número máximo de clientes e de cartas a colocar no seu tesouro pessoal. Mas já lá vamos.&lt;br /&gt;Seja como for é usual um edifício demorar bastantes rondas para ser construído e é frequente ver os jogadores a mãos com várias obras ao mesmo tempo. Essa dimensão é interessante porque parece que ouvimos as picaretas e sentimos o suor dos escravos a erguer os pilares de mármore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Trabalhador ou Trolha&lt;/em&gt; permite colocar um material (carta) da pool para a nossa arrecadação. Isso permite que o jogador tenha materiais de construção em stock, evitando assim ter de jogar cartas da mão, alargando as suas hipóteses para as cartas que tem em mão assumirem outros papeis que não o de material. Ter poucas cartas para jogar reduz, como é lógico, drasticamente as opções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Legionário&lt;/em&gt; permite roubar cartas das mãos dos adversários. O jogador diz que quer as amarelas e os jogadores dão-lhe as amarelas enquanto lhe chamam nomes a ele e à mãe. Quem não tiver cartas amarelas diz “Glory to Rome”. Existem, contudo, edifícios que evitam o roubo do legionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Arquitecto&lt;/em&gt; permite que o jogador construa os seus edifícios com material da arrecadação ao contrário da mão como acontece com o &lt;em&gt;Artesão&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Mercador&lt;/em&gt; permite ao jogador colocar um material da sua arrecadação no seu cofre. Se a carta que o jogador passar da sua arrecadação para o cofre for roxa, como o exemplo que dei antes, o jogador consegue assim colocar 3 moedas no cofre e ganhar 3 pontos no fim do jogo. Repare o leitor que para que consiga colocar moedas no seu cofre terá que ter sido escolhido anteriormente o &lt;em&gt;Trabalhador&lt;/em&gt;, que é a personagem que permite colocar cartas na arrecadação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Patrono&lt;/em&gt; permite que os jogadores coloquem cartas que estejam na pool (cartas que ficam à disposição dos jogadores) na sua clientela. A clientela é um estratagema bastante interessante que permite ao jogador duplicar as acções das personagens. Se um jogador jogar por exemplo o &lt;em&gt;trabalhador&lt;/em&gt;, isso quer dizer que se vai fazer a acção desta personagem. No entanto, os jogadores que tiverem &lt;em&gt;trabalhadores&lt;/em&gt; na sua clientela podem duplicar a acção. Ou seja se um jogador tiver 2 &lt;em&gt;trabalhadores&lt;/em&gt; na clientela pode fazer mais 2 vezes a acção desta personagem. Dá jeito! O que é interessante é que os jogadores podem ter opiniões diferentes quanto a este aspecto. Existem várias formas de jogar, eu por exemplo posso dar mais importância aos artesãos e o Zorg aos &lt;em&gt;mercadores&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A regra importante nisto tudo é que o jogador só pode aumentar a sua clientela e o valor no cofre se tiver pontos de prestígio para isso. Para se ganhar pontos de prestígio tem-se de construir edifícios. Se eu conseguir apenas construir um edifício com 2 de prestígio só poderei ter 2 clientes e duas cartas no cofre.&lt;br /&gt;Outro apontamento em falta é fazer uma referência á escolha das personagens ou de roles. O jogador activo joga da sua mão uma carta. Fica então jogado o personagem. Os outros jogadores na mesa terão, para usufruírem do role, de jogarem também de mão uma carta igual. O que acontece muitas vezes, principalmente quando os jogadores ficarem à rasca de cartas, é que apesar do querer, não têm cartas para acompanhar e por isso ficam de fora uma jogada, onde não fazem nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RyCSocNw38I/AAAAAAAAAJ8/5aowRUO2BgE/s1600-h/glory3,5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125257599413968834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RyCSocNw38I/AAAAAAAAAJ8/5aowRUO2BgE/s320/glory3,5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Glory to Rome parece, numa primeira abordagem, não ter muita interacção. Parece-se mais com uma corrida onde interessa fazer mais pontos no menor numero de rondas possível. Eu próprio no início da escrita desta crítica tinha essa sensação. Em conversa com jogadores com mais partidas disputadas, como o Zorg, fui alertado para o facto que tal não corresponder à verdade. Existem edifícios que permitem atrasar bastante os adversários e, com a experiência, vai-se lendo o jogo e jogando de forma a poder tramar o parceiro, vedando o acesso a cartas que necessita bem como, numa fase mais avançada, controlando o fim das partidas. Existe mesmo uma corrente de jogadores que afirma que Glory To Rome é até mais complexo que Puerto Rico. Bem, quanto a mim, com apenas dois jogos, pouco posso opiniar a esse respeito, mas tal como em Puerto Rico, existe a real possibilidade de um jogador menos cuidadoso lixar a vida a todos menos ao gajo da esquerda.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Como consideração final, devo dizer que gostei muito de Glory to Rome. E numa primeira análise, parece-me mesmo o melhor jogo de cartas que já joguei, isso se excluirmos o Modern Art.&lt;br /&gt;Por isso, se adora o San Juan, tem aqui uma abordagem parecida mas ao mesmo tempo diferente que vai certamente renovar o seu interesse por este tipo de jogo.&lt;br /&gt;Se não tem o San Juan porque tem o Puerto Rico, então é uma boa ideia adicionar Glory to Rome á sua próxima lista de compras. A temática diferente ajuda a esquecer as parecenças com o Puerto Rico.&lt;br /&gt;Se não gosta do San Juan, então esqueça o assunto, provavelmente também não vai achar piada a Glory To Rome.&lt;br /&gt;Apenas uma nota para os componentes que são decentes, mas o estilo cartoon das cartas não é muito apelativo tendo em conta a complexidade do jogo, mas é uma opinião meramente pessoal, certamente que haverá milhares de jogadores que se estão pura e simplesmente a borrifar para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pontos Positivos:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Jogo muito movimentado e relativamente rápido&lt;br /&gt;Muitas possibilidades de vitória&lt;br /&gt;Poucos exemplares em circulação pelo que se vai transformar, mais cedo ou mais tarde, numa raridade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pontos Negativos:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Interacção muito subtil entre os jogadores&lt;br /&gt;Um jogador menos experiente pode tornar a vida do jogador que se senta ao seu lado esquerdo num autêntico sonho&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RyCSocNw39I/AAAAAAAAAKE/wAkZmObAQHk/s1600-h/glory4.jpg"&gt; &lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125257599413968850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RyCSocNw39I/AAAAAAAAAKE/wAkZmObAQHk/s320/glory4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-5015940795269471892?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/5015940795269471892/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=5015940795269471892' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/5015940795269471892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/5015940795269471892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2007/10/crtica-glory-to-rome.html' title='Crítica: Glory to Rome'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RyDMSsNw3-I/AAAAAAAAAKM/eXRqhnzJiA0/s72-c/italia+141.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-5274055941638929354</id><published>2007-10-04T16:51:00.000+02:00</published><updated>2007-10-04T18:59:58.892+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Essen'/><title type='text'>Essen 2007: as minhas apostas!</title><content type='html'>O post do Hugo directamente abaixo encheu-me de preocupação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assustador ver um tipo como o Hugo, praticamente casado e ainda por cima com uma mulher, deixar-se iludir pela promessa de um grande jogo e entregar o seu coração a um homem! Porque a verdade é esta: nesta fase do campeonato, o dono do coração do Hugo é Martin Wallace e isso salta à vista na falta de discernimento com que analisa os jogos desse autêntico D. Juan britânico que, aparentemente, não sente qualquer remorso em destruir lares e arruinar relações estáveis! Quem duvida disto, olhe para as patetices que o Hugo, normalmente um analista de jogos astuto e fiável, escreve sobre o Brass, no post abaixo. Deprimente, é o que vos digo! Deprimente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se o post abaixo teve outro efeito, foi o de espoletar ( e não "despoletar", cambada de ignorantes) em mim a vontade de escrever a minha própria análise sobre o que podemos esperar de Essen este ano. Naturalmente que sendo, eu o grande guru internacional dos jogos de tabuleiro e este blog a referência absoluta em toda a internet, o surgimento desta análise é, só por si, um acontecimento tão ou mais relevante que a própria feira. Mas vamos a isto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há coisas com muito potencial este ano. Para além de Brass, Hamburgum e In the year of the dragon, que o Hugo menciona abaixo, mais alguns jogos merecem alguma atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tribune: primus inter pares&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O regresso do Sr. Die Macher, o lendário Karl Heinz Schmiel, promete ser um verdadeiro euro-game: complexo, equilibrado e interessante. A acção desenrola-se em Roma e parece utilizar vários mecanismos clássicos, tais como area control, selecção de acções e hand management. Ainda não há muita informação disponível, mas o autor é razão suficente para lhe dispensarmos muita atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Race for the galaxy&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O, há muito prometido, jogo de Tom Lehmann, o tal que toda  gente que vai a convenções diz que é melhor do que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;menage a trois&lt;/span&gt;, parece que vai ser finalmente editado pela Rio Grande. É uma espécie de San Juan, em cujo desenvolvimento o próprio Lehmann participou, muito mais complexo e com um tema espacial. Há mecanismos que parecem muito originais e interessantes - como o da selecção dos roles - e tendo em conta o que se diz deste jogo e o enorme sucesso que tem sido o outro "San Juan Adrenalizado" que temos vindo a jogar ultimamente, o excepcional Glory to Rome, este promete muito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Agricola&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uwe Rosenberg, o homem dos feijões, surge com um jogo sobre a vida no campo. Faz todo o sentido! A premissa é muito engraçada: cada jogador controla uma família de agricultores, inicialmente constituída por marido e mulher, e vai tentando desenvolver a economia familiar. O número de acções que pode executar na sua vez depende do número de membros da família, por isso procriar é uma opção não só viável, como, muitas vezes, aconselhável. Mas mais gente para trabalhar, também significa mais bocas para alimentar, pelo que uma aproximação à coelho, também pode não ser ideal. Parece um jogo económico complexo e interessante, um build your engine game, bem na linha de outros grandes clássicos. Para além disso desmonta a ideia de que o trabalho infantil é uma coisa má. Há um senão: o jogo é dependente da linguagem, porque tem muitas cartas com texto importante, e ainda não está prevista uma edição internacional, ou em inglês. Seja como for, há muito &lt;span style="font-style: italic;"&gt;buzz&lt;/span&gt; à volta deste título e, se for o sucesso que se prevê, alguém pegará nisto com certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conquest of Paradise&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um jogo na categoria dos civ-lite, esta proposta de Kevin McPartland tem sido precedida também de muito boa fama. O tema invulgar - os jogadores comandam tribos na polinésia, que tentam desenvolver - e a diversidade de opções disponíveis, fazem deste um dos jogos que aguardo com mais expectativa. É possível explorar, conquistar, colonizar e desenvolver economicamente a tribo e tudo isto num jogo que, dizem, se joga em 2/3 horas... o que é que se pode pedir mais? Há mecanismos que parecem muito interessantes e polidos e justificam, parece-me, um olhar atento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1960: the making of a president&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;must&lt;/span&gt;, para quem, como eu, está obcecado com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Twilight Struggle&lt;/span&gt;. Partilha um dos autores com o épico da guerra fria e, rezam as crónicas, também partilha muito mais do que isso. O tema pode ser um pouco seco - disputar eleições nos estados unidos, nos anos 60 - mas o jogo tem vindo a ser "vendido" como um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Twilight Struggle&lt;/span&gt; simplificado, jogável em 1.30h, e com algumas inovações engraçadas no que diz respeito ao sistema de cartas. Isso é argumento suficiente para mim! Para além disso vai ser publicado por uma editora como deve ser, a Z-Man, e por isso não vai ter o malfadado mapa de papel! Não acredito que vá substituir o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Twilight Struggle&lt;/span&gt; no meu panteão das obras-primas absolutas, que vale a pena arriscar a vida para jogar, mas tenho muita fé que seja uma oferta interessante para 2 jogadores, quando há menos do que 3h disponíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Antler island&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ovelhinhas bonitas e de ratinhos adoráveis, a Fragor trás agora os veadinhos fofinhos. Por falar em veadinhos fofinhos, se calhar este é um bom jogo para oferecer ao Hugo e ao Martin, no aniversário de namoro deles. Seja como for e independentemente das conotações homo-eróticas que a expressão "veadinhos fofinhos" possa ter, já há algum tempo que tenho curiosidade em jogar algo feito por estes simpáticos escoceses. O Shear Panic parecia-me demasiado abstracto e o Hameln pouco polido. Pode ser que à terceira seja mesmo de vez e este Antler Island esteja à altura daquilo que promete.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-5274055941638929354?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/5274055941638929354/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=5274055941638929354' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/5274055941638929354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/5274055941638929354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2007/10/essen-2007-as-minhas-apostas.html' title='Essen 2007: as minhas apostas!'/><author><name>zorg</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730246793479077143</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-7100313450944476567</id><published>2007-10-04T13:02:00.000+02:00</published><updated>2007-10-04T13:11:29.951+02:00</updated><title type='text'>Essen 2007</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Graças a Deus vem aí Essen.&lt;br /&gt;É estranho, mas só sinto uma verdadeira e arrepiante sensação temporal de toda a vez que escrevo sobre esta feira anual na Alemanha. Quer dizer, não estou a ser justo, o mesmo me sucede quando o Pedro Abrunhosa lança um disco novo:&lt;br /&gt;“Este gajo, outra vez…”&lt;br /&gt;É, portanto, em Outubro, quando me sento à frente do computador a redigir parágrafos de extrema importância sobre o tema, que me dou conta na velocidade com que o tempo passa por mim e me vai deixando mais velho. Parece que ainda foi ontem quando escrevi sobre as minhas esperanças no Imperial e Perikles e agora, cá estou eu outra vez a opinar sobre esperanças futuras. Sou um homem esperançado e se fosse mulher, e Deus me tivesse dado as medidas certas, entraria num concurso de beleza e na entrevista da praxe diria a todos os que me quisessem ouvir que gostava que o mundo se transformasse num local de paz e que as guerras e a fome acabassem de vez.&lt;br /&gt;Apesar de tudo, muita coisa mudou num ano. Se nos anos anteriores, qualquer coisa servia e bastavam meia dúzia de linhas a dizer coisa nenhuma sobre qualquer jogo para que o interesse fosse instalado na comunidade agora, com tantos blogues sobre jogos de tabuleiro que povoam a blogosfera e ainda por cima escritos em português, os leitores ficaram mais exigentes e esperam deste canto menos gordura do que um texto para encher chouriço e mostrar apenas as capas dos jogos.&lt;br /&gt;Paralelamente a isto, como se fosse pouco, com esta história do Santana Lopes, a atenção sobre os meios de comunicação é maior e o controle sobre a pertinência do que se publica é bastante mais apertado, de maneira que tive mesmo de levar trabalho para casa e forcei-me a ler as regras de alguns jogos que serão apresentados em Essen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Brass&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Martin Wallace, como sempre, volta com um novo jogo. Este Inglês, de feitio nem sempre fácil mas doido por bolachas Maria, faz-me lembrar muito o Woody Allen. Não pelo aspecto físico, claro, mas pela sua impressionante capacidade de trabalho, onde mantém a extraordinária média dum jogo por ano. Além disso, tal como o cineasta americano, Martin também é um daqueles designers que não sabe fazer um mau jogo. Pronto, eu sei, vamos excluir o Tempvs e fingir que este nunca existiu, mas se quisermos ser justos, até os génios têm direito a um descuido e, apesar de tudo, há muitas boas ideias no jogo em questão.&lt;br /&gt;Mas falando de Brass. Brass é uma nova leitura daquele que é considerado por muitos, e com muita razão, o melhor jogo da carreira de Wallace – Age of Steam. Uma consulta muito por alto das regras, faz antever um AoS possivelmente melhorado.&lt;br /&gt;O Ambiente volta a ser a Revolução Industrial, mas desta vez Martin vai mais fundo do que o foi em AoS. Ao contrário do jogo de 2002, onde as cidades vêm já com as mercadorias, aleatoriamente distribuídas, Brass exige mais nesse sentido. O jogo começa sem cubos nas cidades. Se os jogadores quiserem cubos, e claro que os vão querer, então que construam fábricas para os ter. Depois das fábricas construídas, aí sim, já poderão então construir canais e linhas férreas para distribuir as mercadorias pelos vários portos de Inglaterra. Os portos terão também de ser erigidos e vão pertencer ao jogador que investiu na sua construção. Brass, segundo as palavras do autor é um jogo que exige um investimento sustentado. De nada vale andar atrás dos pontos se não se construir bases capazes de se aguentarem no futuro. É muito natural o jogador que está à frente ficar para trás na última fase do jogo se não tiver cuidado. A pontuação é distribuída duma forma justa, vai haver pontos para tipo que construiu a fabrica que deu origem ao cubo, para o tipo que fez a distribuição e para o tipo que tem o porto. A ordem de jogo depende do dinheiro investido em cada ronda. Quem investiu mais é o último na ronda seguinte.&lt;br /&gt;A novidade parece ser mesmo as cartas que o jogador vai tendo em mãos e que constituem as acções que vai fazer. Nesse sentido, convém ter um plano bem delineado sobre o que se vai fazer no futuro para poupar cartas para serem jogadas no futuro. Como em qualquer jogo de Wallace, o dinheiro vai ser apertado e esperam-se bastantes dificuldades na aprendizagem das regras numa primeira fase.&lt;br /&gt;O grafismo é o normal num jogo da Warfrog, uma vez que Wallace volta a trabalhar com Petter Dennis, outro apreciador de bolachas Maria.&lt;br /&gt;Agora é esperar para ver, mas certamente o resultado não irá defraudar os fãs de Martin como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RwTJq0P-DqI/AAAAAAAAAJU/Q39cDSAi5UY/s1600-h/brass.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117436814017040034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RwTJq0P-DqI/AAAAAAAAAJU/Q39cDSAi5UY/s320/brass.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Container&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outro das grandes esperanças para Essen é Container. Já se fala muito dele e parece, pelo menos a acreditar nas primeiras reacções e também às regras que tive o cuidado e a educação de ler antes de cagar postas de pescada sobre o assunto, que o jogo é mesmo muito bom. Mas esperemos que todo o buzz inicial não se deva apenas ao falecimento recente do seu autor, Franz-Benno Delonge.&lt;br /&gt;Tudo gira nas cargas e descargas de contentores. O jogador vai desenvolvendo o seu porto. Vai construindo as suas infra-estruturas e produzindo contentores. Os contentores têm várias cores e preços consoante a mercadoria que estiver lá dentro.&lt;br /&gt;O objectivo é descarregar contentores numa ilha e quantos mais contentores forem descarregados melhor. No entanto a coisa não é tão simples quanto isso. Ao chegar à ilha, os jogadores em contenda vão leiloar às escuras, o valor de toda a carga do barco que chega à dita ilha. O dono do navio tem então a possibilidade de vender a carga ou então cobrir a oferta maior. O que parece interessante nisto tudo, é que o dinheiro é um bem muito, mas mesmo muito escasso e portanto sempre que existe um leilão, o jogador activo fica sempre na dúvida entre o dinheiro e a mercadoria, um pouco à semelhança do mítico concurso televisivo “A amiga Olga” onde o concorrente nunca sabia se havia de ficar com o dinheiro ou a chave.&lt;br /&gt;No final do jogo as mercadorias descarregadas são multiplicadas pelo seu valor nominal, soma-se a este valor o dinheiro em mão e temos a pontuação final do jogador.&lt;br /&gt;Outro dos aspecto interessantes é que o valor do navio que chega pode não ter o mesmo valor para todos os jogadores, isto porque de todas as mercadorias que o jogador possui, vai ficar sem as que maior numero tiver em stock. Além disso as compras são à bruta. Qualquer jogador pode abastecer-se nos portos dos outros sem que estes possam impedir a compra. Na verdade trata-se de conseguir gerir os contentores da melhor forma possível e também gerir os leilões que são sempre feitos ás escuras. Parece-me um jogo com algum bluff e vamos ver como resulta na mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RwTJrUP-DrI/AAAAAAAAAJc/T_EHAR-CBtE/s1600-h/container.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117436822606974642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RwTJrUP-DrI/AAAAAAAAAJc/T_EHAR-CBtE/s320/container.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Hamburgum&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Mac Gerdtz volta e espera-se que seja em grande. Colocou de lado, tal como Marttin Wallace, a guerra e apenas se concentrou no aspecto económico da coisa. Aliás esta é uma tendência cada vez mais evidente. A aposta em jogos económicos.&lt;br /&gt;A Rondel está de volta e diz quem sabe que está mais gloriosa que nunca. Eu acredito e não vejo porque razão não seja um dos grandes vencedores de Essen deste ano. E reparem que escrevo isto sem qualquer fundamento nem medo de ser feliz. É que pelo que sei o homem tem mesmo génio e recebe bem as críticas dos testers e parece sempre com regras novas para satisfazer os rapazes. Por isso, não vejo razão para não colocar a fasquia lá em cima.&lt;br /&gt;Vamos a eles Mac!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RwTJtUP-DsI/AAAAAAAAAJk/QAKwN9awgf8/s1600-h/hamburgum.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117436856966713026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RwTJtUP-DsI/AAAAAAAAAJk/QAKwN9awgf8/s320/hamburgum.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;In the Year of the Dragon&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Stefan Feld também regressa depois do aclamado Notre Dame e novamente na colecção Big Box da Alea. Por isso, as atenções estão do lado deste jovem designer que rapa os pêlos do peito sempre que vai à praia ou usa a piscina do bairro. O jogo parece seguir a tendência de Notre Dame muita decisão difícil para ser tomada e poucas acções para o efeito.&lt;br /&gt;Algumas considerações importantes: o jogador pode escolher uma acção de 7 disponíveis. Tal como em Notre Dame, qualquer uma das acções é muito boa e se o jogador escolher uma acção já escolhida previamente vai ter de pagar moedas por isso. Por outro lado vai haver epidemias que vão matar os trabalhadores do jogador e desequilibrar a estratégia, mas uma das acções é prevenir que isso aconteça. Por outro lado vão haver eventos positivos e negativos que tendem a beneficiar o jogador melhor colocado e prejudicar o pior colocado em determinadas áreas. Ou seja, e a título de exemplo, sempre que houver fogo de artifício o jogador que tiver mais setas em tabuleiro ganha pontos. Por outro lado, sempre que haja um evento samurai, o jogador que tiver menos Samurais em jogo tem de sacrificar um. Além disso o jogador tem de alimentar os seus trabalhadores e retirar arroz das terras. Os trabalhadores constroem palácios e os palácios dão pontos. Como se fosse pouco, ainda vai haver impostos que terão de ser pagos ao rei e são tantas as decisões que toda a gente vai dar em doida no fim e vai sair de cada partida com a vontade de voltar a jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RwTJt0P-DtI/AAAAAAAAAJs/kxbc8ABlQ4s/s1600-h/year.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117436865556647634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RwTJt0P-DtI/AAAAAAAAAJs/kxbc8ABlQ4s/s320/year.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15509071-7100313450944476567?l=jogosdetabuleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/feeds/7100313450944476567/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15509071&amp;postID=7100313450944476567' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/7100313450944476567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15509071/posts/default/7100313450944476567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jogosdetabuleiro.blogspot.com/2007/10/essen-2007.html' title='Essen 2007'/><author><name>Hugo Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16203211982768407161</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/pelismafalda/img/felipe1.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iTmB-99bKSk/RwTJq0P-DqI/AAAAAAAAAJU/Q39cDSAi5UY/s72-c/brass.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15509071.post-5694218505348596312</id><published>2007-09-24T18:20:00.000+02:00</published><updated>2007-09-28T12:12:45.265+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='twilight struggle'/><title type='text'>Twilight Struggle</title><content type='html'>&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Introdução&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Sentam-se e abram uma mini, que esta review vai ser longuinha e o assunto é importante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos a isto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem, de nós, não tem saudades da guerra fria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não sente falta daquele saborzinho extra que a comida tem, quando sabemos que a qualquer momento o mundo pode acabar num holocausto nuclear? E do Sting, a chorar pelas criancinhas russas? E de clássicos, como o Rocky IV, em que um atleta de um desporto qualquer, tão excepcional como rebelde, enfrenta o seu equivalente soviético, que só é excepcional porque faz batota e farta-se de enfiar esteróides, e acaba por o derrotar, contra tudo o que seria de esperar, num final épico, ao som de grandes temas de bandas de excepção (como os Survivor) e com uma simpática lição político-moral de bónus, no fim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E uma boa e velha crise de mísseis à moda da guerra fria, em que se sucedem as acusações numa escalada de tensão e as coisas se resolvem no microsegundo antes de um dos envolvidos carregar no botão vermelho que diz "Holocausto nuclear" em letras grandes? Já não as fazem como antigamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem não sente falta da corrida ao espaço, com novos e gloriosos feitos aeroespaciais a serem filmad... aham... conseguidos todos os dias, pelas forças da liberdade e da democracia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as belas e mortíferas espias de leste, sempre dispostas a pôr o seu escultural corpo ao serviço da revolução, sem hipocrisias morais judaico-cristãs? Já não há gajas com tanto empenho ideológico e tanta vontade de mudar o mundo com o corpo, nos dias de hoje! Agora é só megeras sem princípios morais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqueles dias de praia perfeitos, em 
